Liturgia da Palavra

Data de publicação: 20/10/2016

Ano C – 23 de outubro de 2016 - 30º Domingo do Tempo Comum

Dia Mundial das Missões e da Infância Missionária

Eclo 35,15b-17.20-22a – A oração dos humildes penetra as nuvens.
Sl 34(33) – Bendirei o Senhor em todo tempo.
2Tm 4,6-8.16-18 – Guardai a fé.
Lc 18,9-14 – “Quem se exalta será humilhado.”
"Quem se humilha será exaltado" (Lc 18,14)

Reflexão: Cônego Celso Pedro da Silva
Arte: Sergio Riccuto Conte

 Há certas insistências do papa Francisco que às vezes incomodam mais os de dentro do que os de fora e que, no entanto, tornam o papa muito parecido com Jesus, e os que não o aceitam, são muito parecidos com os que contestavam Jesus. Mais uma história sobre dois tipos de pessoas, agora um fariseu, religioso observante, e um publicano, pecador malfalado. A história é contada, diz São Lucas, para alguns que confiavam na sua própria justiça e desprezavam os outros. Estes eram os fariseus, os daquela época e os do nosso tempo, que não são poucos. A história diz que o fariseu se coloca de pé diante de Deus e desfia o rosário de suas boas ações. Até aí tudo bem até o momento em que ele se compara com os outros que são pecadores e em especial com aquele publicano que também estava no Templo rezando. “Não sou como este cobrador de impostos.”
São Paulo, que também era fariseu, escreveu aos gálatas, dizendo-lhes: “Cada um examine sua própria conduta, e então terá o que se gloriar por si só e não por referência ao outro”. E aí estava o fariseu se gloriando por referência ao cobrador de impostos. O cobrador de impostos, batendo no peito, dizia: “Meu Deus, tem piedade de mim, que sou pecador,” enquanto o fariseu se gloriava por jejuar duas vezes por semana e pagar o dízimo de toda a sua renda, por não ser ladrão, desonesto e adúltero. Não vamos dizer que o fariseu era mentiroso. Ele de fato fazia o que estava dizendo, acrescentando a todas as suas boas obras a comparação com os outros. Assim a observância da Lei tornava-o superior aos outros e com um bom crédito junto de Deus.
Certamente Deus tem obrigações para com alguém que jejua duas vezes por semana e paga o dízimo corretamente. Deve atender a todos os seus pedidos e dar-lhe o céu em recompensa. Sem dizer, o fariseu tornava Deus seu empregado. Os dois voltaram para casa, e Deus considerou justo o que era pecador e pecador aquele que acreditava ser melhor do que os outros. E a história conclui dizendo que quem se eleva será humilhado e quem se humilha será elevado.
A oração que sobe ao céu é a oração do humilde. Ela atravessa as nuvens e permanece insistente diante do trono de Deus, até que o Altíssimo intervenha. Deus é um juiz que não faz discriminação de pessoas, não é parcial em prejuízo do pobre, escuta os oprimidos, os órfãos e as viúvas em suas mágoas.
É bem acolhido e suas súplicas sobem até as nuvens aquele que serve a Deus como Deus quer. Não basta dizer Senhor, Senhor, nem contar que fez milagres, profecias e expulsão de demônios, segundo São Mateus. Trata-se de fazer o que Deus quer. Não é aquele que diz Senhor, Senhor, que entrará no Reino dos Céus, mas sim aquele que pratica a vontade do Pai que está no céu. Não se trata de fazer coisas boas, porque a coisa boa que eu faço pode não ser feita como Deus quer e pode não ser o que Deus quer.
Em nossa vida há sempre um lado luminoso e um lado sombrio. A natural inclinação para o mal às vezes deturpa nossas melhores intenções. Temos que fazer obras, temos que fazer boas ações, mas é preciso examinar o espírito com que fazemos todas as coisas, examinar o que brota do fundo do coração, perguntar qual é afinal a intenção última de nossas atitudes. São Paulo nos diz que combateu o bom combate, completou a corrida, guardou a fé. Oxalá possamos dizer o mesmo no dia da nossa morte.

Leituras e Salmos (24 a 29 de outubro)
2ªf.: Ef 4,32 – 5,8; Sl 1; Lc 13,10-17.
3ªf.: Ef 5,21-33; Sl 127 (128); Lc 13,18-21.
4ªf.: Ef 6,1-9; Sl 144 (145); Lc 13,22-30.
5ªf.: Ef 6,10-20; Sl 143 (144); Lc 13,31-35.
6ªf.: Ef 2,19-22; Sl 18 (19); Lc 6,12-19.
Sáb.: Fl 1,18b-26; Sl 41 (42); Lc 14,1.7-11.

Reflexão: Cônego Celso Pedro da Silva
Arte: Sergio Riccuto Conte




Fonte: FC ediçao 969 - setembro 2016
Postado por: Família Cristã




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