Liturgia da Palavra

Data de publicação: 20/09/2018

25º Domingo do Tempo Comum
Ano B – 23 de setembro de 2018
Sb 2,12.17-20 –Vamos pô-lo à prova com ofensas e torturas.
Sl 53 (54) – Estranhos se ergueram contra mim. 
Tg 3,16 - 4,3 – De onde vêm as rixas que há entre vós?
Mc 9,30-37– Se alguém quiser ser o primeiro, seja o último de todos.

O último lugar

1. Sabedoria – Gente ruim e maldosa se sente incomodada com a presença de gente boa e correta. O modo de viver de quem é justo é uma crítica natural a quem é injusto. Essa gente ímpia nega o próprio Deus no mal que faz a quem é bom. “Vamos ofendê-lo, torturá-lo, testar sua paciência e condená-lo a morte para ver se Deus vem defendê-lo e libertá-lo.”
2. Salmo – Orgulhosos e violentos me perseguem. Não há Deus para eles. Peço que Deus atenda à minha prece e venha me salvar. Já agradeço na certeza de que serei atendido. Quero louvar o nome do Senhor!
3. Tiago – A maldade impera onde há inveja e rivalidade. O outro não é visto como companheiro de caminhada, e sim como ameaça e concorrente. As paixões que estão em conflito dentro de nós fazem surgir as brigas e as guerras. As brigas em dimensão local, as guerras em dimensão universal. Isso porque o que desejamos, e até o que pedimos a Deus, é em vista de nossos interesses pessoais, em vista de nossos prazeres. Outra coisa é agir movido pela Sabedoria, que é conciliadora e cheia de qualidades. “O fruto da justiça é semeado na paz, para aqueles que promovem a paz.”
4. Marcos – Jesus ensinava os seus discípulos e por isso gostava de passar despercebido. De novo, Jesus anuncia aos discípulos sua paixão e morte. “O Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos homens, e eles o matarão. Mas, três dias após a sua morte, Ele ressuscitará.” Eles não entendiam tudo o que Jesus estava dizendo e tinham receio de perguntar, pois se lembravam de que Jesus tinha chamado Pedro de Satanás. Eles também não entendiam bem o que significava ressuscitar ao terceiro dia. Mais difícil ainda era entender o significado da renúncia de si mesmo, do último lugar, do serviço aos outros. No caminho, eles vinham discutindo sobre quem deles era o maior, quem era o mais importante. “Quem quer ser o primeiro, seja o último e o que serve a todos”, ensinou-lhes mais uma vez Jesus, e deu o exemplo de uma criança. Dentro de cada um deles, as paixões continuavam em conflito. Daí as rivalidades.
5. O bem-aventurado padre Carlos de Foucauld ouviu certa vez de seu orientador que “o último lugar é o lugar de Jesus, que ninguém pode tirar dele”. O irmão Carlos queria estar onde Jesus está, por isso procurou sempre em sua vida o último lugar. E lá encontrou os últimos. O último lugar é o lugar dos últimos. Quem são os últimos entre nós? Não se trata de um lugar geográfico. Para Jesus, o último é aquele que presta serviço a todos. É o serviçal. Esteja onde estiver, ele está sempre atento às necessidades dos outros. Como ele já está no último lugar, ele nunca exclui alguém. Ele sempre inclui. “Ele ergue o fraco da poeira e tira o pobre do lixo e o faz sentar-se com os nobres. Faz a estéril sentar-se em sua casa como alegre mãe de filhos”, diz o salmista (Sl 113).
6. Jesus pegou uma criança, colocou-a no meio deles, abraçou-a e disse: “Quem acolher em meu nome uma destas crianças é a mim que está acolhendo”. A criança não é fácil, mas é indefesa. O máximo que ela faz é gritar e espernear. É com ela que Jesus se identifica. Não com quem é mais fácil, mas com quem precisa ser abraçado. Não exclua. Abrace e inclua todos os que estão no último lugar.

Leituras e Salmos (24 a 29 de setembro)
2ªf.: Pr 3,27-34; Sl 14 (15); Lc 8,16-18.
3ªf.: Pr 21,1-6.10-13; Sl 118 (119); Lc 8,19-21.
4ªf.: Pr 30,5-9; Sl 118 (119); Lc 9,1-6.
5ªf.: Ecl 1,2-11; Sl 89 (90); Lc 9,7-9.
6ªf.: Ecl 3,1-11; Sl 143 (144); Lc 9,18-22.
Sáb.: Dn 7,9-10.13-14; Sl 137 (138); Jo 1,47-51.




Fonte: Fc edição 992, Agosto de 2018
Postado por: Família Cristã




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