Liturgia da Palavra

Data de publicação: 02/08/2017

20º Domingo do Tempo Comum
Ano A – 20 de agosto de 2017

Is 56,1.6-7 –  Minha casa será chamada casa de oração
Sl 66 (67) – Faça brilhar sobre nós a sua face
Rm 11,13-15.29-32 – Os dons e a vocação de Deus são irrevogáveis
Mt 15,21-28 – “Mulher, grande é tua fé”

    “Senhor, filho de Davi, tem piedade de mim. Minha filha está cruelmente atormentada por um demônio.” Assim gritou uma mulher que não pertencia ao povo de Israel. Ela era cananeia, e quando viu Jesus passar foi gritando atrás dele. Jesus pareceu não dar atenção àquela mulher e disse aos discípulos que ele tinha sido enviado somente às ovelhas perdidas da casa de Israel.
    Jesus estava fora de Israel, na região de Tiro e Sidônia. Uma mulher daquela região, que tinha ouvido falar de Jesus e acreditava em seu poder, se dirigiu a Ele, suplicando pela cura de sua filha. Esta mulher pagã se dirige com humildade a um profeta judeu por amor a sua filha, que certamente estava muito doente. Era uma mulher de fé, e Jesus lhe dirá: “Mulher, grande é a tua fé. Seja feito como tu queres”.
    Por que estava num território que não era israelita? Não tinha sido enviado somente às ovelhas perdidas da casa de Israel? A verdadeira obediência não impede boas iniciativas, sobretudo quando se trata do bem do próximo. Diante de Jesus estava uma mulher cheia de fé, cheia de amor e cheia de esperança de que alguma coisa boa aconteceria em favor de sua filha. Podemos pensar que Jesus se dirigiu à região de Tiro e Sidônia em atitude de “saída”, iniciando um Israel sem fronteiras.
    A mulher foi muito humilde e se pôs no nível dos cachorrinhos que comem as migalhas que caem da mesa dos seus donos. No entanto, maior que sua humildade foi a sua fé. Jesus lhe disse: “Seja feito aquilo que você quer.” A mulher acreditava mesmo que Jesus podia curar sua filha? “Seja feito como você quer”. E a filha foi curada como ela queria. Que Deus nos dê a mesma fé, cheia de esperança e caridade.
    Deus diz pela boca do profeta Isaías que sua casa será chamada “casa de oração para todos os povos”. É possível não pertencer ao povo de Israel, é possível não pertencer à Igreja Católica e, no entanto, estar em aliança com Deus, realizando a sua vontade. A graça de Deus não falta a quem tem boa vontade. E esta graça podemos ser nós, que cremos em Jesus e professamos a fé na Trindade Santíssima. Nossa presença amiga e silenciosa, sobretudo junto aos que sofrem e se sentem angustiados, pode ser sinal da presença de Deus.
Foi assim que o anjo Rafael apareceu no caminho de Tobias e curou seu pai e sua futura esposa. Ele veio como uma presença amiga. Que Deus nos conceda a graça de poder revelar a sua bondade a quem precisa, seja quem for, de qualquer raça, nação ou religião. Nossa presença poderá ajudar as pessoas a acreditarem que o Amor existe e começar a praticá-lo com fé e esperança.
    Os judeus são os irmãos que foram chamados em primeiro lugar, dos quais nasceu o Salvador. Depois foram chamados também os pagãos. São Paulo escreve aos romanos e se dirige aos que entre eles não eram judeus, chamando-os de “cristãos vindos do paganismo”. São Paulo deseja que eles se entendam bem, se respeitem e se amem. São todos cristãos, uns vindos do judaísmo e outros do paganismo.
Ninguém é melhor do que ninguém, e diz Paulo: “Deus encerrou todas as pessoas na desobediência, a fim de exercer misericórdia para com todos”. Os diversos tipos de cristãos existentes no mundo devem se respeitar por causa do único Senhor Jesus Cristo, e todos devem revelar a bondade de Deus aos que não são cristãos.

Leituras e Salmos (21a 26 de agosto)

2ªf.: Jz 2,11-19; Sl 105 (106); Mt 19,16-22.
3ªf.: Is 9,1-6; Sl 112 (113); Lc 1,26-38.
4ªf.: 2Cor 10,17 – 11,2; Sl 148; Mt 13,44-46.
5ªf.: Ap 21,9b-14; Sl 144 (145); Jo 1,45-51.
6ªf.: Rt 1,1.3-6.14b-16.22; Sl 145 (146); Mt 22,34-40.
Sáb.: Rt 2,1-3.8-11; 4,13-17; Sl 127 (128); Mt 23,1-12.




Fonte: FC edição 979 - Julho 2017
Postado por: Família Cristã




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