Liturgia da Palavra

Data de publicação: 26/09/2017

30º Domingo do Tempo Comum
Ano A – 29 de outubro de 2017

Ex 22,20-26 – Se ele clamar por mim, eu o avisarei
Sl 17 (18) – Eu te amo, Senhor, minha força
1Ts 1,5c-10 – A vossa fé em Deus se propagou
Mt 22,34-40 – Mestre, qual é o maior mandamento?

    Terminamos o mês de outubro, e a leitura dos capítulos 21 e 22 de São Mateus. Jesus foi questionado pelas autoridades de Jerusalém e respondeu com parábolas críticas. Ainda uma provocação é feita por um fariseu que, afinal, faz uma boa pergunta, embora com má intenção. Jesus responde, e sua resposta contém aquilo que verdadeiramente importa: “Amem ao Senhor Deus de todo o coração e ao próximo como a si mesmos”.
Tudo o que está escrito na Bíblia depende desses dois mandamentos. Eles são a síntese de todos os mandamentos. Neles todas as questões até agora colocadas se resolvem. Onde não há amor não há Deus. Se não houver amor fraterno, não haverá Igreja de Cristo.
Podemos ter grandes diferenças entre nós, maneiras distintas de compreender a religião. Não podemos, porém, não praticar a caridade, não podemos não amar, não mostrar um amor efetivo para com nossos irmãos. Esse será o sinal de que adoramos o verdadeiro Deus. Como posso dizer que amo a Deus a quem não vejo se não amo o irmão a quem vejo?
    O fariseu perguntou a Jesus qual era o maior dos mandamentos. Talvez não estivesse realmente interessado na resposta, porque, quando se vive a lei pela lei, todos os mandamentos têm a mesma importância. O mandamento manda, e a gente obedece. A resposta de Jesus encaminha o fariseu e todos nós para o que é a fonte de toda existência humana: a opção fundamental do amor.
Nossa vida é cheia de equívocos, e somos marcados pela limitação da natureza humana. No entanto, há um ponto de partida de onde brotam nossos projetos e nossas intenções. Há uma definição de vontade em nossa vida que dá coloração a todos os nossos atos. O que eu quero da vida, o que eu quero da existência?
Quando a minha existência está voltada unicamente para mim mesmo, para meus interesses pessoais, os outros perdem a sua razão de ser e se tornam meros objetos a serviço de minhas ambições, e Deus desaparece do horizonte da minha vida. Quando minha vontade se define pelo amor, que se vê na solidariedade, na justiça, na harmonia, na paz, meus relacionamentos adquirem qualidade, e maior qualidade terá o relacionamento com aquele que é o Amor por excelência. Tudo começa nele e tudo termina nele. A prática do amor fraterno nos leva ao conhecimento do Amor, que é o próprio Deus. Amando os nossos irmãos, conhecemos o Amor, e conhecendo o Amor, conhecemos a Deus e o amamos. Não erra quem age por amor. No amor prático, todas as nossas opções e decisões adquirem coesão e unidade.
    Os mandamentos são sempre um orientador que nos ensina o caminho certo. O que diz hoje o livro do Êxodo? Não afligir nem oprimir o estrangeiro, não afligir nem a viúva nem o órfão, não cobrar juros dos pobres e não tomar em penhor a roupa de quem a precisa para se cobrir. São mandamentos práticos que orientam nossa vida social.
    O mandamento do amor se pratica. Oxalá pudéssemos todos dizer o que Paulo escreveu aos tessalonicenses: “Vocês sabem de que maneira procedemos entre vocês, para o seu bem. Vocês se tornaram imitadores nossos e do Senhor, apesar de tantas tribulações”. Os cristãos de Tessalônica puderam ouvir e ver os ensinamentos de Paulo e de seus companheiros, e eles mesmos se tornaram modelo para os fiéis de outras regiões.

Leituras e Salmos (30 de outubro a 4 de novembro)

2ªf.: Rm 8,12-17; Sl 67 (68); Lc 13,10-17.
3ªf.: Rm 8,18-25; Sl 12 (13); Lc 13,22-30.
4ªf.: Rm 8, 26-30; Sl 12 (13); Lc 13,22-30.
5ªf.: Jó 19,1.23-27a; Sl 25 (26); Rm 5,5-11; Jo 6,37-40.
6ªf.: Rm 9,1-5; Sl 147 (147B); Lc 14,1-6.
Sáb.: Rm 11,1-2a.11-12.25-29; Sl 93 (94); Lc 14, 1.7-11.




Fonte: FC Edição Nº981 - Setembro 2017
Postado por: Família Cristã




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