Evangelho na comunidade

Data de publicação: 05/04/2013

2º Domingo da Páscoa
At 5,12-16; Sl 117 (118); Ap 1,9-13.17-19; Jo 20,19-31


Cônego Celso Pedro da Silva
Arte: Sergio Ricciuto Conte


Jesus se mostrou misericordioso com o apóstolo São Tomé, que não acreditou e, no entanto, teve seu desejo realizado. Ele só acreditaria se pudesse tocar nas chagas de Jesus. Quando Jesus ressuscitado se fez presente no meio da comunidade, Tomé pôde tocar nas chagas de Jesus. A feliz experiência de Tomé foi escrita para que nós, tantos anos depois, sem termos visto Jesus, sentíssemos a mesma felicidade. Os primeiros irmãos viram e acreditaram. Nós não vimos, mas acreditamos pelo testemunho que eles nos deixaram. As Escrituras do Novo Testamento nos transmitem a fé dos apóstolos, que viram, creram e, com os evangelistas, puseram por escrito sua experiência de fé. Os escritos chegaram até nós para que nós os leiamos e vivamos de acordo com a mesma fé.

Quando São João movido pelo Espírito teve suas visões, recebeu a ordem de escrever num livro aquilo que ele ia ver. “Escreve, pois, o que viste, aquilo que está acontecendo e que vai acontecer depois.” E ele escreveu o Livro do Apocalipse. Também o Evangelho de hoje termina com uma indicação da importância do texto escrito: “Jesus realizou diante dos discípulos muitos outros sinais, que não estão escritos neste livro, mas estes foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais a vida em seu nome”.

Entre nós, muitos católicos não conhecem as Escrituras Sagradas nem os ensinamentos básicos da fé. Foram batizados e vivem sem nenhum contato com a comunidade dos fiéis. Quando aparecem ocasionalmente, sentem-se estranhos e revelam-se totalmente ignorantes do que acontece na liturgia. Nem por isso são maus, e podem ter práticas de caridade segundo o ensinamento de Jesus, mas a terra em que estão plantados é fraca.

Não lhes dá segurança nem consistência. Necessitam em primeiro lugar do testemunho de vida de quem sabe, acompanhado de uma palavra reveladora do Cristo ressuscitado presente em nossa vida.
O Livro dos Atos nos diz que os apóstolos e os primeiros cristãos eram muito estimados pelo povo. Sua caridade no relacionamento com todos era um verdadeiro milagre que produzia a cura do corpo e do espírito. Eles reproduziam a misericórdia de Deus, que, em sua atenção para com todos, enviou seu Filho ao mundo.

Jesus ressuscitado também envia seus discípulos ao mundo para que introduzam o perdão nos relacionamentos humanos. O relacionamento que Ele estabelece com Tomé é por si só um relacionamento de perdão e misericórdia.

E aqui estamos nós, no século 21, vendo na fé e vivendo a mesma fé não numa empresa de produtos religiosos que não podem faltar e devem ser mantidos, mas numa comunidade de vida, cuja pastoral desvenda na vida cotidiana de todas as pessoas a misericórdia do Ressuscitado. As pessoas precisam de alguém que dê tempo a elas, como Jesus deu a Tomé, que as ouça e se interesse pelas suas dúvidas e interrogações. Todos os cristãos, cheios da energia do Ressuscitado, podem ser reveladores do sentido da vida de cada dia a todas as pessoas indistintamente. Seremos estimados por todos, se de todos nos aproximarmos como Jesus se aproximou de Tomé.




Fonte: Família Cristã 927 - Mar/2013
Postado por: Família Cristã




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