Liturgia da Palavra

Data de publicação: 08/06/2018

10º Domingo do Tempo Comum
Ano B – 10 de junho de 2018

Gn 3,9-15 – A serpente enganou-me, e eu comi.
Sl 129 (130) – Em vós se encontra o perdão.
2Cor 4,3-18 – 5,1 – Eu creio e, por isso, falei.
Mc 3,20-35 – O pecado contra o Espírito Santo.

A loucura de Jesus

1. No Evangelho de hoje, lemos que os familiares de Jesus achavam que Ele estava fora de si. Vendo o que Jesus dizia e fazia, e a quantidade de gente que o procurava, seus parentes começaram a pensar que Jesus estava enlouquecendo. Os mestres da Lei, por sua vez, diziam que Jesus estava possuído por Belzebu, o chefe dos demônios. A discussão se centraliza na atividade de Satanás. O demônio estaria expulsando o demônio! Os possessos, que se aproximam de Jesus, estariam sendo libertados da dominação do demônio pelo poder do próprio demônio. Se é assim, diz Jesus, o poder do demônio está se enfraquecendo. Seu reinado está diminuindo, ele está perdendo espaço. É uma guerra na qual o demônio está perdendo terreno, atacado pelo próprio demônio. É difícil entender que o demônio esteja lutando contra si mesmo. Nesse caso, diz Jesus, quem sai ganhando é o ser humano, que é libertado da dominação do demônio, seja pelo poder de Deus, seja pelo poder do próprio diabo. Então, não há problema se Jesus está possuído por Belzebu, desde que o ser humano seja beneficiado! Mas não é assim. Se alguém não percebe que Jesus age pelo poder de Deus, perceba ao menos que o ser humano foi libertado, está curado, está bem. Você não entende bem Jesus, mas entende o seu irmão, que é gente como você, e se alegra com ele. Fechar-se aos outros é pecar contra o amor ou pecar contra o Espírito Santo. A família de Jesus achava que Ele estava fora de si. Tudo bem. Era a impressão causada pela atividade de Jesus. Mas a verdadeira família de Jesus são aqueles que fazem a vontade do Pai. Evidentemente, Maria foi a primeira a fazer a vontade de Deus.
2. A astúcia do demônio é descrita no livro do Gênesis, que lemos nesta liturgia. O teste da obediência a Deus, o fazer a vontade de Deus, é descrito na proibição de comer do fruto da árvore plantada no meio do jardim do paraíso. “A serpente enganou-me, e eu comi”, disse a mulher a Deus. Aí está uma atividade do demônio: ele engana as pessoas. O desfecho dessa história é bonito. Deus põe inimizade entre a serpente e a mulher, entre a descendência da serpente e a descendência da mulher. A descendência da mulher é Jesus. A mulher é Maria. Maria não tem nenhuma amizade com o demônio, por isso é a Imaculada Conceição. Na interpretação dos textos, Jesus e Maria esmagam juntos a cabeça da serpente.
3. “Creio, por isso falei”, escreve Paulo aos coríntios. Não desanimamos, temos certeza de que vamos ressuscitar, nós nos renovamos cada dia. As tribulações parecem muitas, mas são poucas. Sem medida é a glória eterna. Sem desconsiderarmos o que passa, olhemos para o que fica. Caminhamos vendo o invisível. O demônio tenta destruir a tenda em que moramos neste mundo. Ele é enganador e tem agentes que trabalham para ele. Aqueles que creem e falam enfrentam o poder demoníaco com a força do Espírito de Amor. Alguém pode não saber quem é Jesus, alguém pode não aceitar a Igreja, seja ela qual for, porque conhece seus ministros. O que, porém, não é admissível é não ter sensibilidade fraterna, não perceber o outro em suas necessidades. Não querer a felicidade do outro nem ficar feliz com o bem do outro é pecar contra o Espírito Santo e se tornar agente do demônio.


Leituras e Salmos (11 a 16 de junho)
2ªf.: At 11,21b-26; 13,1-3; Sl 97 (98); Mt 10,7-13.
3ªf.:1Rs 17,7-16; Sl 4,2-8; Mt 5,13-16.
4ªf.: 1Rs 18,20-39; Sl 15 (16); Mt 5,17-19.
5ªf.: 1Rs 18,41-46; Sl 64 (65); Mt 5,20-26.
6ªf.: 1Rs 19,9a.11-16; Sl 26 (27); Mt 5,27-32.
Sáb.: 1Rs 19,19-21; Sl 15 (16); Mt 5,33-37.




Fonte: Fc edição 989, Maio de 2018
Postado por: Família Cristã




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