Liturgia da Palavra

Data de publicação: 02/08/2017

19º Domingo do Tempo Comum
Ano A – 13 de agosto de 2017

1Rs 19,9-13 – “Sai e permanece no monte diante do Senhor”
Sl 84 (85) – Mostra-nos, Senhor, a tua misericórdia
Rm 9,1-5 – Não estou mentindo, mas digo a verdade em Cristo
Mt 14,22-33 – “Verdadeiramente, tu és o Filho de Deus!”

    Jesus multiplica os pães. Depois, manda os discípulos embarcarem para o outro lado do lago. Despede as multidões, sobe o monte e fica sozinho rezando. Ficou lá um bom tempo, até de madrugada. É interessante notar que Jesus dedica um bom tempo à oração. Parece que ele gosta de rezar sozinho em algum lugar deserto. É um exemplo para nós. Podemos procurar um cantinho, ficar quietos, nos recolher e meditar. Tendo tranquilizado o coração e a mente, repousamos um pouco em Deus e com Ele conversamos. Além da oração comunitária, é bom ter um tempo pessoal de recolhimento.
    De madrugada, Jesus anda sobre as águas e assusta os discípulos que pensam que é um fantasma se aproximando do barco. O vento estava contrário, e eles demoraram bastante para chegar à outra margem. Ouvem então Jesus que lhes diz: “Coragem! Sou eu. Não tenham medo!”. Vimos Jesus rezando sozinho no monte e agora ouvimos estas suas palavras. São palavras de estímulo e palavras confortadoras. Gostaríamos de ouvi-las muitas vezes na nossa vida. Podemos guardá-las no coração e na memória e ouvi-las quando estivermos em dificuldades: “Coragem. Sou eu. Não tenham medo!”.
    Pedro ainda não tem certeza de que é Jesus quem fala com eles. Para ter uma prova, pede para andar sobre as águas. Jesus manda que ele venha ao seu encontro, e ele caminha sobre as águas em direção a Jesus. O vento sopra, Pedro fica com medo e começa a afundar. “Senhor, salva-me”, grita ele, e Jesus lhe estende a mão e o segura. Quando o vento forte sopra sobre nossas vidas, podemos gritar: “Senhor, salva-me”. Temos fé, queremos ser corajosos, mas às vezes parece que estamos afundando. Jesus sempre estende a mão e nos segura com firmeza. O vento forte pode ser também o sopro do Espírito, e nós não percebemos. Perceberemos mais tarde, na hora certa.
    O vento se acalmou, e os que estavam nos barcos se prostraram e disseram: “Na verdade, tu és o Filho de Deus”. E assim Jesus mostra quem ele é, para que veio, o que espera de seus discípulos. E em tudo revela o poder e a misericórdia do Pai.
    No Monte Horeb, onde estava o profeta Elias recolhido numa gruta, depois de um vento impetuoso, terremoto e fogo, o Senhor se manifestou ao profeta no murmúrio de uma brisa suave. O profeta sabia que o Senhor ia passar e passou depois do vendaval. Deus tarda, mas não falha, diz o nosso povo.
    Paulo sofre por causa de seu povo, os israelitas que não reconheceram Jesus de Nazaré como o Messias. Paulo também tem que aprender a esperar, a dar tempo ao tempo. Talvez ele mesmo deva ser a brisa suave no rosto de seus irmãos para que eles continuem a glorificar a Deus em atos e palavras. O Espírito sopra e se manifesta nos atos de amor que praticamos. Paulo um dia verá seus irmãos que socorreram muitos Lázaros brilhando na glória de Deus ao lado dos santos patriarcas e de todos os profetas.
    Para nós fica hoje a certeza de que, quando gritarmos: “Senhor, salva-me”, ouviremos a resposta: “Coragem. Sou eu. Não tenham medo”. Nenhuma tempestade poderá nos abater, nem a nós nem a Igreja de Jesus. Quando o vento forte atinge o rosto de Pedro, o Senhor o segura com mão firme para que não afunde. À frente do Senhor anda a justiça, e a salvação segue os seus passos.

Leituras e Salmos (14 a 19 de agosto)
2ªf.: Dt 10,12-22; Sl 147 (147B); Mt 17,22-27.
3ªf.: Dt 31,1-8; Cânt.: Dt 32,3-4a.7-9.12; Mt 18,1-5.10.12-14.
4ªf.: Dt 34,1-12; Sl 65 (66); Mt 18,15-20.
5ªf.: Js 3,7-10a.11.13-17; Sl 113A (114); Mt 18,21 – 19,1.
6ªf.: Js 24,1-13; Sl 135 (136); Mt 19,3-12.
Sáb.: Js 24,14-29; Sl 15 (16); Mt 19,13-15.




Fonte: FC edição 979 - Julho 2017
Postado por: Família Cristã




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