Verdadeiramente Livres!

Data de publicação: 03/08/2017

Por Padre Reginaldo Carreira

Uma vida sem regras, uma expressão sem respeito, um consumo desregrado, um sentimento sem limites,
uma atitude sem preocupação com as consequências não podem ser sinônimos de liberdade


Liberdade! Palavra de ordem nos dias de hoje: liberdade de expressão, liberdade de sentimentos, liberdade de escolha, liberdade de consumo, liberdade de ideias, liberdade de tudo quanto é jeito! Falar em liberdade se tornou algo comum, mas o conceito de liberdade ainda precisa ser aprofundado.
“O meu direito termina onde começa o direito do outro”, diz o ditado. Mas, às vezes, o conceito de liberdade nos dias atuais tem sido usado exatamente para ferir o direito do outro. Não é regra geral, mas há que se cuidar.
A Palavra de Deus já diz, através do apóstolo São Paulo: “Tudo me é permitido, mas nem tudo me convém!” (1Cor 6,12). Uma vida sem regras, uma expressão sem respeito, um consumo desregrado, um sentimento sem limites, uma atitude sem preocupação com as consequências não podem ser sinônimos de liberdade. Pode ser que essas situações tenham algum lampejo de liberdade, mas não a traduzem. Posso ser totalmente livre, mesmo tendo obrigações, limitações e regras. Poucas pessoas podem se dar ao luxo de não trabalhar, por exemplo, mas não é por isso que quem trabalha não é livre, mesmo porque o trabalho dignifica o homem. Há, porém, a possibilidade de ser escravo do trabalho, ou pior: ser trabalhador escravo.

O valor da vida − Com certeza, existem condições que ferem a liberdade primeira do ser humano: seu direito de ir e vir. E mesmo que ele possa ter em si a essência da liberdade, como direito de filho amado de Deus, situações exteriores podem dificultar a vivência desta liberdade, ou mesmo até fazer com que ele acredite não ter direito à ela. Assim acontece com o chamado tráfico humano (de órgãos, pessoas, homens, mulheres, bebês, trabalho escravo). Iludidos, forçados, raptados, enganados, muitos são vítimas do tráfico humano. Outros, ávidos pelo poder, prazer e ter, são “colaboradores” ou autores desta barbárie, que o papa Francisco chama de “atividade desprezível”.




Fonte: FC edição 939 - Março 2014
Postado por: Família Cristã




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