Liturgia da Palavra

Data de publicação: 16/03/2018

5º Domingo da Quaresma
Ano B 18 de março de 2018

Jr 31,31-34 – Imprimirei minha lei em seu coração.
Sl 50 (51) – Dai-me de novo um espírito decidido.
Hb 5,7-9 – Na consumação de sua vida, tornou-se causa de salvação eterna.
Jo 12,20-33 – Agora o chefe deste mundo vai ser expulso.

Quando eu for elevado, atrairei todos a mim
Uns gregos queriam ver Jesus. Falaram com Filipe, que falou com André. Jesus então disse: “Chegou a hora da glorificação do Filho do Homem. Se o grão de trigo que cai na terra não morre, continua só um grão de trigo. Se morre, produz muito fruto. Quem se desapega de sua vida neste mundo, conserva-a para a vida eterna. Se alguém quer me servir, siga-me. Onde eu estiver, estará o meu servo. Meu Pai o honrará”. A angústia envolve Jesus. Ele pede que o Pai o livre daquela hora. Sabe, porém, que foi para isso que ele veio. Num ato de corajosa entrega, Jesus exclama: “Pai, glorifica o teu nome!”.  E a resposta se faz ouvir: “Eu já o glorifiquei, e o glorificarei de novo”. Jesus, por sua vez, responde aos gregos que querem vê-lo: “Quando eu for elevado, atrairei todos a mim”. Os gregos aqui mencionados representam os judeus helenistas e os povos não judeus. O Cristo, elevado entre o céu e a terra, atrai todos a si.
Jesus experimentou em sua carne o peso da violência humana. Seu corpo desfigurado é o retrato do que fazemos uns com os outros em nosso mundo. Não foi fácil para ele, por isso dirigiu súplicas ao Pai que o salvou da morte. Aprendeu no sofrimento o que significa obediência a Deus. Na entrega de sua vida, tornou-se causa de salvação a quem lhe obedece. Estamos sem dúvida diante de um mistério, que contemplamos em silêncio. Sabemos pelo ensinamento de Paulo que Jesus não matou seus inimigos nem os inimigos de ninguém, mas matou em sua própria carne a inimizade para aproximar uns dos outros. Certamente aceitou tudo o que sofreu para mostrar à humanidade a gravidade do pecado. Tudo isso foi para selar uma nova aliança com todos os seres humanos.
Ouvimos do profeta Jeremias que o Senhor quis fazer uma nova aliança com Israel e com Judá. Não seria a renovação da antiga, feita no Sinai, quando os hebreus saíram do Egito. Eles não cumpriram essa aliança. Esta será a nova aliança. Na aliança do Sinai, a lei do Senhor foi impressa em pedra e era exterior às pessoas.
A nova lei será impressa dentro de cada um, será escrita nos corações. Haverá então perfeita sintonia entre Deus e seu povo. “Serei seu Deus e eles serão meu povo.”  Ninguém precisará ensinar a ninguém quem é o Senhor. Todos o conhecerão e ele perdoará toda maldade e não se lembrará dos pecados. Não precisaremos mais de quem nos ensine, segundo o profeta Jeremias, porque a lei de Deus estará impressa em nossos corações. A violência já não brotará em nós de forma espontânea. Espontâneo será o bom relacionamento porque seremos movidos de novo pelo Espírito Santo de Deus. Digamos então com o salmista: “Que o Senhor tenha piedade e apague completamente a minha culpa, me dê um coração puro e um espírito decidido, não retire de mim seu Santo Espírito e me dê de novo a alegria de ser salvo”.
Deus fez uma aliança com o povo escravizado no Egito e o libertou. Selou a aliança com o presente dos Dez Mandamentos, caminho seguro para a mantê-la em vigor. Por fim, com Jesus Cristo, vem a nova e definitiva aliança. Nela, a vontade de Deus não será exterior ao ser humano nem escrita numa pedra. Ela será gravada no coração de cada um, e todos saberão como tomar decisões favoráveis ao próximo, de acordo com a vontade de Deus.

Leituras e Salmos (19 a 24 de março)
2ªf.: 2Sm 7,4-5a.12-14ª.16; Sl 88 (89); Rom 4,13.16-18.22; Mt 1,16.18-21.24a ou Lc 2,41-51a
3ªf.: Nm 21,4-9; Sl 101 (102); Jo 8,21-30.
4ªf.: Dn 3,14-20.49a.91-92.95; Cânt.: Dn 3,52-56; Jo 8,31-42
5ªf.: Gn 17,3-9; Sl 104 (105); Jo 8,51-59.
6ªf.: Jr 20,10-13; Sl 17 (18); Jo 10,31-42;
Sáb.: Ez 37,21-28; Cânt.: Jr 31,10-13; Jo 11,45-56




Fonte: FC edição 986 Fevereiro 2018
Postado por: Família Cristã




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