Liturgia da Palavra

Data de publicação: 17/08/2018

20º Domingo do Tempo Comum – Assunção de Nossa Senhora
Ano B – 19 de agosto de 2018


Ap 11,19a; 12,1.3-6a.10ab – E ela deu à luz um filho homem.
Sl 44 (45) – À vossa direita se encontra a Rainha.
1Cor 15,20-27a – Em Cristo todos reviverão.
Lc 1,39-56 – O Todo-Poderoso fez grandes coisas em meu favor.

Maria assunta ao céu

1. A festa da Assunção de Nossa Senhora é a festa da esperança animada pela fé. Cremos na vida eterna, cremos na ressurreição da carne e, vendo Maria ser levada ao céu em corpo e alma, temos a certeza de que, um dia, estaremos todos juntos, em corpo e alma, com Maria, na casa do Pai. Tudo isso acontece pelos méritos da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo. A Assunção de Maria se junta às outras afirmações de fé que fazemos sobre a Mãe de Jesus. É este o maior título de Maria, ser a Mãe de Jesus. Para essa missão, Deus a preparou. Ele a fez nascer sem o pecado original e permanecer sempre virgem, a Ele consagrada. Sendo a corrupção do nosso corpo resultado do pecado original, o corpo de Maria não devia passar pela corrupção. Por isso, depois da sua morte, seu corpo foi levado pelos anjos ao céu. A afirmação de fé é que Maria está no céu em corpo e alma. As outras afirmações são da nossa devoção. E como não ser devoto daquela que Deus escolheu para ser a Mãe de seu Filho neste mundo?
2. Maria visita sua prima Isabel. As duas estavam grávidas. Maria, de seu Filho Jesus. Isabel, do precursor, João Batista. Maria entoa um belo canto de ação de graças e profissão de fé e esperança. O ambiente se enche da alegria de Deus, aquela que está dentro de nós e que ninguém nos pode tirar, fruto do olhar de Deus que repousa sobre a humildade de seus servos. “Grandes coisas o Senhor fez em meu favor”, diz Maria, “por isso, doravante, todas as gerações me chamarão bem-aventurada”. Duas mulheres grávidas que se encontram na alegria do Senhor. Alegres por estarem grávidas, felizes por gerarem aquele que é a luz e o que dará testemunho da luz. Mulheres iguais a todas as outras das montanhas de Judá, portadoras, porém, da esperança de um mundo novo. Quanto mistério carrega o ventre materno! “Bendita és tu entre as mulheres que são benditas, e bendito é o fruto do teu ventre!”.
3. Maria e Isabel, mulheres que se abraçam, são figuras da Igreja, comunidade de irmãos e irmãs que se acolhem e mostram que a hospitalidade é a flor da caridade. Diz o Apocalipse que, depois de ter dado à luz um filho homem, a mulher fugiu para o deserto. O deserto faz parte da história do povo de Israel e da espiritualidade dos cristãos. O dragão estava atento para devorar o Menino que ia nascer. O mesmo dragão tentará devorar a Mãe Igreja, que busca refúgio no deserto. Os cristãos da primeira hora não apenas se refugiaram no deserto, mas viveram a espiritualidade da entrega total de suas vidas a Deus, no vazio do deserto, preenchido apenas pela presença do Espírito.
4. Tudo o que aconteceu com Maria aconteceu por causa de Jesus. Ele é o Salvador e o Mediador de todas as graças. É o vencedor da morte, consequência do pecado introduzido pela serpente, que é o demônio. É o Filho de Maria, aquele que pisa a cabeça da serpente e liberta o mundo do pecado, a começar daquela que será sua Mãe, concebida sem pecado original. Vivemos num mundo onde a serpente tem seus agentes, onde a luta para que a vida vença a morte é contínua. O mal está organizado, e os agentes do demônio destilam o veneno que corrompe as estruturas da sociedade humana, mas não dominam aqueles que estão unidos a Jesus e a Maria!


Leituras e Salmos (20 a 25 de agosto)

2ªf.: Ez 24,15-24; Cânt:. Dt 32,18-21; Mt 19,16-22.
3ªf.: Ez 28,1-10; Cânt:. Dt 32,26-28.30.35-36; Mt 19,23-30.
4ªf.: Is 9,1-6; Sl 112 (113); Lc 1,26-38.
5ªf.: 2Cor 10,17– 11,2; Sl 148; Mt 13,44-46.
6ªf.: Ap 21,9b-14; Sl 144 (145); Jo 1,45-51.
Sáb.: Ez 43,1-7a; Sl 84 (85); Mt 23,1-12.




Fonte: Fc edição 991, Julho de 2018
Postado por: Família Cristã




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