Liturgia da Palavra

Data de publicação: 16/06/2016

Ano C – 19 de junho de 2016 -12° Domingo do Tempo Comum
Zc 12,10-11; 13,1 – O choro em Jerusalém será grande.
Sl 62 (63) – Tua graça vale mais que a vida.
Gl 3,26-29 – Vós todos sois filhos de Deus.
Lc 9,18-24 – “O Cristo de Deus.”
“E vós, quem dizeis que eu sou?” (Lc 9,20)

Reflexão: Cônego Celso Pedro da Silva
Arte: Sergio Riccuto Conte

Quem é Jesus? É João Batista ressuscitado, é Elias que esperamos antes do fim dos tempos, é um profeta como Deus prometeu a Moisés, é ele mesmo? Quem é Jesus para você? Os discípulos daquele tempo tinham na mente uma imagem do Messias prometido que procuravam adequar ao Jesus de Nazaré, vivo e real, que eles viam e podiam captar com os seus sentidos. Os discípulos de hoje não viram o Jesus histórico e o imaginam como é agora e como foi no passado. Com que podemos comparar a imagem de Jesus que se forma em nossa mente para saber se ela é correta?
Imagens e pinturas são o resultado de séculos de cristianismo e o resultado da inserção do cristianismo nas diversas culturas. Esta imagem corresponde ao Cristo dos Evangelhos? Em nossa mente, formam-se também imagens da comunidade dos discípulos, que chamamos de Igreja. Nós a idealizamos, procuramos a Igreja ideal em algum momento da história do passado, às vezes parando no tempo sem chegar à fonte que está no início.
Paramos no Vaticano II, em Trento, em São Pio V, no imperador Constantino, defendendo a Igreja que nos é conveniente. O retorno ao texto do Evangelho se faz sempre necessário, apesar das nossas limitações interpretativas. O Evangelho padece também com a limitação da hermenêutica e não pode ser de outra forma porque somos humanos. Procuremos examinar as Escrituras, verificar os passos e as palavras de Jesus, questionar a imagem mental que dele temos segundo as nossas conveniências e buscá-lo enquanto ele se deixa encontrar.
Voltemos ao Evangelho senão Cristo não vive em nós”, dizia o bem-aventurado irmão Carlos de Jesus. A imagem de Jesus não pode ser desligada da cruz. Quer segui-lo? Renuncie a si mesmo e tome sua cruz cada dia. Seguindo-o, verifique para onde está indo. Conseguimos andar quando descobrimos para onde ir. Andamos atrás de alguém que se encaminha para Jerusalém, onde vai sofrer muito e ser rejeitado pelos anciãos, pelos sumos sacerdotes e escribas, vai ser morto e, no terceiro dia, ressuscitar. Caminhada difícil até Jerusalém.
Ao alçarmos os olhos, veremos aquele que foi traspassado, e o nosso choro se juntará ao choro da multidão, até sentirmos que sobre Jerusalém se derrama um espírito de perdão e de misericórdia numa fonte à disposição de quem quiser se lavar da impureza do pecado. Lavados no batismo de purificação, revestimos-nos de Cristo e formamos com ele um só corpo, herdeiro das promessas.
Aparentemente sofrimento, rejeição, e morte são vocábulos do fracasso. Na realidade a ele cabem a vitória e a herança. O choro em Jerusalém, como o de Adad-Remon, na planície de Magedon, diz respeito à contemplação daquele que foi crucificado, vítima inocente da insensatez humana. Uma fonte para lavar os pecados e a impureza estará à disposição de quem chora de tristeza e de arrependimento. É a fonte batismal que nos reveste de Cristo e nos introduz numa Igreja na qual todos são um só em Cristo Jesus, sem distinção de judeu e grego, de escravo e livre, de homem e mulher. Quem é Jesus para você? Que Jesus você segue? Que Igreja você constrói e em que Igreja você vive? Nossa vida cristã prática é norteada pela cristologia e pela eclesiologia que professamos.


Leituras e Salmos (20 a 25 de junho)
2ªf.: 2Rs 17,5-8.13-15a.18; Sl 59 (60); Mt 7,1-5.
3ªf.: 2Rs 19,9b-11.14-21.31-35a.36; Sl 47 (48); Mt 7,6.12-14.
4ªf.: 2Rs 22,8-13; 23,1-3; Sl 118 (119); Mt 7,15-20.
5ªf.: 2Rs 24,8-17; Sl 78 (79); Mt 7,21-29.
6ªf.: Is 49, 1-6; Sl 138 (139); At 13,22-26; Lc 1,57-66.80.
Sáb.: Lm 2,2.10-14.18-19; Sl 73 (74); Mt 8,5-17.




Fonte: FC ediçao 965-MAIO 2016
Postado por: Família Cristã




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