Ação entre amigos

Data de publicação: 06/12/2013

Parceiros, colaboradores, entrevistados e, sobretudo, companheiros de caminhada. Sem eles, posicionados em alguns pontos-chave da Igreja e em suas comunidades, a REVISTA FAMÍLIA CRISTÃ, certamente, não teria chegado aos seus 80 anos de existência. É, portanto, com os nossos caros amigos que, mais uma vez, partilhamos a palavra.

As bênçãos da Mãe!

REVISTA FAMÍLIA CRISTÃ! Mais do que um nome isso vem a ser um programa de ação e de participação, seja na vida da pessoa, da sociedade e da Igreja. Nos 80 anos de vida da publicação, temos que agradecer a Deus o fato de ter suscitado este projeto e ter capacitado homens e mulheres que, ao longo destes anos, escreveram a história profícua desta revista. Sua função na vida das pessoas, da sociedade e da Igreja é de reconhecida  frutuosidade, pois, com seus artigos e suas notícias, ela ajudou e ajuda as pessoas a se formarem, as famílias a se consolidarem, a sociedade a se repensar, a Igreja a evangelizar. Sua contribuição é de levar pessoas e comunidades a refletirem e formarem opinião, sempre sob a luz do Evangelho e dos ensinamentos da Igreja. São 80 anos de êxito na execução da proposta de colaborar na formação de verdadeiras famílias cristãs e das Igrejas domésticas, na edificação da grande família cristã que é a Igreja. Enfim, na construção da sociedade como família cristã, enquanto formada por mulheres e homens, imagens e semelhanças do Criador e destinatários da ação amorosa de Deus. Que o Deus das Misericórdias, por intercessão da Senhora Aparecida, derrame abundantes graças sobre todos os colaboradores desta grande obra, a Revista Família Cristã. E a todos aos quais este precioso dom chegar recebam a luz da ação do Evangelho para se tornarem membros da grande família de Jesus Cristo.

Dom Raymundo Damasceno Assis, cardeal arcebispo de Aparecida (SP) e presidente da (CNBB) Conferência Nacional dos Bispos do Brasil


Presente na vida religiosa

É pouco comum que um veículo de comunicação atravesse os anos e permaneça fiel aos seus princípios e inspiração iniciais. E, ao mesmo tempo, seja capaz de responder aos novos desafios que se apresentam. Por isso, a Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB) participa da alegria da festa dos 80 anos da Revista Família Cristã. Ela faz parte de nossas vidas! Dentre os muitos aspectos que poderia abordar a respeito da relação da publicação com a vida religiosa, destaco uma cena bastante comum em uma casa religiosa: uma sala, uma mesa no centro ou num canto estratégico, com jornais e revistas à disposição da comunidade. Dentre esses, a Revista Família Cristã. Trata-se de uma leitura recorrente em muitas comunidades, como também oferecida às visitas e utilizada como instrumento de trabalho na evangelização.

Na verdade, a publicação está além das casas religiosas. Certa vez, foi perguntado a uma jovem religiosa como ela tinha conhecido a sua congregação. A resposta: “Um dia, vi uma matéria sobre a minha atual congregação na Revista Família Cristã, que tinha na Secretaria da Paróquia. Aquilo chamou minha atenção. Escrevi para o endereço indicado etapa na minha vida”. Como se vê, a vida religiosa, de um modo ou de outro, sempre esteve presente na REVISTA FAMÍLIA CRISTÃ.

Além de ser uma publicação criada por uma família religiosa, ela traz reportagens sobre as experiências de evangelização e a presença missionária da Igreja, por meio de irmãs e irmãos, nas mais diferentes situações. Agora em 2013, alegrou-nos muito o espaço dedicado à Comunidade Intercongregacional da Vila Prudente, um projeto da CRB de São Paulo (SP) para responder aos apelos da evangelização no mundo urbano. Parabéns às Irmãs Paulinas e a toda a equipe da REVISTA FAMÍLIA CRISTÃ! Obrigada por seu trabalho!

Irmã Geni dos Santos Camargo, presidente da Regional São Paulo da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB)

Coragem para novos desafios!

Tive a felicidade de nascer no mesmo ano em que a REVISTA FAMÍLIA CRISTÃ chegou ao Brasil. Porém, meus primeiros contatos com a revista se deram lá por 1950, quando ainda era Congregado Mariano em Sertãozinho (SP). Através da publicação, inteirava-me de fatos que aconteciam na Igreja no Brasil e no mundo. Depois, retomei o contato com ela ao assumir a coordenação da Juventude Operária Católica (JOC), já em São Paulo. Foi a feliz época do Concílio Vaticano II, que trouxe novas luzes para a revista. Ela passou a ter matérias ligadas às questões sociais, superando aquela fase um tanto intraeclesial, como acontecia com a maioria das publicações católicas. Nesse ponto, a REVISTA FAMÍLIA CRISTÃ era das mais avançadas, embora ainda voltada para uma orientação cristã nem sempre encarnada na vida real.

