Evangelho na comunidade

Data de publicação: 24/01/2014

Cônego Celso Pedro da Silva*
Arte: Sergio Ricciuto Conte

26 de janeiro de 2014

3º Domingo do Tempo Comum

Mt 4,12-23 – “O povo que vivia nas trevas viu uma grande luz.”
Is 8,23b – 9,3 – Tu abateste o orgulho dos fiscais.
Sl 26 (27) – “O Senhor é minha luz e salvação, de quem terei medo?”
1Cor 1,10-13.17 – Cristo não me enviou para batizar, mas para pregar a Boa-Nova da salvação.

Os textos bíblicos – João tinha sido preso pelo rei Herodes, e Jesus voltou para a Galileia, não mais para Nazaré, mas agora para Cafarnaum, na beira do lago de Genesaré ou mar da Galileia. Aquele lugar tinha o nome de território de Zabulon e de Neftali, dois filhos de Jacó que se estabeleceram no norte da Galileia quando saíram do Egito. Esta região foi invadida pelos assírios, que eram muito duros e tornaram a vida do povo muito difícil. Todos tinham medo das botas dos soldados. Viviam como se estivessem na escuridão. Quando Jesus vai morar nesse lugar, São Mateus escreve citando o profeta Isaías: “Terra de Zabulon, terra de Neftali, caminho do mar; região do outro lado do rio Jordão, Galileia dos pagãos. O povo que vivia nas trevas viu uma grande luz, e para os que viviam na região escura da morte brilhou uma luz”. O profeta viu que no futuro isso ia acontecer, que as botas iam desaparecer, que as armas de guerra seriam transformadas em instrumento de trabalho. Esta é a visão de São Mateus: Jesus veio para iluminar os que vivem nas trevas de qualquer dominação, para aliviar o peso das botas militares, para transformar armas em instrumentos de trabalho. Veio tirar a carga dos ombros do povo e protegê-lo dos fiscais desonestos, veio trazer a alegria e aumentar a felicidade. Aí está São Mateus nos dizendo que Deus se preocupa com toda a sua criação e com o que há de mais digno nela, o ser humano em todas as suas dimensões. São Paulo escreve que Cristo não o enviou para batizar e sim para pregar a boa notícia da salvação que faz surgir a fé e depois a expressa nos sinais sacramentais. A boa notícia para quem está sem luz é que a eletricidade voltou.

No Tempo Comum, a vida – Quando ouvimos “Eu te farei luz das nações”, “O povo que andava nas trevas viu uma grande luz”, estamos sendo convidados a viver a espiritualidade litúrgica da luz no início deste Tempo Comum. Quem precisa de luz? Nós precisamos de luz, sobretudo da luz do Espírito Santo com os seus sete dons. Precisamos de discernimento, para tomarmos decisões acertadas. Precisamos de sensibilidade humana, para sermos capazes de discernir corretamente. Temos então que somar com os que batalham em favor da dignidade humana, pisada por tantas botas, ser voz de quem não consegue falar, empenhar-nos em obter uma visão ampla do mundo para impedir a construção de armas de guerra. Na visão do profeta, quem traz a luz traz também alegria e felicidade; na visão de Paulo, as divisões entre nós trazem tristeza. Nossos partidos, nosso culto a personalidades, nossos interesses mesquinhos ou nosso carreirismo rompem a vida da comunidade e impedem a transparência da luz. Sermos unidos e concordes no pensar e no falar faz parte da vida na luz. Há muito o que fazer para que as trevas não avancem e façam com que nossas intenções não sejam claras. Nada às escuras. Vida alegre e sincera na luz de Cristo.

*Sacerdote e professor de Sagrada Escritura




Fonte: Família Cristã 936 - Dez/2013
Postado por: Família Cristã




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