Um homem, uma mulher...

Data de publicação: 04/08/2017

Padre Zezinho, SCJ
Mas sonhar serem pais é uma coisa e ser pais de verdade é outra. Não basta o instinto de procriação. 

Um homem e uma mulher olharam-se, gostaram um do outro, desejaram-se, aproximaram-se, sentiram que um poderia ser o apoio do outro, casaram-se, entregaram-se os corpos e, muitos meses depois daquelas entregas, o anúncio de que uma vida se formava dentro dela.
Ficaram felizes. Afinal ambos sonhavam procriar e gerar um outro ser. Sonhavam ser pais.
Mas sonhar serem pais é uma coisa e ser pais de verdade é outra. Não basta o instinto de procriação.  Teriam que ser educadores e formadores de um outro ser. Teriam que cuidar do corpo deste ser e prepará-lo para um dia compartilhar sua vida com outras pessoas, a começar com a família.
Naquele dia em que tomaram consciência dos deveres que teriam que assumir, começou para eles a escola de pais.

E precisavam começar com conceitos claros
  • Queremos ser pais?
  • Que espécie de pais?
  • O que significará criar um filho ou uma filha?
  • O que sabemos sobre criar um outro ser humano?
  • Que reações esta criança terá diante do mundo?
  • Que reações terá no convívio conosco?
  • Vamos amá-la o suficiente?
  • Ela irá nos amar e ouvir?
  • Saberemos criá-la livre e disciplinada?
  • Criaremos um ser autossustentável em 20 anos?
  • Quando poderemos considerá-la independente?
  • Quando poderá sair de casa, sem que nos preocupemos e sem que tenhamos que lhe enviar uma mesada?
  • Conseguiremos ensinar a amar e a conviver?
  • Que linguagens adotará para se expressar?
  • Morreremos sabendo que criamos uma pessoa serena, livre e forte?
Naquele dia entenderam que precisariam de ajuda. E começaram a observar, a perguntar, prestando atenção principalmente nos pais que conseguem um diálogo amigo e sereno com os filhos.






Fonte: FC edição 944 - Agosto 2014
Postado por: Família Cristã




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