Uma grande família

Data de publicação: 30/12/2016


Cada casal precisa de uma ligação firme que se fortaleça em laços sociais reais



Por:
André Kawahala e Rita Massarico Kawahala

Outro fim de ano chegou. Mais uma vez é tempo dos presentes, das lembranças e dos desejos de saúde, paz, alegrias e bênçãos a todos. O ciclo do ano que se fecha e se prepara para o novo. É tempo de refletir sobre o que passou e planejar o que virá. Mas o cotidiano faz diminuir a vontade de celebrar, reunir e confraternizar, e faz aumentar a vontade de viver o “salve-se quem puder” ou o “cada um por si”, que vemos por aí. Em nossos dias, muitos mantêm relacionamentos superficiais e frágeis. Isso é fácil demais.
Com as redes sociais, quem deseja ter um relacionamento só precisa de um clique para estabelecer um laço de amizade. E com o mesmo clique poderá excluí-la. Atualmente, a medida de intimidade é o número do celular: amigos íntimos compartilham seus números, as outras pessoas, somente conhecidas, não têm esse privilégio.
Com o WhatsApp, tal “intimidade” está se tornando mais aberta. E se as pessoas abusarem nas mensagens, sempre é possível deixá-las no silencioso.  Há alguns anos Roberto Carlos cantava “eu quero ter um milhão de amigos e bem mais forte poder cantar”, hoje se pode chegar bem perto dos milhares, mas talvez o final do refrão seja “e com muita sorte poder contar” (com eles).
Nesse contexto, a família luta para manter-se como sempre foi: comunidade de amor verdadeiro, primeira educadora, fonte de valores e mantenedora da fé e da esperança que fazem brotar em cada pessoa. O fim de ano sempre passa a limpo a qualidade das relações dentro e fora da família. E é interessante perceber que talvez as pessoas nunca tenham se sentido tão solitárias. Algumas se sentem assim até mesmo dentro de casa. Mas como as festas de dezembro podem ser um momento diferente e melhor para a família?

Festa e comunhão –
Primeiro, é preciso resgatar o celebrar em família, tanto daquela que forma o lar, quanto daquela próxima que não mora no mesmo endereço. Também é preciso abrir espaço para os que são “só parentes”. E se a família é aquela que professa a fé, celebrar também com a Grande Família de Deus. A vida de muitos casais está sendo cada dia mais solitária, e isso é muito ruim. Cada casal precisa de uma ligação firme que se fortaleça em laços sociais reais. Filhos, parentes e  amigos são importantes apoios na caminhada. Ainda que se possa manter uma conexão virtual com eles, é preciso abraçar e sentir o calor do outro, que, como nós, existe e está cheio de expectativas e coisas boas para oferecer. Celebrar é fazer festa e comunhão com quem amamos e também com aqueles aos quais queremos bem.
Segundo, buscar a mudança e a conversão. Consegue repensar e refletir no ano que passou, para buscar ser melhor no vindouro, aquele casal que não cede ao consumismo, nem às tendências egoístas e individualistas as quais fazem as pessoas serem fechadas em si mesmas. Abrem-se de mente e coração e, antes de virarem o ano, aproveitam a possibilidade do Natal. Não somente a celebração do nascimento do Menino Jesus, mas o reconhecimento do amor que vem morar numa família. E que, por esse amor do Deus conosco, eles podem renovar o próprio amor, dedicando-se mais um ao outro, aos filhos e a quem deles precisa. Amando, são mais dispostos à compaixão e ao perdão. E convertem-se cada dia um pouco mais. Esse é um ensinamento em forma de testemunho que chega ao coração dos filhos. E torna-se sinal de esperança para todas as pessoas que os cercam.
A Grande Família de Deus está presente em cada lar. Por isso, se quisermos ser irmanados em Cristo, é preciso que cada homem e mulher de boa vontade queiram fazer de sua família uma parte desse todo.





Fonte: FC ediçao 972-DEZEMBRO 2016
Postado por: Família Cristã




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