Inteligência emocional

Data de publicação: 06/04/2018

Por, Lucinda Mendonça

A inteligência emocional faz a pessoa entender que tudo passa, tanto os momentos bons quanto os ruins, e por isso é importante saber aproveitar as horas de alegria e aprender com os sofrimentos

O psicólogo americano Daniel Goleman, considerado o pai da teoria da inteligência emocional, diz que ter a “capacidade de identificar os nossos próprios sentimentos e os dos outros, de nos motivarmos e de gerir bem as emoções dentro de nós e nos nossos relacionamentos” nos tornam pessoas inteligentes emocionalmente.
Para ele, a inteligência emocional é fundamental para uma pessoa ser ou não bem-sucedida. Na maior parte do tempo, as pessoas têm que lidar com as relações interpessoais, e aqueles que têm maior capacidade de ser empático, gentil e compreensivo terá mais facilidade em ultrapassar os obstáculos que essas relações apresentam.
Goleman divide a inteligência emocional em cinco categorias:
•    Autoconhecimento emocional: conhecer suas próprias emoções e sentimentos.
•    Controle emocional: saber lidar da melhor forma possível com cada emoção e sentimento.
•    Automotivação: saber criar razões para se sentir motivado, não deixar a impaciência ou a ansiedade tomar conta antes de um objetivo ser alcançado.
•    Reconhecimento das emoções em outras pessoas: ser capaz de reconhecer e entender o que o outro sente, ser empático com esses sentimentos facilitando assim a sua relação com o outro.
•    Relacionamentos interpessoais: capacidade de interagir com outras pessoas.
Essas habilidades podem ser aprendidas e treinadas em qualquer fase da vida. O ideal é que elas sejam ensinadas desde a infância, assim a criança crescerá sabendo reconhecer e lidar com as próprias emoções e com as dos outros.  As pessoas que conseguem desenvolver essas capacidades são mais criativas, seguras, flexíveis, realizadas e felizes. Os pais são fundamentais para que a criança desenvolva a inteligência emocional, pois serão eles os primeiros a nomear os sentimentos e a criar boas opções para a criança lidar com cada um deles.

A expressão dos sentimentos – O bebê quando nasce não conhece e consequentemente não entende o que está sentindo. Ele se sente incomodado e a única maneira de se expressar através do choro. Aos poucos os pais vão lhe nomeando o que ele está sentindo: fome, sono, desconforto por estar sujo, frio, calor, sede etc. Próximo de completar um ano a criança começa a entender essas necessidades básicas e também passa a ter outras formas de demonstrar o que está sentindo, então aparecem os gritos, as mordidas e os choros sem lágrimas.
Nesse período os pais devem intensificar o acolhimento, nomear para a criança o que ela está sentindo, validar esse sentimento dizendo que isso é normal, mas mostrar para ela que há outras maneiras bem melhores para lidar com aquilo que a está incomodando.
À medida que a criança for desenvolvendo a fala, incentive-a a dizer o que está sentindo. Falar sobre as emoções ajuda a tomar consciência do que realmente aquilo significa para ela. Também é importante que os pais falem com seus filhos sobre suas próprias emoções, assim eles se sentirão mais seguros para falar dos próprios sentimentos. Famílias que têm o hábito de falar sobre suas emoções têm menos chance de criarem rancores e mágoas.

A expressão do sentir – As crianças são muito perceptivas e curiosas, e isso é um ponto fundamental para desenvolver a inteligência emocional. Quando você perceber que seu filho está paralisado observando outra criança chorar, fazer uma birra ou levar uma bronca dos pais, ao invés de falar para ele parar de olhar, aproveite esse momento para explicar-lhe o que a criança está sentindo, e assim você o ajudará a desenvolver a empatia e a compreensão da dor do outro. Faça o mesmo quando presenciarem a alegria de uma criança ao contemplar a natureza, ou abraçar seus pais. Inteligência emocional é saber lidar tanto com os sentimentos ruins quanto com os bons.
Uma das maiores dificuldades da geração atual é saber lidar com o sucesso do outro. O sentimento de inveja está dominando as pessoas e as adoecendo. Por isso é muito importante ensinar as crianças a se sentirem felizes com as alegrias dos amigos. Outro problema atual é fazer as crianças se sentirem megaespeciais por conquistarem algo. Valorizar cada habilidade adquirida, cada vitória, é importante sim, mas elas têm que entender que elas são únicas, mas não melhores do que ninguém. Se sentir grata e realizada com uma conquista é uma habilidade da inteligência emocional, mas se sentir melhor do que os outros e humilhá-los por isso é a maior demonstração de fracasso emocional.
Quem é inteligente emocionalmente se preocupa com o outro, pois sabe que a vida é feita de relações interpessoais, que um depende do outro e que se um não estiver bem fará mal a todos ao seu redor. O inteligente emocionalmente não é uma pessoa fria e calculista. Ele se sente triste, irritado, feliz etc.




Fonte: FC edição 986 Fevereiro 2018
Postado por: Família Cristã




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