Liturgia da Palavra

Data de publicação: 29/06/2018

13º Domingo do TC. São Pedro e São Paulo apóstolos – solenidade
Ano B – 1 de julho de 2018

São Pedro e São Paulo
At 12,1-11 – O Senhor enviou o seu anjo para me libertar.
Sl 33 (34) – Minha alma se orgulha no Senhor.
2Tm 4,6-8.17-18 – Combati o bom combate, completei a corrida, guardei a fé.
Mt 16,13-19 – Tu és Pedro, e sobre esta rocha edificarei minha igreja.
1. Hoje celebramos o martírio dos santos apóstolos São Pedro e São Paulo. Pedro foi o primeiro a proclamar a fé e fundou a Igreja primitiva sobre a herança de Israel. Paulo, mestre e doutor, anunciou às nações o Evangelho da Salvação. Que a autoridade de Pedro e a pregação de Paulo nos levem à pátria celeste, onde chegaram gloriosamente um pela cruz e outro pela espada. Segundo a tradição, os dois apóstolos foram executados por ordem do imperador Nero, juntamente com muitos outros cristãos de Roma, sendo Pedro crucificado de cabeça para baixo e Paulo decapitado pela espada.
2. Há uma passagem no Livro do Apocalipse, que não lemos nesta celebração, mas que é interpretada em relação ao martírio desses apóstolos. O capítulo 11 fala de duas testemunhas, que são as “duas oliveiras e os dois candelabros que estão diante do Senhor da terra”, citando o profeta Zacarias, capítulo 4, versículos de 3 a 14. A besta que sobe do abismo, que é o imperador Nero, combaterá contra elas, vai vencê-las e as matará. Seus cadáveres ficarão expostos na praça da Grande Cidade, isto é, Roma. Depois, um sopro de vida vindo de Deus penetrará nos cadáveres e eles se porão em pé. Subirão, então, para o céu na nuvem, e seus inimigos os contemplarão. Na profecia de Zacarias, os dois ramos de oliveira e os candelabros são o sacerdote Josué e o governador Zorobabel, que restauraram o Templo de Jerusalém depois do exílio da Babilônia. Pedro e Paulo congregaram a família de Cristo e se tornaram as colunas da construção de um novo Templo, que é a Igreja de Jesus. Vencedores, foram levados ao céu à vista de seus inimigos.
3. Paulo experimentou a presença de Jesus em sua vida e tornou-se o apóstolo totalmente entregue à sua vocação. “Ai de mim se eu não evangelizar”, dirá. Na Carta aos Gálatas, ele escreve que “aquele que me separou desde o seio materno e me chamou por sua graça, houve por bem revelar em mim o seu Filho para que eu o evangelizasse entre os gentios”. Paulo teve uma revelação interior que o marcou por toda a vida. Deus Pai revelou nele, dentro dele, seu Filho Jesus. A revelação pode ter sido também externa, mas a sua força está na experiência interior de Paulo naquele momento. Ele e Cristo se tornaram uma só realidade. Sua conversão e sua vocação missionária acontecem no mesmo momento. Tendo conhecido Jesus, ele deve anunciá-lo a todos os povos. Entende-se então a frase final de sua vida: “Combati o bom combate, completei a corrida, guardei a fé”.
4. O texto dos Atos dos Apóstolos, que conta sobre a prisão de Pedro e como ele é milagrosamente libertado, tem o estilo e o vocabulário do êxodo do Egito. Assim como o povo de Deus saiu libertado do Egito, assim também Pedro sai da prisão na qual Herodes o tinha colocado. É o êxodo de Pedro, que vai deste mundo para um outro lugar, para a casa do Pai.
5. A festa de hoje focaliza a fundação da Igreja. Pedro e Paulo são as colunas que sustentam a construção. O sangue dos protomártires romanos é semente de cristãos. Pedro é a pedra sobre a qual Cristo constrói a sua Igreja. Sua comunidade está firmemente alicerçada sobre esta pedra que é Pedro. Ele tem as chaves do Reino. Sua atividade se desenvolve aqui na terra, no tempo da Igreja, e repercute no céu.

Leituras e Salmos (2 a 7 de julho)
2ªf.: Am 2,6-10.13-16; Sl 49 (50); Mt 8,18-22.
3ªf.: Ef 2,19-22; Sl 116 (117); Jo 20,24-29.
4ªf.: Am 5,14-15.21-24; Sl 49 (50); Mt 8,28-34.
5ªf.: Am 7,10-17; Sl 18 (19); Mt 9,1-8.
6ªf.: Am 8,4-6.9-12; Sl 118 (119); Mt 9,9-13.
Sáb.: Am 9,11-15; Sl 84 (85); Mt 9,14-17.




Fonte: Fc edição 990, Junho de 2018
Postado por: Família Cristã




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