Defender a nossa Igreja

Data de publicação: 25/06/2013

Padre Zezinho, scj

Se alguém ofende a nossa Igreja e nos alteramos, ofendendo a dele, negamos o Cristo. O mundo não ficará melhor com isso, já sabemos aonde leva essa conversa...

Aquele senhor que, visivelmente alterado, defendia a Igreja Católica errou do começo ao fim. Não conhecia a catequese dos santos e, tentando provar que nós católicos somos a melhor Igreja, praticamente afirmou que nós adoramos Maria. Não era a pessoa indicada para defender a nossa Igreja. Mostrou que nunca lera o catecismo católico.

Seu oponente não era melhor. Errou nas datas e nos fatos históricos. Ouvira algum pregador da sua nova Igreja e falou como quem o ouviu, mas não leu os livros que ele disse ter lido. Acusou os católicos de terem matado 10 milhões de evangélicos na Alemanha no tempo de Lutero e culpou o general Inácio de Loyola de haver massacrado os huguenotes na Inglaterra. Foi triste e inquietante ouvir os dois naquele restaurante. Mais triste ainda ver que os presentes à mesa aceitavam tudo passivamente, como se alta cultura fosse. Parecia discussão de corintiano e palmeirense. Um se vangloriando das vitórias do passado, outro exaltando as atuais conquistas do seu time, ambos rindo dos erros do outro e cada um explicando e justificando esta ou aquela eventual derrota do seu timaço.

Diálogo sereno − Não somos obrigados a ficar em silêncio quando alguém ofende a nossa mãe, mas não se resolve o problema chamando a mãe do outro de prostituta ou leviana. Moleques fazem isso, cristãos, nunca! Se alguém ofende a nossa Igreja e nos alteramos, ofendendo a dele, negamos o Cristo. O mundo não ficará melhor com isso. Já sabemos aonde leva essa conversa de demônios do lado de lá e anjos do nosso lado, eleitos e rejeitados, santos e ímpios e salvos e perdidos.

Quando ensinamos que os nossos fiéis estão salvos e os fiéis deles precisam ser convertidos, já começou a mentira. As guerras de fundo religioso começaram com esse tipo de pregação exclusivista e excludente; em geral, também presunçosa e recheada de vaidade. “Nós sabemos mais, entendemos melhor a Bíblia, seguimos melhor o Cristo, amamos mais a Deus, somos mais eleitos e, por isso, Deus está mais conosco do que com vocês que ainda não o conhecem!”. Quem já não ouviu esse tipo de pregação no rádio e na televisão? Não são ingênuos nem ignorantes. Quem faz esse discurso sabe por que o faz e aonde quer chegar. Sabe por que diminui a Igreja do outro e que pontos fracos dela escolheu ressaltar. Sabe também por que oculta os pontos fracos da sua e omite as passagens bíblicas que poderiam dar razão à outra Igreja!

A melhor forma de defender a nossa Igreja naquela hora é dar um sorriso amigo e mudar de assunto. Quando aquele irmão de outra fé quiser de fato dialogar, a gente vai para algum canto onde um mostra para o outro as passagens do livro santo nas quais se baseia e os livros nos quais aprendeu o que pratica. Mas como faremos isso, se não lemos nem a Bíblia nem o catecismo da nossa Igreja? Neste caso, o melhor é despedirmo-nos cortesmente e desejarmos que a mesma luz que ele quer que nos ilumine não acabe por cegá-lo!




Fonte: Família Cristã 921 - Set/2012
Postado por: Família Cristã




Comentários


Comente





Compartilhe este conteúdo:


Veja Também

Dever de tolerância
A tolerância é um dever de todos e um direito de integração à sociedade
Arte e ciência de cuidar
É urgente que nos reencantemos com a arte de cuidar. O futuro depende da resposta a estes desafios
Se bebeu, não dirija!
Os acidentes causados por embriaguez exteriorizam uma irresponsabilidade renitente, que causa danos
29.200 dias, 936 edições
Mensagem de irmã Ninfa Becker, superiora provincial das Irmãs Paulinas no Brasil
Ação entre amigos
Parceiros, colaboradores, entrevistados e, sobretudo, companheiros de caminhada
Início Anterior 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 Próximo Final

Termos mais pesquisados

Busca avançada
Copyright © Pia Sociedade Filhas de São Paulo - Brasil - Direitos Reservados