Evangelho na comunidade

Data de publicação: 20/09/2013

Cônego Celso Pedro da Silva*
Arte: Sergio Ricciuto Conte

Am 8,4-7; Sl 112 (113); 1Tm 2,1-8; Lc 16,1-13

O dinheiro nosso de cada dia – Como faz falta o dinheiro que não temos e como é bom ter o suficiente e até um pouco mais. Todos devem ter sua fonte de renda, e a renda nacional deve ser bem administrada e distribuída em favor de todos os cidadãos. Se há algum problema com o dinheiro é não tê-lo! O administrador infiel da parábola precisava garantir o futuro. Estar sem emprego significa estar sem dinheiro. Ele foi esperto e fez amigos com os bens de seu patrão. Diminuiu a dívida dos devedores, que ficaram muito gratos. O administrador esperava assim encontrar um teto e um abrigo quando se encontrasse em necessidade. De fato, ele não foi honesto para com o seu patrão. Ele foi esperto e fez amigos de maneira desonesta. Com a parábola, Jesus ensina a fazer amigos dentre os pobres com o dinheiro deste mundo, a ser fiel nas pequenas e nas grandes coisas, e a servir a Deus e não ao dinheiro.

A origem do nosso dinheiro – O dinheiro é bom, mas precisamos pensar qual é a origem do nosso dinheiro e qual a sua destinação. O dinheiro pode ser resultado do maltrato dos humildes e da prostração dos pobres da terra. O corrupto, que multiplica desejos e não tem escrúpulos na aquisição de bens para realizá-los, rouba, desvia, explora. Não tem nenhuma sensibilidade para com os outros em geral e com os necessitados em particular. Faz parte do grupo dos debochados do Salmo 1, o grupo mais pernicioso dentre os corruptos, porque seus membros se riem da desgraça alheia.

A oração gratuita – No meio de tanta ambição, rezamos de graça. E rezamos particularmente pelos que nos governam e por todos os que ocupam altos cargos, para podermos levar uma vida tranquila e serena, com toda a piedade e dignidade. Se os que estão em cima são desonestos, os que estão embaixo têm a quem imitar. Por isso rezamos por todos, para que todos sejam honestos. Entre nós rouba-se com facilidade. Ninguém tem o mínimo escrúpulo em se apoderar do que não é seu. Ninguém ou quase ninguém. É bom não amenizar o quadro que é bem verdadeiro, pois ninguém deixa a bolsa no banco quando vai comungar. Por quê?

Nossa vida hoje – Que meu dinheiro seja honesto, adquirido com o suor de meu rosto e não extorquido de ninguém. Não multiplique os desejos para não multiplicar os sofrimentos. Podemos viver muito bem com pouca coisa. A simplicidade faz parte da vida cristã e nos deixa mais leves e livres. De quanta coisa não precisamos. Tudo o que nos desequilibra é pernicioso para a nossa vida. Nem tanto ao mar nem tanto à terra. Comer o suficiente para se ter uma vida sadia, porque não comer dá fome e mata, e comer demais dá indigestão e mata também. Os ricos e poderosos não se converterão com admoestações bíblicas e religiosas em geral, nem mesmo com apelos ao humanismo. Poderão se converter quando perceberem que a vida simples de quem se quer bem traz mais bem-estar e alegria do que a administração de enormes quantias em benefício próprio, quando perceberem que não há necessitados entre aqueles que vivem por causa de Cristo e de seu Evangelho.

*Sacerdote e professor de Sagrada Escritura.





Fonte: Família Cristã 932 - Ago/2013
Postado por: Família Cristã




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