O que ser quando crescer?

Data de publicação: 12/06/2013

Fernando Geronazzo        
                                                               
O momento de escolher a profissão a seguir é o primeiro grande desafio para pais e, sobretudo, filhos

É conhecido o ditado popular que diz que, “os pais criam os filhos para o mundo”. Além de garantir-lhes, saúde, desenvolvimento físico, afeto, ajudá-los na formação do caráter e na transmissão de valores, o que marca a independência de um jovem em relação aos seus pais é quando ele começa a trabalhar. Porém cada vez mais o processo para entrar no mercado de trabalho é mais complexo. E o primeiro grande desafio é a escolha da profissão.

Ainda existem filhos que optam, ou são estimulados a optarem, por seguir a carreira de seus pais. Mas nem sempre o que os pais desejam é o que os filhos realmente querem. Sem contar que há muitos casos em que os próprios pais não tiveram oportunidade para seguir a profissão que desejavam, às vezes por necessidade ou falta de oportunidade. Como, então, orientar os jovens sobre isso?

Cada vez mais surgem iniciativas que visam a ajudar os adolescentes e jovens nessa difícil escolha. São os programas de orientação vocacional. “O trabalho de orientação vocacional começa desde o processo de reconhecimento do adolescente até o conhecimento de suas habilidades e potencialidades para o mercado de trabalho”, explica Karen Fiori, orientadora vocacional em um dos programas do Centro de Promoção Humana Ir. Tecla Merlo, que atende crianças, adolescentes, jovens, idosos e famílias de um bairro carente da zona sul de São Paulo (SP). 

“Alguns adolescentes chegam sem nenhuma noção de que profissão seguir, pois não conhecem suas habilidades. Outros até sonham com alguma carreira, mas conhecem muito pouco das aptidões necessárias para desempenhá-la”, relata Ana Paula da Cruz, psicopedagoga responsável pelo programa.

Papel da escola – Na teoria, a escola tem uma função muito importante para ajudar os adolescentes e jovens a discernir sobre sua profissão. Mas, na prática, a qualidade do ensino básico acaba sendo uma dificuldade para o acesso ao mercado de trabalho. “A legislação até prevê que a escola tem que preparar o estudante para a vida. Mas, na verdade, não é isso que nós encontramos nos currículos da educação básica. A escola acaba sendo um repositório de informações”, salienta Rosa Maria Simone, supervisora de Educação a Distância (EaD) do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), entidade que promove a intermediação entre a escola e o mundo do trabalho a fim de diminuir o vazio existente entre o conhecimento adquirido na escola e as habilidades técnicas requeridas no mundo do trabalho.

O CIEE oferece palestras presenciais para o público de São Paulo e um curso de orientação e informação profissional para jovens de todo o Brasil pelo sistema Educação a Distância (EaD), que levam o estudante a refletir sobre os fatores que interferem na tomada de decisão, conhecer o mundo do trabalho, as novas profissões e os desafios a serem enfrentados. “Nós temos um grupo de orientação e informação profissional que realiza um trabalho que possibilita ao orientando a identificação de interesses, habilidades e aptidões, formulando o mapeamento do perfil profissional, identificando variáveis que interferem nessa escolha e possibilitando revisões periódicas em seu projeto profissional ao longo da vida”, explica Rosa Maria.

Decisão – Gustavo Soares, 16 anos, está bem decidido sobre a profissão a seguir. “Quero ser gastrônomo”, diz. Seu interesse por essa área profissional começou quando ele ainda tinha nove anos. “Quando entrei no curso de Inglês, a professora apresentou algumas profissões, entre elas a Gastronomia. A partir daí eu comecei a me interessar, buscar conhecimento sobre essa profissão. Desde então eu estudo a História da Gastronomia pela internet e também estudo muito Matemática e Conhecimentos Gerais para quando eu for fazer a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) eu tenha uma boa colocação e consiga uma bolsa de estudos para fazer a faculdade de Gastronomia”, conta o jovem, que recebeu orientação vocacional no Centro Tecla Merlo.

Ele também tem consciência de que para alcançar o sonho de ser gastrônomo precisará trabalhar bastante. Por isso, quer usar de sua aptidão na informática para conseguir trabalhar e custear a universidade.

Normalmente os jovens se deparam com todos os fatores que implicam na sua escolha, inclusive a questão dos pais, em quem eles se espelham e muitas vezes interferem nas suas escolhas. Rosa Maria reforça que sempre há tempo de fazer a escolha profissional. “Mesmo que o jovem tenha feito uma escolha ‘errada’, nada impede que ele volte a esse momento de orientação e informação profissional e refaça a sua escolha.”





Fonte: Família Cristã 921 - Set/2012
Postado por: Família Cristã




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