Liturgia da Palavra

Data de publicação: 05/06/2017

10º Domingo do Tempo Comum – Santíssima Trindade
Ano A – 11 de junho de 2017

Ex 34,4b-6.8-9 – Este é um povo de cabeça dura
Dn 3,52-56 – Bendito és tu, Senhor, Deus dos nossos pais
2Cor 13,11-13 – Tende um mesmo sentir e pensar
Jo 3,16-18 – Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho

Creio em um só Deus, Pai todo-poderoso, criador do céu e da terra, de todas as coisas visíveis e invisíveis. Creio que Deus é misericordioso e clemente, paciente, rico em bondade e fiel. Ele assim se revelou a Moisés, o qual lhe suplicou que caminhasse com o povo, perdoasse os seus pecados e o acolhesse como propriedade sua.
Creio que de sua boca sai, desde toda a eternidade, uma única Palavra, por ele gerada como um filho unigênito. Tudo foi feito por meio dela e sem ela nada foi feito. Creio que Deus amou tanto o mundo que enviou este seu Filho unigênito para salvar o mundo, para que todo aquele que nele crer tenha a vida eterna.
Creio também que do Pai e do Filho procede o Espírito Santo, aquele mesmo que saiu da boca de Jesus como um sopro de vida, o mesmo que derrama o amor de Deus em nossos corações.
Creio, pois, que o Pai, Deus eterno e todo-poderoso, é um só Deus e um só Senhor com o Filho e o Espírito Santo. Não uma única pessoa, mas três pessoas num só Deus.
Não compreendemos tudo ou não compreendemos nada, mas afirmamos, com Marta, quando Jesus lhe perguntou: “Crês nisto? Que eu sou a ressurreição e a vida, e quem crê em mim, mesmo que morra, viverá; e todo aquele que vive e crê em mim, não morrerá jamais?”. E Marta responde: “Sim, Senhor, eu creio firmemente que tu és o Messias, o Filho de Deus, que devia vir ao mundo”. Não compreendemos, mas cremos em Jesus e em suas palavras e, crendo, temos a garantia da vida eterna.
Seja pela razão, seja pela tradição de Israel, nós professamos a fé na existência de um único Deus. Há um só Deus e não pode haver mais do que um. No entanto, nossa aceitação de Jesus Cristo nos levou a ver nele o próprio Pai e aceitar que ele e o Pai são um só. Marta acreditou na pessoa de Jesus e assim também nós. Nós aceitamos a revelação que ele nos transmitiu, que ao partir não nos deixaria órfãos, mas enviaria do Pai um outro Defensor, o Espírito Santo.
Só nos resta agradecer, adorar e esperar. Esperar pelo dia quando seremos mergulhados na geração, processão e inspiração, que são os nomes que damos às relações existentes entre o Pai, o Filho e o Espírito. Eles se relacionam de forma  perfeita pois são pessoas distintas. E um dia nós estaremos participando desse grande movimento de relações existentes no único Deus.
A Solenidade da Santíssima Trindade não é apenas um resumo de toda a revelação que recebemos até agora nas celebrações litúrgicas. É também a ocasião de participarmos das experiências de irmãos e irmãs nossos que viveram a fé na Santíssima Trindade. “A Trindade é nossa casa, nosso cantinho, a casa paterna da qual nunca devemos sair”, escreveu em forma de oração a irmã carmelita Elizabete da Trindade, canonizada pelo papa Francisco no dia 16 de outubro de 2016. Ela assim se expressou ao meditar as palavras de Jesus: ‘“Pai, aqueles que me deste quero que, onde eu estou, também eles estejam comigo, para que contemplem a glória que me deste, porque me amaste antes da criação do mundo’ (Jo 17,24). O lugar onde o Filho de Deus está escondido é o seio do Pai, ou a Essência divina... É sua vontade que estejamos fixados nele, que moremos onde ele mora, na unidade do amor, que sejamos, por assim dizer, como a sombra dele mesmo”.

Leituras e Salmos (12 a 18 de junho)

2ªf.: 2Cor 1,1-7; Sl 33 (34); Mt 5,1-12.
3ªf.: 2Cor 1,18-22; Sl 118 (119); Mt 5,13-16.
4ªf.: 2Cor 3,4-11; Sl 98 (99); Mt 5,17-19.
5ªf.: Dt 8,2-3.14b-16a; Sl 147 (147B); 1Cor 10,16-17; Jo 6,51-58.
6ªf.: 2Cor 4,7-15; Sl 115 (116b); Mt 5,27-32.
Sáb.: 2Cor 5,14-21; Sl 102 (103); Mt 5,33-37.




Fonte: FC edição 977 - Maio 2017
Postado por: Família Cristã




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