Papa inicia pontificado

Data de publicação: 19/03/2013


Milhares de fiéis lotaram a Praça de São Pedro na manhã desta terça-feira, 19, para a missa de início do ministério petrino do papa Francisco. Também compareceram à celebração chefes de Estado e representantes de diversos países, entre eles as presidentes do Brasil, Dilma Rousseff, e da Argentina, Cristina Kirchner, além da participação de representantes delegados de mais de 20 igrejas cristãs e organizações ecumênicas e diferentes religiões, com destaque para a histórica presença do patriarca ortodoxo de Constantinopla, Bartolomeu I. Desde o cisma de 1054, que deu origem à Igreja Ortodoxa, um patriarca ecumênico não comparece à missa inaugural de um romano pontífice.

Por volta das 8h50 locais (4h50 de Brasília), o papa Francisco chegou à praça de São Pedro a bordo do papa móvel. Sorridente, ele saudou a multidão, que acenava bandeiras de vários países, e chegou a descer do veículo para cumprimentar fiéise abençoar um homem enfermo.

Em seguida, o santo padre foi para o interior da Basílica de São Pedro e desceu ao túmulo de São Pedro, embaixo do altar da Confissão. Depois de se deter alguns minutos em oração, incensou as relíquias do primeiro papa e se juntou à procissão de cardeais concelebrantes.

Já fora da Basílica, no altar da Praça São Pedro, o cardeal-protodiácono, Jean-Louis Tauran, impôs o Pálio (peça de lã de carneiro colocada sobre os ombro, que representa a ovelha carregada por Jesus, o bom Pastor). Depois, o cardeal decano, Angelo Sodano, entregou ao Pontífice o Anel do Pescador, confeccionado em prata com leve banho dourado. Neste momento, seis cardeais, em nome de todo o Colégio Cardinalício, prestaram obediência ao papa.

‘O verdadeiro poder é o serviço’

Logo no início da homilia da missa da solenidade de São José, patrono da Igreja, o papa Francisco recordou seu predecessor, que celebra onomástico de seu nome de batismo , (do alemão, Joseph) para que todos o acompanhem com a oração, “cheia de estima e gratidão”.

Comentando as leituras do dia, falou da missão de José como guardião de Jesus, Maria e da Igreja. “Deus não deseja uma casa construída pelo homem, mas quer a fidelidade à sua Palavra, ao seu desígnio.”

Continuando, o pontífice afirmou que José responde à vocação de Deus com disponibilidade e prontidão, tendo Cristo no centro da vocação cristã. “Entretanto, a vocação de guardião não diz respeito apenas a nós, cristãos, mas tem uma dimensão antecedente, que é simplesmente humana e diz respeito a todos: é a de guardar a criação inteira, a beleza da criação, como se diz no livro de Gênesis e nos mostrou São Francisco de Assis: é ter respeito por toda a criatura de Deus e pelo ambiente onde vivemos”.

Francisco também ressaltou que quando o homem falha nesta responsabilidade, quando não cuida da criação e dos irmãos, então encontra lugar a destruição e o coração fica ressequido. “Infelizmente, em cada época da história, existem ‘Herodes’ que tramam desígnios de morte, destroem e deturpam o rosto do homem e da mulher.”

Papa Francisco pediu “por favor” aos que ocupam cargos de responsabilidade em âmbito econômico, político ou social, a todos os homens e mulheres de boa vontade. “Sejamos ‘guardiões’ da criação, do desígnio de Deus inscrito na natureza, guardiões do outro, do ambiente; não deixemos que sinais de destruição e morte acompanhem o caminho deste nosso mundo! Mas, para ‘guardar’, devemos também cuidar de nós mesmos. Lembremo-nos de que o ódio, a inveja, o orgulho sujam a vida; então guardar quer dizer vigiar sobre os nossos sentimentos, o nosso coração, porque é dele que saem as boas intenções e as más: aquelas que edificam e as que destroem. Não devemos ter medo de bondade, ou mesmo de ternura”.

Ao falar sobre o início de seu ministério como novo bispo de Roma, sucessor de Pedro, o papa reconheceu que esta missão também inclui um poder. “Mas de que poder se trata?”, questionou, respondendo com o convite de Jesus a Pedro “apascenta as minhas ovelhas”.

“Jamais nos esqueçamos que o verdadeiro poder é o serviço, e que o próprio papa, para exercer o poder, deve entrar sempre mais naquele serviço que tem o seu vértice luminoso na Cruz; deve olhar para o serviço humilde, concreto, rico de fé, de São José e, como ele, abrir os braços para guardar todo o Povo de Deus e acolher, com afeto e ternura, a humanidade inteira, especialmente os mais pobres, os mais fracos, os mais pequeninos, aqueles que Mateus descreve no Juízo final sobre a caridade: quem tem fome, sede, é estrangeiro, está nu, doente, na prisão”, exortou o santo padre.

Após a missa o pontífice se dirigiu ao interior da Basílica de São Pedro, onde recebeu os cumprimentos das autoridades presentes na celebração.

De acordo com informações da Sala de Imprensa da Santa Sé, o papa Francisco irá almoçar com Bento XVI neste sábado, 23, na residência de Castelgandolfo, onde o papa emérito está vivendo desde sua renúncia no dia 28 de fevereiro.




Fonte: Radio Vaticano
Postado por: Família Cristã




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