Qual a hora do bebê chegar?

Data de publicação: 12/12/2016


Planejar o momento de ter filhos é importante, sem dúvida. Mas, também é necessário não adiar demais esse importante momento
                                    

Por: Rosangela Barbosa 
Namorar, casar, ter filhos logo após o casamento. Nos tempos de nossos avós, tudo isso era muito lógico, quase um caminho traçado. Mas, isso já faz algumas décadas e, de lá para cá, muita coisa mudou, inclusive, o perfil dos casais é outro, principalmente o das mulheres, que assumiram outros papéis além da maternidade. Hoje, grande parte dos casais adequa a vida a dois a outros projetos, como estudos e vida profissional. As pessoas decidem quando casar – se vão casar – e quando vão ter os filhos. E optam por planejar o que consideram o melhor momento para o bebê chegar.
“Os fatores variam de casal para casal. Alguns querem curtir um tempo sozinhos, outros esperam um momento financeiro mais adequado. Ou por estarem em um momento profissional de ascensão, esperam que este se estabilize. Ou alguns simplesmente acham que não estão prontos psicologicamente para ter um filho”, lembra Márcia Regina Orsi, psicóloga especialista em família, do Instituto Terapia Sistêmica, de São José do Rio Preto (SP). A vantagem de planejar o nascimento dos filhos é que o casal pode organizar mais a vida, como a segurança financeira e o tempo de dedicação para os pequenos. “Tudo isso facilita muito”, garante Márcia.
Porém, o bom senso também deve ser visitado aqui. “É bom lembrar que não podemos controlar tudo, imprevistos acontecem”, salienta ela. Uma doença que impossibilite a gravidez, um desemprego, uma crise financeira no país, uma promoção ou uma mudança de cidade são apenas alguns exemplos de imprevistos, além da questão dos riscos da idade avançada, para gerar um filho.
Outro fator a ser considerado na hora de planejar o momento considerado ideal para ter um bebê é que ele pode nunca chegar. “Porque sempre haverá um porém. E como seres humanos, nós temos prazo de validade não só para gerar, mas para criar também”, explica Márcia. “As pessoas precisam pensar no ciclo da vida.” Casais que planejam ter filhos muito tarde, por exemplo, vão acumular responsabilidades com a velhice dos pais, a criação de filhos pequenos ou na adolescência e ainda a própria idade.  E, assim, deixar para ter filhos mais tarde pode se tornar pesado física e financeiramente. A terapeuta considera positivo o planejamento, mas dentro de um limite de tempo com folga que leve em consideração a idade do casal e o tempo de união. “É uma decisão em conjunto entre marido e mulher, em que todos os pontos devem ser colocados”, observa.  “Filho é sempre bênção. E se for recebido mesmo que sem avisar, num momento que parece impróprio, este tende a ser visto como o momento ideal.”

A mesma bênção – Cada casal tem sua história de como desejaram e geraram seus filhos. Aí, entra um pouco de tudo: sonhos e ansiedades, planos, imprevistos e mudanças de rotas.
Jefferson Feitosa Gandolfi, aos 39 anos, coordenador de relacionamento na indústria, e Sandra de Souza Fernandes, diretora financeira aos 37, de São Paulo, por exemplo, sabiam muito bem o que queriam quando se casaram há oito anos. O sonho era ter três filhos, dois naturais e um adotado. O primeiro viria depois de três anos de união.
“Queríamos curtir a vida de casados, pois sabíamos que um filho passa a ser a prioridade quando chega. E foi isso mesmo. Quando Miguel veio, era o momento certo. Estávamos mais maduros e o queríamos muito”, conta Jefferson.
Miguel chegou em 2011.  Sandra lembra que tudo foi muito bem pensado e que os dois estavam num bom momento profissional. Tudo conforme planejado. E, depois de Miguel, quando viriam os outros filhos? Isso não havia sido pensando ainda. “Miguel estava deixando as fraldas, a mamadeira, a papinha...E eu percebi que se esperasse muito mais tempo, poderia não ter coragem de começar tudo novamente. Foi aí que resolvemos que era a hora de ter outro bebê”, conta Sandra. E veio a Manuela, em 2014, hoje, com 2 anos.
Duas crianças pequenas e muito amadas mudaram muito a vida deste casal. “Aqui em casa não tem rotina. É uma bagunça”, brinca o pai. Ele diz que faria tudo de novo, ou quase tudo. “Casaria cedo e teria os filhos mais cedo, para curtir mais!”    
A história dos paulistas Lucas de Azevedo Sabino, vendedor, 32 anos, e Évila Matteraggia Sabino, funcionária pública, 34 anos, traz mais surpresas. Casados há seis anos, não haviam planejados ter filhos. Mas, depois de dois anos, Évila já queria ser mãe. O diagnóstico de ovário micropolicístico dificultou a gravidez e chegou a desanimar o casal. Porém, movidos pela fé, Lucas e Évila acreditavam que o momento chegaria. E veio. Safira, que vai completar 3 anos, é a alegria de todos os familiares. E, sete meses depois, outra surpresa: Évila se descobriu grávida aos quatro meses de gestação do pequeno Lucas Daniel, que tem quase 2 anos. “Fiquei desesperada, pois a gente não pensava que teria outro”, conta, lembrando da dificuldade da primeira gravidez.
Passada a surpresa, as providências. A situação financeira não estava em boa fase, e o apoio e a presença dos familiares foram fundamentais, em todos os sentidos. “As tias do Lucas nos ajudaram bastante e aprendi muito com elas. Minha família também nos ajudou”, agradece Évila. “Fui criado por minhas tias e avós. Sempre teve muitas crianças em casa. Sabia que iríamos conseguir, como sei que o necessário para nossos filhos nunca vai faltar”, conta Lucas. “Para nós, o principal é dar uma vida melhor para eles e formá-los com um bom caráter”, diz o pai. “Eles são um tesouro que Deus nos concedeu para cuidarmos.”





Fonte: FC ediçao 971-NOVEMBRO 2016
Postado por: Família Cristã




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