Evangelho na comunidade

Data de publicação: 12/04/2013

3º Domingo da Páscoa

14 de abril de 2013 - At 5,27b-32.40b-41; Sl 29 (30); Ap 5,11-14; Jo 21,1-19


Cônego Celso Pedro da Silva*
Arte: Sergio Ricciuto Conte


Sete discípulos veem Jesus ressuscitado na beira domar de Tiberíades. Eles viram, e Jesus se deixou ver. O verbo “ver” é importante neste tempo da Páscoa. É preciso ver o Ressuscitado. Eles viram, mas nem sempre perceberam que se tratava de Jesus. Maria Madalena pensava que fosse o jardineiro. Os discípulos de Emaús não sabiam que o viajante era Jesus. O mesmo acontece conosco. Jesus ressuscitado se deixa ver como jardineiro ou andarilho. Não podemos nos enganar quando com Ele nos encontrarmos.

O Novo Testamento, ao falar dos apóstolos, sempre menciona em primeiro lugar Pedro, Tiago e João. Hoje Jesus ressuscitado é visto por sete apóstolos. Pedro, Tiago e João estão entre eles, mas não encabeçam a lista. Quem encabeça a lista é Pedro, Tomé e Natanael.

Depois vêm os filhos de Zebedeu, que são Tiago e João, mas os seus nomes não são mencionados. E, por fim, dois outros anônimos. Por que Pedro, Tomé e Natanael? São os que não acreditaram, ou tiveram dificuldade em sua profissão de fé. Pedro disse que não conhecia Jesus quando este fora preso. Tomé, para acreditar, tinha que tocar nas chagas de Jesus. Natanael não podia imaginar que de Nazaré saísse alguma coisa boa quando Filipe lhe disse que tinha encontrado o Messias. Pois bem, os três são os primeiros nomeados nesta festa de ressurreição na beira do lago, com peixe e pão preparados pelo próprio Ressuscitado.

Os sete estão com Jesus ressuscitado numa festa pascal na beira do lago. Estão na beira do lago celebrando com Jesus a sua ressurreição. E os dois sem nome somos nós, os discípulos de todos os tempos, que se agregam aos cinco que têm nome formando o número sete, número completo na numerologia judaica de São João. Lá está a Igreja toda, os primeiros e os de agora e os de sempre, celebrando ao ar livre a Missa da Ressurreição, num ambiente cotidiano, fora das estruturas, conforme o estilo de Jesus. É claro que os tempos mudam, os tempos e as circunstâncias, embora nem sempre para melhor. O que não pode mudar é a intuição primeira, o núcleo central do modo de ser de Jesus e de seus apóstolos e discípulos.

A cena se conclui com uma bela conversa pessoal entre Jesus e Pedro andando pela praia. Conversa pessoal, contato íntimo, conversa pastoral. Não são dois gerentes de uma grande firma, nem o proprietário e seu sucessor, ou sócio fundador. É a conversa do único mestre com o aluno. O discípulo é aquele que segue o Mestre, e é esta a última palavra de Jesus para Pedro: “Segue-me”. Pedro, o primeiro Papa, discípulo com os discípulos na escola de Jesus, o Mestre.

Pedro e seus companheiros vão sofrer, vão ter que dar testemunho firme e enfrentar as posições. Com eles, porém, estará sempre o Espírito Santo. “E disso, da morte e ressurreição de Jesus, somos testemunhas, nós e o Espírito Santo, que Deus concedeu àqueles que lhe obedecem.”

*Sacerdote e professor de Sagrada Escritura.




Fonte: Família Cristã 927 - Mar/2013
Postado por: Família Cristã




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