Por que tantos porquês?

Data de publicação: 04/05/2018

                                   

Por voltar dos dois, três anos de idade, a criança passa a conhecer o mundo. A curiosidade é inata nas crianças, o primeiro passo para o aprendizado.   


Em determinado momento você já se deparou com alguma pergunta de uma criança que lhe deixou sem reação? Ou melhor, você deixou de saber o que responder? Seu filho já chegou com alguma informação da qual você jamais imaginaria ele falasse? Talvez você já tenha experimentado essa sensação de sentir de perto a curiosidade infantil. Quando uma criança pergunta, ela busca uma resposta; resposta para aquilo que ela quer saber. E busca respostas claras e objetivas. Por vezes, os pais se veem, como diz o ditado, em saia justa para explicar ao filho a informação evidenciada.

Perguntas de criança – A curiosidade é inata nas crianças. É também o primeiro passo para o aprendizado. Por volta dos dois, três anos de idade a criança passa a conhecer e desvendar o mundo. Começa a perceber que há diferenças entre o corpo do menino e o da menina, aprende a controlar o próprio xixi, o cocô e assim por diante. É uma fase de descobertas. Da curiosidade para a realidade. A criança busca compreender, na maioria das vezes, fatos ligados ao cotidiano ou a algo que ela vê ou ouve dos adultos. Assim, com várias perguntas, uma atrás da outra, vai explorando o universo ao seu redor. É a fase dos porquês? O quê? Para quê? Como se faz isso? De onde vem isso? Como é aquilo? Dentre tantas outras perguntas. E de um porquê vira vários porquês. É uma fase bonita, pois a criança se permite aprender e, para os pais, é a oportunidade de ensinar seu filho para a vida.

Escutar para responder – Diante de uma indagação infantil, é importante os pais estarem atentos para o que realmente os filhos desejam saber e como chegaram a essa pergunta. É a oportunidade de os pais aguçarem a escuta para dar uma resposta satisfatória às crianças. Diante das perguntas, a dica da psicóloga Patrícia Santos de Souza Delfini é não tratar as perguntas das crianças com menosprezo nem “adultificar” as respostas. É importante entender a pergunta da criança antes de responder. É preciso sintonizar-se com aquilo que a criança deseja saber. As perguntas mais frequentes são decorrentes da vivência diária da família ou do ambiente educacional. De onde vêm os bebês? O que é namorar? O que é sexo? Por que os adultos brigam? Por que papai trabalha?
A profissional destaca que é importante os pais e os educadores estarem atentos a essa fase da criança, ou seja escutar a pergunta para depois responder. O que acontece muitas vezes é que os pais ficam apavorados diante das perguntas e inibem a criança ou até omitem uma resposta. “A resposta precisa ser correspondente e satisfatória, dizer a ela a verdade, é preciso que os pais respondam de maneira simples e sem rodeios, até porque falar a verdade é sempre o melhor caminho, lembrando que as crianças estão ligadas, e, se você não for o mais claro possível, ela vai persistir na busca de uma resposta que satisfaça sua curiosidade”, salienta Patricía.”
Para Elane da Silva, mãe de três filhos, Giovana, 8 anos, Alessandra, 3, e Felipe, 2, as crianças são muito espertas e quando querem saber uma coisa elas perguntam, questionam a mãe, o pai, a avó, o tio e o vizinho. A “Alessandra está na fase das mil e uma perguntas. Quer saber de tudo e, quando não fica satisfeita com a resposta, ela pega o celular e liga para sua tia que mora em outro estado”, diz a mãe, que vive com seus filhos intensamente a fase da curiosidade. E tem mais, se a Alessandra vê algo e não entende o que é explicado ela vai atrás de outra pessoa para saber se o que foi dito é verdade. “Um dia ela perguntou por que a sua vovó mora tão longe, eu expliquei o porquê, mas ela ficou em dúvida,  pegou o telefone e ligou para a vovó para perguntar. Precisou se certificar com a avó para aceitar. Já o Felipe tem só 2 anos, mas vê a irmã perguntando e também quer saber as coisas”, enfatiza a Elaine.
A psicóloga Patrícia Delfini orienta os pais a sempre buscarem responder aos questionamentos dos filhos. Procurar também entender o porquê de as crianças estarem perguntando sobre determinado assunto. Isso, com certeza, ajuda a criança a compreender melhor as coisas. Essa interação permite uma coparticipação e construção do conhecimento no universo infantil.
 
Por, Roseane Welter




Fonte: FC edição 987, Março de 2018
Postado por: Família Cristã




Comentários


Comente





Compartilhe este conteúdo:


Veja Também

Navegue com segurança
Viver no ambiente digital abre novos horizontes e possibilidades, mas requer cuidados
O melhor alimento para o bebê
O aleitamento materno é uma unanimidade mundial. Todos os profissionais de saúde reconhecem
Hora do pesadelo
Pesadelos são ruins em qualquer idade, mas os pais ficam mais angustiados quando são seus filhos.
Viver bem dentro de casa
Uma família unida enfrenta e supera os desafios da vida com maior facilidade.
Música
Além de estimular o bom convívio social, aprender música ajuda a desenvolver a fala E a respiração.
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Próximo Final

Termos mais pesquisados

Busca avançada
Copyright © Pia Sociedade Filhas de São Paulo - Brasil - Direitos Reservados