Tomate, amigo do peito

Data de publicação: 04/05/2017

Por Silvia Torreglossa

Alimento cultivado e muito consumido no mundo todo, o tomate é rico em licopeno e vitaminas A,
complexo B e C, além de fósforo, ferro, potássio e magnésio



O Lycopersicum esculentium, da família das solanáceas, ou seja, o tomate, é muito popular. Originário das Américas do Sul e Central, é um alimento funcional com baixo teor de calorias e faz muito bem para a saúde, auxiliando na prevenção de cânceres, principalmente do aparelho digestivo. Esse fruto impede a formação do mau colesterol, é antioxidante, protege contra males de Alzheimer e Parkinson, se o consumo diário for de duas unidades.
Rico em licopeno, um composto bioativo da família dos carotenoides, que dá cor avermelhada ao fruto do tomateiro, ajuda a prevenir os danos às células causados pelos radicais livres, responsáveis pelo envelhecimento precoce da pele. É conhecido por reduzir o risco de tumores de próstata e de mama.
A absorção pelo organismo do licopeno é potencializada quando o alimento é cozido ou aquecido, em molho caseiro ou processado, em molhos, catchup e concentrados de tomate, observando, claro, se o produto é composto verdadeiramente pelo fruto.
A nutricionista Natália Moreira Bicas De Domenico, pós-graduada em Alimentos Funcionais, Fitoterapia e Suplementação, da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto, São Paulo, Famerp-SP explica que a vitamina A é indispensável para a normalidade da visão, mucosas e pele, auxilia no crescimento e evita infecções, já as vitaminas do complexo B ajudam na regularização do sistema nervoso e aparelho digestivo e tonificam o músculo cardíaco.
“A vitamina C, principal componente do tomate, dá resistência aos vasos sanguíneos, vitalidade às gengivas, evita a fragilidade dos ossos a e má-formação dos dentes, contribuindo no combate a infecções e cicatrizações de ferimentos”, além disso, lembra a nutricionista, a vitamina C auxilia a absorção do ferro. ”Por exemplo, uma combinação ideal é feijão e tomate ou carnes e tomate.” Para melhor aproveitamento das vitaminas, o ideal é consumir o fruto cru.
Embora seja excelente vigorizador do organismo, combatendo doenças no fígado e desgaste mental, Natália adverte: “O consumo é contraindicado para pessoas que sofram de fermentações gástricas e acidez no estômago, com gastrites”.
O tomate é uma hortaliça muito apreciada por seu sabor, tanto in natura quanto processado, como ingrediente principal na composição de molhos e extratos. Segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) a Agência Embrapa de Informação Tecnológica (Ageitec), “no cenário de tomates para processamento, o Brasil é o quinto maior produtor mundial; e, no segmento de tomate de mesa, também se destaca tanto pelo volume produzido como pelas tecnologias disponíveis e adotadas para a produção”.
O tomateiro é produzido em todas as regiões do Brasil. Goiás é o estado que se destaca como maior produtor do fruto para processamento industrial, os tomates de mesa são produzidos majoritariamente por São Paulo e Minas Gerais.

Industrializado X In natura – A nutricionista Natália Moreira Bicas alerta para a “batalha nutricional” em relação aos molhos industrializados, devido ao alto teor de conservantes. “Enquanto as vitaminas e o licopeno fazem bem, nos molhos industrializados também estão presentes inúmeras substâncias que causam mal à saúde, como sódio, glutamato monossódico (realçador de sabor), além de espessantes que dão a falsa sensação de uma boa quantidade de tomate, quando, na verdade, estão engrossando um suco de tomate.” Ela diz que, para o consumo ser seguro, o segredo é comparar rótulos.
Escolha tomates com a pele perfeita, com brilho e sem marcas. Os maduros são próprios para molho. “Só que é maduro e não quase estragado, pressione levemente o tomate para ver se ele está mole ou apenas macio. E é desse que você precisa”, orienta Natália. Para saladas, prefira os vermelhos mais claros, de consistência firme.

Dicas:
  • Faça o molho de tomate em casa, com tomates mais maduros. Acrescente óleos vegetais, como azeite e canola, pois eles ajudam a aumentar a biodisponibilidade do licopeno.
  • O suco de tomate puro, servido com salsa, auxilia no tratamento contra cálculos reais e infecções em geral, exerce efeito antisséptico no corpo.
  • Cozinhar tomates com óleo ou azeite permite um aproveitamento ainda maior do licopeno, pois é solúvel em gorduras.
  • A maneira mais eficiente de saber a quantidade de licopeno presente em cada variedade de tomate é pela pigmentação, quanto mais vermelho, maior a quantidade da substância.
  • Entre as variedades de tomate, há o vermelho, o rosado, o alaranjado, o verde, o amarelado e o roxo.





Fonte: FC edição 941 - Maio 2014
Postado por: Família Cristã




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