Liturgia da Palavra

Data de publicação: 26/04/2016

Ano C – 1º de maio de 2016 - 6º Domingo da Páscoa

At 15,1-2.22-29 – Não vos impor nenhum fardo.
Sl 66 (67) – Faça brilhar sobre nós a sua face.
Ap 21,10-14.22-23 – O seu templo é o próprio Senhor.
Jo 14,23-29¬ – “Deixo-vos a paz.”
"Nós viremos e faremos nele a nossa morada" (Jo 14,23)

Reflexão: Cônego Celso Pedro da Silva
Arte: Sergio Riccuto Conte
 
   “Se alguém me ama...” Jesus refere-se a uma atitude interior, a uma disposição da vontade livre, a uma escolha e uma decisão. Quem diz, na verdade do seu coração, “Eu amo o Senhor e procuro guardar a sua palavra”, torna-se morada da Trindade. Qualquer rito que venha depois supõe essa atitude anterior e interior. O rito expressará uma opção livre, caso contrário será vazio. Santo Tomás diz que somos justificados quando fazemos nosso primeiro ato livre. Ele é indicativo do que queremos, da opção fundamental da nossa vida. Amamos a Jesus com um coração humano, embora sabendo que esse amor é um dom de Deus, mas nós o amamos com os mesmos sentimentos com os quais nos amamos entre nós. A fé, porém, nos revela o alcance do amor que está em nós e nos faz ver mais do que os nossos olhos enxergam. A fé nos faz ver a nós mesmos como Templo da Trindade e nos faz ver a Jerusalém que desce do céu, na qual não há Templo porque o Templo é o próprio Senhor que habita em nós. Nela não vemos nem o sol, nem a lua, nem qualquer outra luminária, porque sua luz é a glória de Deus, e sua lâmpada é o Cordeiro. Um coração que ama e uma inteligência que crê veem além das aparências, veem o invisível.
Jesus fala do Pai e promete um Defensor, o Espírito Santo, que será enviado pelo Pai, completando a revelação da Trindade. E o Espírito nos ensinará tudo. Jesus agora pode partir. Ele vai para o Pai, o que deve nos alegrar e nos deixa a sua paz, que tranquiliza o nosso coração. Sem perturbação e sem medo, vivemos na paz que Jesus nos deixou. É uma paz perene, que se mantém mesmo no meio das agitações deste mundo, porque nosso coração está na verdadeira alegria. Jesus vai partir, sua ascensão se aproxima, nós nos alegramos e ficamos na sua paz. A partir de então, todo aquele que ama a Jesus torna presente a Trindade Santa no meio do mundo em que vive.
        Continuamos, porém, no nosso mundo, convivendo com nossas contradições, buscando sempre de novo a verdade de Deus como luz que ilumina os nossos caminhos. Sem perder a tranquilidade, ouvimos as diversas opiniões, os pontos de vista, as afirmações contraditórias, permanecendo sempre na fé que recebemos. Na Antiguidade, nossos irmãos de Antioquia da Síria ouviram de alguns irmãos da Judeia que, para poder se salvarem, era preciso observar a Lei de Moisés, em particular a circuncisão. Houve confusão, houve discussões e também seriedade na busca da verdade. A quem recorrer? Recorreram aos apóstolos e aos anciãos de Jerusalém. A eles cabia naquele momento confirmar a fé dos irmãos. Reuniram-se em Concílio e tomaram decisões iluminados pelo Espírito Santo. “Decidimos, o Espírito Santo e nós”, escreveram eles aos de Antioquia. Os novos cristãos vindos do paganismo não precisavam passar primeiro pelo judaísmo para depois se tornarem cristãos. Era, porém, conveniente evitar no casamento uniões ilegítimas, na vida religiosa alimentos oferecidos aos ídolos, e, pela convivência com cristãos vindos do judaísmo, não comer carne com sangue nem carne de animais sufocados. Para manter a unidade da Igreja, acataram o magistério dos apóstolos, buscando em comum soluções para os problemas do momento. É a atitude de quem ama verdadeiramente o Senhor.

Leituras e Salmos (2 a 7 de maio)
2ªf.: At 16,11-15; Sl 149; Jo 15,26 – 16,4a.
3ªf.: 1Cor 15,1-8; Sl 18 (19); Jo 14,6-14.
4ªf.: At 17,15.22 – 18,1; Sl 148; Jo 16,12-15.
5ªf.: At 18,1-8; Sl 97 (98); Jo 16,16-20.
6ªf.: At 18,9-18; Sl 46 (47); Jo 16,20-23a.
Sáb.: At 18,23-28; Sl 46 (47); Jo 16,23b-28.




Fonte: FC ediçao 964-ABRIL 2016
Postado por: Família Cristã




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