Liturgia da Palavra

Data de publicação: 13/07/2018

15º Domingo do Tempo Comum
Ano B – 15 de julho de 2018

Se for chamado, vá

Ef 1,3-14 – Ele nos fez conhecer o mistério de sua vontade.
Mc 6,7-13 – Os doze partiram e pregaram a todos que se convertessem.
Am 7,12-15 – Vai profetizar contra Israel, o meu povo!
Sl 84 (85) – A justiça andará à sua frente e fixa o caminho de seus passos!

1. Nem sempre o profeta é bem recebido, mas quando Deus chama, e o chamado é claro, é preciso ir. Jesus chamou os Doze e começou a enviá-los dois a dois. Jesus é mestre e prepara seus discípulos para a missão. A missão é organizada, mas no estilo de Jesus, que não pode ser esquecido nem perdido. Os apóstolos saem dois a dois. Não levam nada, nem pão, nem sacola, nem dinheiro. Só um cajado. Vão de sandálias e só com uma veste. Devem permanecer na mesma casa na qual foram recebidos. Podem levar um cajado para se apoiarem na caminhada, para se defenderem, para matar cobras. As cobras perigosas são as pessoas com espírito impuro. São as pessoas más, que causam problemas para os outros. Há pessoas dominadas por espíritos impuros que precisam ser protegidas, defendidas, libertadas de quem as domina. O demônio age por si mesmo ou pelos que fazem a sua obra de divisão e maldade. Os apóstolos devem também cuidar dos doentes, se possível curá-los. A atenção, o carinho, a caridade já são o início da cura. Eles partiram, pregaram a conversão, expulsaram demônios e curaram os doentes ungindo-os com óleo.
2. Amós não era profeta no sentido estrito da palavra. Cuidava de gado e de plantações. Um dia, Deus o chamou para profetizar fora da sua terra. O profeta diz que o chamado parecia o rugido de um leão. Não havia como não dizer “sim”. Ele disse sim e foi e teve de aguentar muitas contrariedades. No santuário de Betel, o sacerdote Amasias mandou Amós embora. Que ele fosse profetizar em Judá, sua terra. Deus, porém, tinha dito a Amós: “Vai profetizar para Israel, meu povo”. Mesmo que a profecia contivesse críticas ao povo, Deus o chama de “meu povo”. A presença do profeta é sinal do amor de Deus para com o seu povo. Israel era o reino do Norte e Judá, o reino do Sul.
3. A mensagem profética, sendo mensagem de Deus, é sempre transmissora de paz. “É a paz que Deus vai anunciar”, diz o salmista. A presença do profeta mostra que a salvação está perto dos que respeitam a Deus. Deus quer que a verdade e o amor se encontrem, que a justiça e a paz se abracem, que a terra produza alimento para todos. A justiça caminha diante de Deus, e a salvação segue os seus passos. Na realidade, a presença profética revela o amor e a ternura de Deus para com todas as suas criaturas. Deus quer que seu amor cubra todo o universo. A nós cabe tomar decisões, encontrar caminhos, superar as dificuldades. “O Senhor nos dará tudo o que é bom”, diz o Salmista, e o que é bom é a sua bondade. As decisões que tomamos como cristãos têm essa finalidade: mostrar a bondade de Deus. As decisões são nossas. A bondade é de Deus.
4. Deus enviou Amós, Jesus enviou os Doze, e o resultado está no hino da Carta aos Efésios: “Bendito seja Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo”. Os que são enviados mostram a proximidade de Deus. Deus viu a miséria do povo, ouviu o seu clamor, por isso desceu para libertá-lo, está escrito no Êxodo capítulo 3, versículos de 7 a 8. Deus desceu com os profetas e os apóstolos e todos aqueles que transmitem um Deus presente no mundo, interessado no que fazemos, uns em favor dos outros. No fim Ele dirá “foi a mim que o fizestes”. Já agora o Pai no abençoa com a bênção do Espírito por nossa união com Cristo.

Leituras e Salmos (16 a 21 de julho)
2ªf.: Zc 2,14-17; Cânt.: Lc 1,46-55; Mt 12,46-50.
3ªf.: Is 7,1-9; Sl 47 (48); Mt 11,20-24.
4ªf.: Is 10,5-7.13-16; Sl 93 (94); Mt 11,25-27.
5ªf.: Is 26,7-9.12.16-19; Sl 101 (102); Mt 11,28-30.
6ªf.: Is 38,1-6.21-22.7-8; Cânt.: Is 38,10 - 12.16; Mt 12,1-8.
Sáb.: Mq 2,1-5; Sl 9B (10); Mt 12,14-21.




Fonte: Fc edição 990, Junho de 2018
Postado por: Família Cristã




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