Refluxo. Como prevenir

Data de publicação: 20/07/2018



Por, Carmen Maria Pulga

Não ignore o seu corpo quando ele dá o alerta para um problema no seu aparelho digestivo!

Acordar à noite com sensação de queimação no estômago, azia, soluços, tosse, gosto azedo na boca ou dificuldade para engolir é um alerta para a doença do refluxo gastroesofágico, um problema em que os ácidos presentes dentro do estômago voltam pelo esôfago ao invés de seguirem o fluxo normal da digestão. De forma geral, esse conteúdo ácido é resultado do processo digestivo, provocado pelo estômago após a ingestão de bebidas e alimentos. É preciso cuidado porque qualquer um desses sintomas pode não ser ainda, uma doença, mas um caminho aberto para vários problemas de saúde.
Na verdade, podemos dizer que os episódios de refluxo são mais frequentes quando a pessoa está deitada, porque em pé a gravidade ajuda a impedir a migração do conteúdo gástrico para o esôfago. Então, se você não quer o desconforto do refluxo, a primeira dica é: evite dormir ou deitar com o estômago cheio. Profissionais da saúde recomendam no mínimo uma hora e meia na posição vertical após as refeições.
O refluxo é a doença mais comum do tubo digestivo e pode acometer pessoas de todas as idades. Suas manifestações também são plurais, visto que o aparelho digestivo é vizinho de vários outros órgãos importantes, como o sistema respiratório. É o caso, por exemplo, do refluxo que ocorre no sistema digestivo e provoca sintomas respiratórios, como o refluxo laringofaríngeo, quando o ácido presente no estômago retorna pelo esôfago e chega até a laringe, ou o refluxo silencioso, que tem manifestações respiratórias sem outros sintomas esofágicos. Nesses casos, o refluxo pode chegar até a boca e provocar alterações dentárias, gosto ruim ou subir pelo esôfago e comprometer a laringe e os pulmões.
Causas e sintomas – Anatomicamente falando, a principal causa é o enfraquecimento do esfíncter esofágico inferior, um anel muscular que separa o esôfago do estômago e, normalmente, se abre apenas quando engolimos, permitindo a entrada dos alimentos no estômago. Quando esse anel enfraquece ou é alterado por qualquer outra razão, a pressão é menor, o músculo relaxa e não exerce sua função, então o ácido ou a comida que estava no estômago retorna para o esôfago, causando o refluxo. Pode acontecer, também, que esse anel muscular não feche bem, permitindo que uma parte do estômago suba para dentro do tórax. Temos, então, a formação de uma hérnia, chamada hérnia de hiato, responsável pelo enfraquecimento da válvula e aumento do refluxo.
Existem outras tantas causas possíveis que predispõem o aparecimento do refluxo: hérnias de hiato, gravidez, obesidade, tabagismo, diabetes etc. Mas a principal causa, e a mais relacionada à ocorrência do refluxo, é a qualidade da alimentação. A culpa recai, frequentemente, sobre as refeições volumosas. Um estômago excessivamente cheio coloca pressão sobre o diafragma, fazendo com que o ácido saia. Chocolate, pimenta, frituras, café também estão entre os itens que, se consumidos em excesso, podem contribuir com o refluxo. Praticamente todos os estudos de pesquisa feitos sobre refluxo ácido apontam para a dieta como um fator contribuinte para a melhora ou piora dos sintomas.

Como prevenir o refluxo – Colocar em prática as seguintes orientações, com certeza materá você longe desse incômodo: não se deitar imediatamente após as refeições; evitar as causas aqui mencionadas; reduzir o stress; cuidar da qualidade de vida em seu todo, incluindo exercícios, perda de peso, ioga, acupuntura e terapias alternativas.
Qualquer médico está apto a identificar um quadro de refluxo e iniciar o tratamento, mas o gastroenterologista, médico especialista no trato gastrointestinal, é o mais indicado para o acompanhamento de quadros mais crônicos, já que muitas vezes é necessário realizar exames como endoscopia. Nos casos mais leves, um bom tratamento natural pode resolver o problema, mas há casos em que a cirurgia é o mais indicado. E isso somente um especialista na área pode orientar. Saiba, também, que o simples alívio dos sintomas não garante a cura da doença. E, se o refluxo não for tratado adequadamente pode, em longo prazo, causar danos graves à saúde.
Recentemente, alguns especialistas começam a afirmar que o problema não está só no ácido estomacal que sobe, e sim no tipo de comida que desce; por isso, recomendam uma dieta de baixa acidez como tratamento eficaz contra o refluxo. Prevenir é sempre a melhor opção!





Fonte: FC edição 988, Abril de 2018
Postado por: Família Cristã




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