Independência, até que ponto?

Data de publicação: 18/10/2013

Padre Reginaldo Carreira*

Uma bandeira que se levanta sempre quando falamos de adolescência e juventude é a necessidade e a busca por independência! Isso se manifesta na linguagem e na postura que o indivíduo toma diante de seus pais, professores e outras pessoas que têm como tarefa ou obrigação o cuidado com sua conduta e formação. Esse grito por liberdade se revela também nas diversas manifestações próprias desta idade, suas músicas, seus grupos, sua maneira de se divertir...

Conquistar independência nos relacionamentos e na esfera profissional e financeira é absolutamente necessário para que haja um crescimento emocional satisfatório e, consequentemente, se alcance felicidade e bem-estar. O risco que se corre ao querer ser independente é confundir independência com isolamento ou individualismo. Por mais que todos, não só os mais jovens, queiramos independência e liberdade para nos sentirmos mais seguros e donos de nossas vidas, precisamos aceitar que em alguns aspectos somos, e seremos sempre, interdependentes.

Paciência eterna – Algumas ligações humanas são definitivas e imutáveis, como os relacionamentos familiares, de pais e filhos, que podem se deteriorar, mas jamais se romper por completo. Há ainda o relacionamento com Deus, como Pai e Criador que não nos abandona em nenhuma hipótese e que, se pensarmos bem, tem paciência eterna com nossas tentativas de independência d’Ele.

Outro tipo de relacionamento definitivo é o que temos com nosso meio ambiente, com toda a criação de nosso Deus. Não dá para ser cristão de fato, sem assumir nossa interdependência com o planeta, em todas as suas dimensões. Não dá para ter dignidade humana, ser homem e mulher no mundo, sem nos responsabilizarmos com a natureza ao nosso redor e entendermos que toda atitude contra ou a favor dela traz consequências para todos, sem distinção. A intenção desta reflexão é reafirmar nossa interdependência com a humanidade e com a natureza.

Deslizamentos de terra, enchentes e tantos outros acontecimentos trágicos ligados à natureza têm afetado pobres e ricos, sem distinção. Muita solidariedade surge nessas situações.No entanto, não é diferente o que podemos fazer pelo meio ambiente: sejamos solidários com a criação de Deus e atentos ao que podemos fazer por ela, nas pequenas atitudes e compromissos. Na formação de uma consciência crítica e responsável.

*Conferencista, cantor e compositor.




Fonte: Família Cristã 903 - Mar/2011
Postado por: Família Cristã




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