Ela nos deu uma contribuição maior a partir dos anos  difíceis da ditadura militar. Discretamente, abria espaços para reflexões que fazíamos nos núcleos da Pastoral Operária, formada em 1970, quando da nomeação de dom Paulo Evaristo Arns para arcebispo de São Paulo. Também abria espaços para outros movimentos sociais que despontavam como reflexo dos trabalhos de base que aconteciam nas Comunidades Eclesiais de Base (CEBs). E isso em uma época que jornais, rádios e revistas eram censurados pela prepotência do desgoverno militar. Exemplares da publicação entravam em muitas comunidades, tornando-se um bom instrumento de formação humana e cristã para muitos dos seus membros.

Depois, como aconteceu com quase toda a Igreja, a revista sofreu um retrocesso, distanciando-se dos movimentos sociais. Mas hoje nossa esperança se volta para um novo momento da Igreja que desponta com a eleição do papa Francisco. Seu apelo aos cristãos é que se tornem fermento na massa! Estejam menos nas sacristias e mais nos recantos da terra: no trabalho – onde deve imperar a justiça –, nas escolas, nos bairros, na política, nos meios de comunicação. Eis aí um bom e novo desafio para a nossa querida REVISTA FAMÍLIA CRISTÃ!

Waldemar Rossi, membro da Coordenação da Pastoral Operária de São Paulo, ex-integrante da Comissão de Justiça e Paz e militante sindical aposentado

Ajudando a construir aqui o outro mundo possível

Um dos maiores desafios enfrentados pelos que lutam para “mudar o mundo”, como se diz, é o da comunicação. “Mudar o mundo” é querer mais justiça, mais igualdade, mais fraternidade, menos violência, mais paz, mais respeito à natureza, menos egoísmo e individualismo, menos corrupção, mais responsabilidade política, com as pessoas menos voltadas para o “ter”, exacerbado pelo consumismo, em benefício do “ser” mais plenamente humanas. É uma luta, portanto, completamente contra a corrente, num mundo inteiramente dominado pelo dinheiro e pela busca do lucro como objetivo único das atividades humanas. Como essa luta questiona o poder dos que perderão privilégios, os que dominam o mundo fazem tudo o que podem para que ela não aconteça, principalmente manipulando a informação e as consciências, para que os corações e as mentes sejam mantidos submissos, com medo e sem esperança.

Por isso, saudamos com muita alegria os 80 anos da Revista Família Cristã, que conseguiu abrir uma picada de verdade e coragem na selva espessa de interesses anti-humanos dos meios tristemente comercializados de comunicação. Ela não somente abre seu espaço para nossas utopias como muitas vezes até se antecipa a nós, nas decisões que toma sobre o que anos“comunicar”, ajudando-nos a que continuemos a acreditar que “outro mundo é possível” e a lutar por ele. Que continuemos contando com a Revista Família Cristã por muitos e muitos anos. Porque as lutas contra a corrente são muito longas!

Chico Whitaker, arquiteto, político e ativista social. Organizador o Fórum Social Mundial (FSM) e presidente da Juventude Universitária Católica do Brasil nos anos 1950

Jornalismo comprometido com as causas sociais

Estou afetivamente ligado à REVISTA FAMÍLIA CRISTÃ desde criança. Ainda cedo, em minha vida, com muita curiosidade, abri suas páginas para ver as histórias de santos em forma de fotonovelas, ainda em preto e branco. Na adolescência, nos movimentos de juventude, na minha passagem como coroinha, ganhei de minha tia uma assinatura da revista. De lá para cá, nunca mais fiquei longe dela. Aliás, também presenteei meu irmão e minha cunhada com uma assinatura, para que a publicação pudesse ajudá-los na caminhada de casal e família. E não estou arrependido!

