Jovens em ação

Data de publicação: 08/04/2020

Por Roseane Welter

Jovens do Brasil e do mundo buscam a cada dia novas possibilidades para conservar, recuperar e preservar o planeta, com gestos de empreendedorismo social

A cada dia cresce significativamente o número de jovens engajados nas causas ambientais. Mediante as situações alarmantes de desmatamento, poluição de rios, mares, nascentes e a destruição do patrimônio ambiental, arregaçar as mangas e se unir é um gesto concreto que jovens do Brasil e do mundo encontram para recuperar e preservar o planeta.

Empreendedorismo jovem – A decisão de criar um empreendimento, seja ele sustentável ou não, é um desafio e requer empenho, dedicação e, sobretudo, determinação. É preciso ter em vista alguns requisitos para obter êxito num empreendimento. Primeiro é importante ter clareza e certeza do que se deseja; pesquisar e elaborar os passos a serem dados; seguir a intuição e ser fiel ao projeto desenvolvido; saber ouvir “não” e discernir diante dos imprevistos. Por mais inovadora que seja a ideia, podem surgir desafios, e é fundamental não desistir diante dos obstáculos.
“Nós, jovens, trazemos conosco um novo olhar, com proposição de novos caminhos, ideias e a coragem de fazer diferente”, afirmou Paloma Costa, 27 anos, socioambientalista e a única representante brasileira em discurso recente na Organização das Nações Unidas (ONU).

Paloma mora em Brasília (DF), dedica sua vida às causas voltadas à preservação do meio ambiente e, também, é fundadora do projeto Ciclimáticos, que visa cuidar e preservar o meio ambiente. Os engajados no projeto se deslocam de bicicleta para apurar as necessidades das localidades e ouvir histórias de quem está na linha de frente das mudanças climáticas.
“Chamar atenção das lideranças brasileiras é um grito que nós jovens precisamos entoar, uma vez que vivemos um momento em que a questão do meio ambiente é uma das pautas prioritárias diante de tudo o que vemos acontecer”, enfatiza a ambientalista, que acrescenta: “Nós, jovens, somos os líderes de hoje e do amanhã”.
Na foto acima, Anna Luisa: "Fundadora de startup que tem como objetivo desevolver tecnologias hídricas.              Crédito: Divulgação

“Quando eu tinha quinze anos, me inscrevi para participar do Prêmio Jovem Cientista, com o objetivo de apresentar uma solução simples para um problema real no Nordeste, onde moro: a escassez de água”, recorda Anna Luisa Beserra Santos, 22 anos, que reside em Salvador (BA) e é biotecnologista, empreendedora social e fundadora da startup SDW (Safe Drinking Water For All) – startup socioambiental, reconhecida pela ONU, que tem como propósito desenvolver tecnologias hídricas e transformar a vida de milhões de pessoas do semiárido, região que sofre com os efeitos da estiagem. “Na época não ganhei o prêmio, mas foi o impulso que precisava para me engajar e empreender”, enfatiza Anna Luiza.

A startup está no mercado desde 2015 e conta com vários jovens envolvidos e, a cada dia, chegam mais voluntários e parceiros que vêm para somar. “Hoje, contamos com cinco empresas parceiras que possibilitam a existência concreta da causa em que acreditamos.” A startup SDW visa à “sustentabilidade e desenvolve tecnologias hídricas que mudam vidas”, destaca a idealizadora.
Dentre as áreas de atuação da startup, destaca-se o Aqualuz, um dos produtos de sucesso, o qual consiste num “dispositivo para potabilização de água de chuva, sem contaminações químicas de cisternas de zonas rurais do semiárido”, enfatiza a fundadora.

Além disso, ela mostra como funciona o produto: “O sistema depende apenas do sol, e possui uma durabilidade de cerca de vinte anos, sem necessitar de intervenções externas. Todo tipo de manutenção pode ser realizada pelos usuários de forma simples, conforme a ilustração no manual do equipamento”.

A fundadora descreve o Aqualuz: “É uma caixa de inox coberta por um vidro, um indicador que muda de cor quando a água está pronta, e uma tubulação ligada à cisterna, reservatório usado para armazenar água da chuva ou de caminhão-pipa. A água armazenada passa por um filtro (que pode ser trocado anualmente por pedaços de pano de algodão) que retém as partículas sólidas e, depois, é armazenada na caixa de inox, onde ocorre a desinfecção, sem utilizar compostos químicos, apenas com a exposição à radiação solar para eliminar micro-organismos e impurezas. O sistema de monitoramento que muda de cor informa quando a água já está pronta para o consumo”.

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Fonte: Revista Família Cristã, edição 1012, abril 2020
Postado por: Família Cristã




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