Conjuntivite

Data de publicação: 11/10/2018

Conjuntivite é comum no inverno e na primavera


Por, Carmen Maria Pulga

Com baixas temperaturas, não são apenas as doenças respiratórias que aparecem com mais frequência

Quando os olhos começam a ficar vermelhos, a visão turva com sensação de areia nos olhos, as pálpebras incharem ou produzirem secreção purulenta, é muito normal que haja preocupação. E então surgem as primeiras perguntas: Será conjuntivite? Há perigo de contágio? É necessário o isolamento? E se for apenas uma alergia ou um terçol? Para que essa preocupação seja aliviada e você tenha um diagnóstico correto, é necessário procurar um especialista na área (oftalmologista/ alergista/ clínico geral).
A oftalmologista Adriana Aquino explica que conjuntivite e terçol são duas doenças muito diferentes, porque a conjuntivite é a inflamação da conjuntiva, já o terçol é a obstrução de uma glândula das pálpebras. O dr. Eduardo Balby Gandra, médico especialista em oftalmologia geral, nos dá uma primeira dica para diferenciar conjuntivite de terçol: a conjuntivite normalmente tem secreção, o terçol nem sempre. O terçol é mais uma dor na pálpebra e, às vezes, aparece junto a um caroço. O nódulo indica a possibilidade de um terçol, já quando a parte branca dos olhos estiver vermelha, está mais para conjuntivite.
Os especialistas são unânimes nessa distinção entre conjuntivite e terçol e alertam para a urgência em diferenciá-los, a fim de tomar os cuidados necessários. Os sintomas são parecidos, mas têm causas e tratamentos diferentes. Portanto, é recomendável o diagnóstico do profissional porque no caso da conjuntivite infecciosa o diagnóstico precoce e o tratamento podem proteger as pessoas ao seu redor do contágio da doença.

Tipos de conjuntivite – Nas estações de frio e primavera, a mais comum é a conjuntivite alérgica, decorrente de alergias como o ácaro e o pólen. É uma conjuntivite sazonal, por vezes associada à rinite ou asma. Embora haja vermelhidão e coceira nos olhos, essas manifestações não são contagiosas, pois sua origem é alérgica. A mais comum e contagiosa é a conjuntivite infecciosa. Esse tipo é subdividido por categoria segundo o agente causador: vírus e bactérias, fungos.
A conjuntivite viral é transmitida por um vírus conhecido como adenovírus, o qual se propaga pelo contato com as secreções oculares e através de tosse e espirro do paciente infectado. A conjuntivite bacteriana não é tão comum quanto a viral, porém ela pode ser mais perigosa. Costuma ser transmitida através do contato pessoal com a bactéria. Portanto, se a pessoa encostar nos olhos ou em algum local contaminado, ela será infectada.
Já a conjuntivite fúngica é o tipo mais raro de conjuntivite, entre todos. Ela ocorre quando uma pessoa machuca os olhos com madeira.  De difícil tratamento, essa conjuntivite pode causar complicações na visão. Outro tipo muito raro é a conjuntivite tóxica. Ela ocorre quando os olhos entram em contato direto com algum produto químico, como produtos de limpeza, shampoos, venenos agrícolas ou inseticidas. Quando não tratada de forma correta, pode trazer complicações para a visão.

Prevenção e tratamento – Somente um médico consegue dizer qual o medicamento mais indicado para cada caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Quando o paciente seguir o tratamento indicado pelo médico oftalmologista e não perceber melhoras dentro de sete dias, o mesmo deve retornar ao especialista para reavaliação, pois alguns agentes causadores costumam ser resistentes à medicação prescrita e a mesma deve ser substituída.
Medidas de prevenção podem evitar essa patologia a que todos nós estamos expostos. O primeiro e principal cuidado é com a higiene. Mas o aumento do contato com os ácaros encontrados nas roupas de frio que ficam por muito tempo guardadas e a aglomeração de pessoas também favorecem o aparecimento da conjuntivite. Alguns cuidados podem ajudar na prevenção:
• Não coçar os olhos; não compartilhar as toalhas;
• Lavar com frequência o rosto e as mãos;
• Não compartilhar o uso de produto de beleza.
• Nunca se automedicar.
Existem medicamentos específicos para cada tipo de patologia. Alguns possuem anti-inflamatórios, outros antibióticos e ainda há os antialérgicos. Portanto, há medicação própria para cada tipo de conjuntivite. Prevenir é possível!




Fonte: Fc edição 991, Julho de 2018
Postado por: Família Cristã




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