Liturgia da Palavra

Data de publicação: 21/08/2017

25º Domingo do Tempo Comum
Ano A – 24 de setembro de 2017

Is 55,6-9 – Procurai o Senhor enquanto é possível encontrá-lo
Sl 144 (145) – O Senhor está perto de todos os que o invocam
Fl 1,20c-24.27a– Para mim, o viver é Cristo e o morrer, lucro
Mt 20,1-16a – Estas com inveja porque estou sendo bom?

O profeta Isaías nos convida a procurar a Deus enquanto é possível encontrá-lo. Procurá-lo enquanto Ele está perto. Se estamos andando por um mau caminho e somos perversos, tenhamos coragem de mudar de vida. Deus está bem perto e está sempre disposto a nos acolher e a nos perdoar.
Jesus conta a parábola do proprietário de terra que contratou trabalhadores ao longo do dia e combinou o mesmo preço com cada um deles, digamos 100 reais. No fim do dia, ele deu 100 reais a cada um, só que, alguns trabalharam o dia todo e outros apenas algumas horas. Os que trabalharam mais tempo reclamaram. Reclamaram sem motivo, porque receberam o que tinha sido combinado.
O proprietário deu duas respostas aos que reclamaram. Primeiro, disse: “O dinheiro é meu, eu faço com ele o que quiser”. Depois, acrescentou: “Vocês estão com inveja porque estou sendo bom?”. A primeira resposta pode ser discutida. A segunda é bem verdadeira. Ninguém foi injustiçado. Então, por que não se alegrar com o bem dos outros? Por que não ficar feliz com quem recebe algum benefício, algum favor, alguma graça? Porque sou invejoso, quero tudo só para mim, não me alegro com o bem dos outros.
Jesus está dizendo que Deus é bom, não faz injustiça para com ninguém e trata bem todas as pessoas por serem seus filhos e filhas. Ele não está olhando o que eles produzem, mas o que eles são. Em primeiro lugar são gente. O que produzem não depende sempre da boa ou má vontade deles.
O que você produz é importante, mas você não vale pelo que produz. A pessoa em idade produtiva não vale mais do que uma pessoa idosa ou enferma, ou até uma criança. A pessoa vale por ser pessoa. No entanto, enquanto estamos neste mundo, quem pode deve produzir um trabalho fecundo. É o que São Paulo escreve aos filipenses. Ele afirma com fé e coragem que é bom morrer e estar com Cristo no céu, mas também é bom estar nesta terra produzindo “para o vosso bem”, diz o apóstolo. Não se trata simplesmente de produzir, mas de produzir para o bem comum. E tudo se resume em viver nossa vida de cidadãos de maneira digna do Evangelho de Cristo.
Alguns trabalhadores não aceitaram a generosidade do patrão e não se alegraram com os companheiros beneficiados. Por que não ficar feliz com o outro que, tendo trabalhado menos, recebe igual pagamento? Por que temos dificuldade em nos alegrar com o bem dos outros? Não houve injustiça. Houve generosidade.
No entanto, o nosso pensamento caminha em outra direção: se não para mim, também não para o outro! Por que não para mim? Será difícil dizer: “O melhor e o primeiro para o meu companheiro?”. Evite as injustiças e proteste contra elas, mas faça o exercício de deixar o que é melhor para os outros, e fique feliz com isso.
Os nossos pensamentos e os nossos caminhos nem sempre coincidem com os de Deus. Não pensamos como Deus pensa, nem agimos como Ele. A distância entre o pensamento de Deus e o nosso é como a distância entre o céu e a terra. Isaías caracteriza a Deus como alguém que é generoso no perdão. Nós, ao contrário, costumamos ser mesquinhos. Não nos sentimos bem com o bem dos outros. Uma boa prática é pedir a Deus que multiplique tudo o que o outro tem e que eu não tenho, sem que me falte o necessário.

Leituras e Salmos (25 a 30 de setembro)
2ªf.: Esd 1,1-6; Sl 125 (126); Lc 8,16-18.
3ªf.: Esd 6,7-8.12b.14-20; Sl 121 (122); Lc 8,19-21.
4ªf.: Esd 9,5-9; Cânt.: Tb 13,2-5.8; Lc 9,1-6.
5ªf.: Ag 1,1-8; Sl 149; Lc 9,7-9.
6ªf.: Dn 7,9-10.13-14; Sl 137 (138); Jo 1,47-51.
Sáb.: Zc 2,5-9.14-15a; Cânt.: Jr 31,10-13; Lc 9,43b-45.





Fonte: FC edição 980 - Agosto 2017
Postado por: Família Cristã




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