Liturgia da Palavra

Data de publicação: 15/09/2016




 Ano C – 18 de setembro de 2016  - 25° Domingo do Tempo Comum

Am 8,4-7 – Escutai, aproveitadores de indigentes.
Sl 112 (113) – Seja bendito o nome do Senhor.
1Tm 2,1-8 – Digo a verdade, não minto.
Lc 16,1-13 – Não podeis servir a Deus e ao Dinheiro.

"Não podeis servir a Deus e ao 'Dinheiro'" (Lc 16,13)

Reflexão: Cônego Celso Pedro da Silva
Arte: Sergio Riccuto Conte

Quer seguir Jesus Cristo? Renuncie a tudo o que tem. Você não pode servir a Deus e ao dinheiro, embora o dinheiro faça parte da nossa existência diária e seja fruto do nosso trabalho. Os filhos deste mundo sabem o que fazer com o dinheiro. Os filhos da luz, aqueles que seguem Jesus Cristo, também devem saber administrar os bens deste mundo e com eles fazer amigos que os recebam nas moradas eternas. Jesus conta a quem quer andar com ele a história do administrador infiel.
Um administrador perdeu o emprego por ter esbanjado os bens de seu patrão. Prevendo dias difíceis, procurou garantir a amizade de quem pudesse recebê-lo em sua casa ou socorrê-lo de alguma maneira na hora do infortúnio. Quem o ajudaria senão quem lhe devesse gratidão por algum benefício recebido? Imaginou então um recurso que poderia surtir efeito: favorecer os que tinham dívidas com seu patrão. Chamou então quem devia cem barris de óleo e diminuiu-os para oitenta, e assim com outros em outras matérias. Agiu com rapidez causando até a admiração de seu patrão, que, se não lhe aprovou a estratégia, elogiou lhe a esperteza. Bem, diz Jesus, assim são os filhos deste mundo, bem mais espertos em seus negócios do que os filhos da luz nos negócios que lhes são próprios.
O que fez o administrador infiel com o dinheiro que Jesus chama de injusto? Fez amigos, que poderiam abrir-lhe as portas de suas casas e socorrê-lo. O que deveriam fazer os filhos da luz? A mesma coisa, mas em seus negócios. Com o dinheiro deste mundo, fazer amigos que lhes abram as portas da eternidade, porque a eternidade é o negócio dos filhos da luz. Partilhamos o dinheiro deste mundo com os pobres e necessitados e eles esperarão por nós na porta do céu.
Na parábola há um patrão e um administrador que não têm nada a ver com Cristo, e há os filhos da luz que têm tudo a ver com Jesus. Estes, supõe-se que sejam religiosos coerentes e consequentes com sua vocação e o uso que fazem dos bens deste mundo. Adverte-nos o profeta Amós que Deus não se esquece dos que observam as leis religiosas, como os dias santificados, e maltratam os humildes causando a prostração dos pobres da terra.
Paulo, por sua vez, recomenda que rezemos pelos que ocupam altos cargos, a fim de podermos levar uma vida tranquila e serena. Façamos, pois, como o Senhor que o Salmista vê se inclinando para olhar o céu e a terra, que levanta da poeira o indigente e retira do lixo o pobrezinho. Para isso nos servimos do dinheiro injusto deste mundo, para fazer amigos que nos recebam nas portas da eternidade.
Com o olhar da Sabedoria, não julguemos pelas aparências porque, em nosso tempo, o necessitado nem sempre é o maltrapilho. Graças a Deus a generosidade do povo não deixa faltar alimento para quem está na rua. No entanto, o pequeno empresário que não sabe como pagar as contas em tempo de crise pode ser o que necessita de ajuda com urgência, ou quem estava bem empregado e foi despedido.
O administrador da parábola não era um maltrapilho e se viu em necessidade. Outros estarão em necessidade por circunstâncias sociais e ninguém lhes oferecerá um prato de comida porque nunca precisaram. A caridade não pode ser praticada com medidas, mas precisa ser acompanhada pela Sabedoria.
 
Leituras e Salmos (19 a 24 de setembro)


2ªf.: Pr 3,27-34; Sl 14 (15); Lc 8,16-18.
3ªf.: Pr 21,1-6.10-13; Sl 118 (119); Lc 8,19-21.
4ªf.: Ef 4,1-7.11-13; Sl 18 (19); Mt 9,9-13.
5ªf.: Ecl 1,2-11; Sl 89 (90); Lc 9,7-9.
6ªf.: Ecl 3,1-11; Sl 143 (144); Lc 9,18-22.
Sáb.: Ecl 11,9 –12,8; Sl 89 (90); Lc 9,43b-45.

 

 




Fonte: FC ediçao 968 -AGOSTO 2016
Postado por: Família Cristã




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