É claro que acompanhei as mudanças da revista durante todos esses anos e estou feliz com que vejo hoje. De modo particular, foi gratificante ver a reportagem “Extermínio silencioso”, da jornalista Karla Maria, ser premiada pela CNBB em 2012. Porque essa menina, hoje nossa amiga e colega de profissão, foi nossa paroquiana e fez sua primeira comunhão conosco! E essa juventude dos repórteres da REVISTA FAMÍLIA CRISTÃ cria muitas expectativas positivas. Trata-se de um jornalismo comprometido com as causas sociais e feito com princípios pastorais e teológicos, com a orientação pastoral e a preferência pelos pobres, sofridos e injustiçados. Outro dia, fazendo a produção de programas de rádio, aqui na 9 de Julho, eu vi uma reportagem muito boa na publicação a respeito dos pecados capitais. E não deu outra. Fizemos um programa inteiro inspirado nessa matéria e que teve, depois, também os seus desdobramentos. Assim, a REVISTA FAMÍLIA CRISTÃ tem me acompanhado em toda a minha vida de Igreja. E olhe que, como padre, eu já tenho mais de 20 anos. Confirmo que ela oferece muitos subsídios para os leitores. É com gratidão e alegria que celebramos esses 80 anos. Parabéns, REVISTA FAMÍLIA CRISTÃ!

Padre José Renato Ferreira, diretor geral da Rádio 9 de Julho, da Arquidiocese de São Paulo


Equipe comprometida com a família

Desde que meu marido, Wanderley, e eu participávamos dos movimentos da juventude, lá por volta de 1978, já tínhamos contato com a REVISTA FAMÍLIA CRISTÃ. Não só devido à nossa vida de Igreja, mas porque  conhecíamos a qualidade da publicação. Como já nessa época dávamos palestras em cursos de noivos, e éramos pais jovens, a revista trazia muitos subsídios e reportagens que nos interessavam. Tanto como palestrantes como família. Como o Wanderlei era muito caprichoso, ele gostava de juntar as revistas durante um ano e, depois, encaderná-las. Por isso, tenho quase tudo encadernado. Em resumo, é uma revista que sempre acompanhou nossa família.

Inevitavelmente, acabamos por conhecer a equipe que produz a revista e nos aproximamos das Irmãs Paulinas. Como éramos o casal coordenador da Pastoral Familiar (PF) do Brasil, o Wanderley até passou a escrever  artigos para a publicação. Tornou-se um colaborador. Posso 2013 dizer que crescemos na Igreja e na família ao lado da revista. Tanto que, depois do falecimento do Wanderley, não me afastei da Pastoral Familiar. Continuo como coordenadora da PF no estado de São Paulo, ao lado de uma equipe. Agora também, sigo uma caminhada como cooperadora paulina, participando dos retiros.

A revista? Continua do meu lado. Em uma época que os veículos da grande mídia são tão pouco zelosos com os valores familiares, a Revista Família Cristã tem a virtude de estar ao lado da família. Se hoje sinto que, por exemplo, uma telenovela agride os meus valores, mudo de canal ou desligo a TV. Procuro ver o que há de bom, e aí entra a Revista Família Cristã. Nela há bons artigos de formação, de incentivo e que nos influenciam positivamente. A equipe da Revista Família Cristã é comprometida com o lado positivo da família. E posso dizer que a família tem muita coisa de positivo! A revista precisa seguir em frente com a sua missão.

Maria Célia Pinto, coordenadora da Pastoral Familiar da CNBB para o estado de São Paulo

Longevidade mostra uma capacidade de trabalho

Vivemos hoje na sociedade da informação e da comunicação. Portanto, mais do que nunca é fundamental termos uma mídia católica capaz de ajudar os cristãos a discernir os sinais dos tempos. E aí, creio, entra a Revista Família Cristã. O próprio nome dessa publicação já é um plano de ação e um projeto eclesial que se mostrou um dos mais importantes para a Igreja ao longo de todo o século 20 e também no atual século. Porque uma das maiores dificuldades da Igreja ainda hoje é mostrar que a família é uma célula fundamental para a sociedade e para a pessoa. Uma publicação como a Revista Família Cristã ajuda a retomar essa proposta cristã para toda a sociedade e oferece condições para a comunidade aprofundar o conceito e o sentimento do significado de família. E, assim, enfrentar uma cultura que é cada vez mais contrária a esse projeto familiar.

A longa sobrevivência dessa revista atesta a confiança que a comunidade católica deposita nas Irmãs Paulinas, uma vez que nenhuma publicação se mantém durante tanto tempo assim sem uma credibilidade. Ao mesmo tempo, essa longevidade mostra uma capacidade de trabalho e uma eficiência que, infelizmente, não são tão frequentes dentro da Igreja quanto a gente gostaria que fossem. Logo, esperamos que esse trabalho continue forte e revitalizante, atual e competente na missão de ajudar os cristãos na difícil tarefa de construir uma cultura alternativa e de paz nos nossos tempos.

Francisco Borba, sociólogo e biólogo, coordenador do Núcleo Fé e Cultura da Pontifícia Universidade Católica (PUC), de São Paulo




Fonte: Família Cristã 936 - Dez/2013
Postado por: Família Cristã




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