Liturgia da Palavra

Data de publicação: 09/06/2016

Ano C – 12 de junho de 2016 -11º Domingo do Tempo Comum
2Sm 12,7-10.13 – Eu te ungi como rei de Israel.
Sl 31 (32) – Jubilar, vós todos, retos de coração.
Gl 2, 16.19-21 – Abraçamos a fé em Jesus Cristo.
Lc 7,36 – 8,3 – “Ela lavou meus pés com lágrimas.”

“Ela mostrou muito amor” (Lc 7,47)

Reflexão: Cônego Celso Pedro da Silva
Arte: Sergio Riccuto Conte

Os opositores de Jesus o observavam o tempo todo para pegá-lo em alguma falha e poder acusá-lo. Até mesmo quando era convidado para uma refeição na casa de alguém, todos o observavam. Nós também devemos observá-lo o tempo todo. Ao ler e ouvir o Evangelho devemos perceber onde ele está, com quem se encontra, o que faz e o que diz. Entremos com ele na casa de Simão, o fariseu, que o convidou para uma refeição. Parece que Simão não seguiu os costumes de hospitalidade comuns entre os judeus, bem como oferecer água para lavar os pés – andavam a pé, descalços ou de sandálias, por caminhos empoeirados – e também oferecer óleo perfumado para os cabelos.
Jesus entrou e sentou-se à mesa. Mais do que se sentar conforme o costume, Jesus se reclinou num divã com a cabeça próxima da mesa e os pés estendidos. Surge então uma mulher que não tinha sido convidada. Não sabemos o seu nome, mas sabemos que era pecadora, que entrou com um vaso de perfume, que chorou sobre os pés de Jesus, enxugou-os com seus cabelos e os ungiu com o perfume. Ela, que não tinha sido convidada nem era dona da casa, fez os gestos de acolhida descurados por Simão, o fariseu.
Observemos a atitude de Jesus. Ele se relaciona tranquilamente com a mulher, sem medo, sem nervosismo, ele a acolhe de modo afável, trata-a com respeito, sem receio do que pudessem pensar e dizer os que o observavam. O mesmo não acontece com Simão, o dono da casa. Ele sabe quem é a mulher, mas não diz nada. Não revela que a conhece. Apenas pensa, e pensa mal de Jesus. “Se ele fosse profeta saberia que essa mulher é pecadora.” E faria o quê?
Na mente de Simão a afastaria dele, mandaria embora, a censuraria. Jesus, no entanto, é profeta de verdade, segundo o coração de Deus e procede como deve proceder. Tira a mulher do anonimato, enquanto Simão a mantém oculta. Tira-a do canto obscuro e a coloca no centro do convívio humano. De forma sadia e equilibrada, de forma perfeitamente humana, Jesus se relaciona com a mulher. Ele não vê o pecado. Vê a força do amor que a impulsiona. “As muitas águas não podem apagar o amor.” É o amor prático e operoso que supera a multidão dos pecados.
Davi era rei e abusou do poder que tinha. Ele se encantou com Bersabéia, mulher do general Urias. O resultado desse encanto foi uma gravidez não desejada e o assassinato do general, marido de Bersabéia. O pecado de Davi foi antes de tudo um abuso de poder vitimando o marido, a mulher e a criança que nasceu e logo morreu. Davi se casa depois com Bersabéia e então nascerá um filho legítimo, que será o rei Salomão. Bersabéia foi bem tratada pelo rei Davi, que se arrependeu e compôs o Salmo 50 implorando a piedade de Deus.
A imperfeição é o nosso estado normal. A Lei de Deus orienta-nos, mas não conseguimos observar exatamente os mandamentos, por isso precisamos da misericórdia e da compreensão de Deus. Num mundo de pecadores, Jesus espera de nós que sejamos solidários uns com os outros no amor. Ninguém é justificado pela Lei que não conseguimos observar de forma perfeita. O que nos justifica é a fé em Jesus Cristo. Ele mesmo nos acolhe e nos abraça, e nós, por nossa vez, nos deixamos pregar na cruz com ele para que ele viva em nós e não o pecado que nos quer dominar.



Leituras e Salmos (13 a 18 de junho)
2ªf.: 1Rs 21,1-16; Sl 5; Mt 5,38-42.
3ªf.: 1Rs 21,17-29; Sl 50 (51); Mt 5,43-48.
4ªf.: 2Rs 2,1.6-14; Sl 30 (31); Mt 6,1-6.16-18.
5ªf.: Eclo 48,1-15; Sl 96 (97); Mt 6,7-15.
6ªf.: 2Rs 11,1-4.9-18.20; Sl 131 (132); Mt 6,19-23.
Sáb.: 2Cr 24,17-25; Sl 88 (89); Mt 6,24-34.




Fonte: FC ediçao 966 -JUNHO 2016
Postado por: Família Cristã




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