Em busca da realização

Data de publicação: 06/12/2016


                                                                                                                                                                                                         
Com a autoestima pra cima, você consegue encaminhar as demais áreas com mais facilidade

Nós temos quatro grandes aspectos na vida: pessoal, afetivo, social e profissional. O pessoal é você gostar de si e acreditar em si. O afetivo é aquilo que nos traz emoção. É um campo amplo porque abarca os pais, irmãos, tios, avós, a pessoa que escolhemos para formar uma nova família, e até seu animal de estimação e o relógio que era do avô. O social é aquilo que, depois do dever cumprido, gostamos de fazer, por lazer. Para uns é viajar, para outros é descansar, ler livros, assistir a filmes, sair para dançar. No lazer, cada pessoa se realiza de alguma forma. E o lado profissional. Quando escolhemos uma carreira, geralmente é algo de que gostamos, mas precisamos lembrar que está sempre em evolução. Não adianta estudar, receber o diploma e ficar só nisso. Todo dia o mundo cresce em todas as direções. É preciso buscar uma atualização, saber mais. E, se você gosta do que faz, ajuda sempre buscar mais. O dinheiro é bom, compra tudo aquilo que você almeja, o que se sonha, mas mediante o seu trabalho.
Infelizmente, nem todo mundo é assim. Tem gente que está bem apenas no lado afetivo, outros estão bem somente no profissional, tem gente que só quer férias. E isso muda a todo instante, pois a pessoa nunca está plenamente realizada. O dia a dia traz novidades, surpresas, sofrimento, e o ser humano ou cresce e amadurece ou apodrece. Não podemos ficar estagnados. Hoje posso estar com a autoestima boa, posso estar bem no profissional, nas minhas relações afetivas, mas amanhã talvez aconteça algo que não me deixe tão feliz assim. Nós nos realizamos pelos nossos atos, pelos nossos sonhos, nossas escolhas e comportamento e das consequências disso tudo
Todos nós devemos procurar ser felizes em todos os campos, mas o aspecto pessoal é o alicerce do seu prédio, o mais importante. Com a autoestima pra cima, você consegue encaminhar as demais áreas com mais facilidade. Se alguém está infeliz, chateado e até depressivo, procure levantar a cabeça, acreditar em si e ir em frente. Quando temos um obstáculo, não adianta ficar parado com a pedra no meio do caminho sem poder atravessar. Dá um jeito. Contorna, vai por cima, por baixo, pede ajuda.

Um presente com garra – O que não pode é ficar deitado em berço esplêndido na frustração, no fracasso, no desgosto, na perda. Claro que, quando se perde alguém de quem gostamos, é preciso gastar essa dor primeiro. Mas depois você precisa continuar a viver. Há pessoas que vivem uma crise absoluta, profissional, afetiva, pessoal. Mas é preciso parar e pensar: o passado já foi e não tem jeito. É preciso ter um presente com garra, com força. Há casos em que as pessoas não conseguem isso apenas por força de vontade, pois existem distúrbios químicos. Mas, mesmo, nesses casos, não podem se acomodar, é preciso procurar ajuda profissional para ter uma diretriz. Pode ser só uma terapia, pode ser a terapia mais um remédio e pode ser um puxão de orelha, depende muito de cada um. Cada pessoa é um universo, e não é possível generalizar.
Gosto muito de uma parte do livro Fernão Capelo Gaivota, de Richard Bach, que sugere fazer um teste para saber se sua missão na vida está cumprida. Você está vivo? Então ainda não está cumprida. Quando tudo estiver ruim na sua vida, apegue-se no que está bom e isso pode ser você mesmo. E, todos os dias, busque a sua realização. Não conseguimos ter tudo, então precisamos ser felizes com tudo o que temos. A felicidade não cai do céu, é a própria luta que fará a realização acontecer.


Por: Maria Helena Brito Izzo




Fonte: FC ediçao 970-OUTUBRO 2016
Postado por: Família Cristã




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