Pais sábios e pais confusos

Data de publicação: 09/04/2013

Na formação e educação dos filhos, sensatez e atitudes firmes são ferramentas indispensáveis aos pais, pois lhes cabe assumir, com segurança, a formação dos filhos


Por Cleusa Thewes*


Giane, 20 anos

Filha de pais cristãos. Desde menina frequenta a casa do Pai do Céu, a Igreja. Aos 7 anos, um Anjo da Guarda tornou-se o amigo e o protetor invisível.  Recebeu os sacramentos do Batismo, da Comunhão e da Crisma. Aos pais agradece sua iniciação na fé. Hoje lidera o movimento Encontro de Jovens com Cristo (EJC) na sua comunidade, motivando adolescentes a  seguir Jesus Cristo.

 

Vitória, 19 anos

Jovem catequista e estudante de Psicologia. Há oito meses descobriu que está com câncer. Enfureceu-se com Deus.  Achou-O injusto e disse: “Por que eu, tão jovem, dedicada à Igreja, adoeci?”.

Semanalmente faz quimioterapia.  Perdeu os lindos cabelos negros e as sobrancelhas. Um lencinho florido na cabeça sinaliza perda e dor e a obriga a conviver com olhares surpresos, desaprovadores, piedosos. Depois de algum tempo, superou a revolta, e com distante brilho nos olhos, passou a proclamar: “Vou viver. Deus está me devolvendo a verdadeira vida”.

 

Joaquim, 19 anos

Sua namorada o levou a um retiro. Novidade para ele. Ao retornar, a mãe pergunta: “Como foi o retiro, filho?”. Responde: “Beleza! Foi demais conhecer o cara (Jesus). Mas ocorreu um problema, fui o único que não comungou porque não fiz a primeira comunhão”. Disse a mãe: “Não fez porque não quis ir à catequese. E eu insisti que fosse!”.

Então Joaquim decide iniciar o catecumenato e preparar-se para o Sacramento da Comunhão. A mãe, embora se sentindo culpada por haver falhado na educação cristã do filho, vibra de felicidade.

 

Rafael, 9 anos, e Ana, 7 anos

Netos de família cristã. A mãe aproveita, sabiamente, a idade fértil dos pequenos para formá-los na fé. Organiza algumas noites da semana para eles verem filmes sobre a vida de Jesus, de Nossa Senhora de Fátima, São Francisco de Assis, Marcelino Pão e Vinho. Adquiriu jogos interativos de computador sobre a Bíblia e a vida de Jesus. Rafael é catequizando e tem partilhado com a catequista e os amigos suas descobertas  e as histórias da vida de Jesus.


Sabedoria de pais

Nesses relatos percebemos pais sábios e conscientes da responsabilidade de nutrir espiritualmente os filhos. A mãe de Rafael e Ana semeia ensinamentos cristãos no coração e na mente deles. Utiliza a tecnologia atual, os meios que atraem as crianças: o computador e a imagem.  Crianças se encantam e se deixam tocar facilmente por heróis. Jesus tornou-se conhecido e imitado por Rafael e Ana, um verdadeiro herói real na vida dos pequenos.

 E a história de Vitória? Ela traz no nome um lenitivo de vida: vencer! Mas vencer como, o que e para qual vida?  O câncer a consome, mas a luz da fé ilumina sua jovialidade, clareia seus projetos de vida. Na reclusão da dor, um dia depois de uma sessão de quimioterapia, ela ensaia a morte para entender a vida. A pálida jovem desapega-se dos longos cabelos negros. Mesmo tombada, a fé a eleva e lhe dá forças para dizer: “Meus cabelos crescerão e eu me curarei”.

Junto dela, ouve-se uma respiração ansiosa, veem-se lágrimas contidas, percebe-se um terço deslizando entre dedos... Ali está a abençoada, forte e sábia mãe da Vitória, em sua missão terrena, rezando pela filha.


Pais confusos

Há pais com mente do tamanho de um grão de alpiste. Analfabetos em valores espirituais, transmitem o que receberam. Um jurássico ditado alerta: “Damos o que possuímos e nos levamos aonde vamos”.

Pensemos a experiência de Joaquim. Ele balançou o coração da mãe. Ela é gente boa, mas delegara ao filho a decisão que lhe competia.  Joaquim, aos 10 anos, escolhera não ir à catequese, e ela não se impusera. Agora, no retiro, ele passou pelo constrangimento de não poder comungar, sendo excluído da ceia, do banquete.

Ele cobra da mãe a falha ocorrida. Ela se culpa, percebe e reconhece sua negligência. Joaquim, porém, não dramatiza. Supera o fato e perdoa a mãe. Vai alegre à catequese. É acolhido pelo grupo e pelo sacerdote. Tem certeza que fez a opção certa: o catecumenato. E está feliz.

Sensatez e  atitudes firmes são ferramentas indispensáveis aos pais, pois lhes cabe assumir, com segurança, a formação dos filhos. Algumas inconsequências dos filhos são decorrentes da ausência de diretrizes e limites. Aos pais compete cuidar e semear valores no coração dos filhos.

 Maria Mãe, ilumina os pais. Amém!

* Cleusa Thewes é terapeuta familiar e especialista em orientação familiar




Fonte: Família Cristã 925 - Jan/2013
Postado por: Família Cristã




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