Evangelho na comunidade

Data de publicação: 02/05/2014

Cônego Celso Pedro da Silva*
Arte: Sergio Ricciuto Conte


Ano A
4 de maio de 2014

3º Domingo da Páscoa

At 2,14.22-33 – Deste-me a conhecer o caminho da vida.
Sl 15 (16) – Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio!
1Pd 1,17-21 – Fostes resgatados por Cristo.
Lc 24,13-35 – Reconheceram-no ao partir o pão.

Os discípulos de Emaús viram o Ressuscitado. Viram o sepulcro vazio. Viram o quê? Não viram nada, viram o sepulcro vazio. Lá não havia nenhum corpo morto em decomposição. Acabamos de ouvir Pedro dizer na primeira leitura:

“Ele não foi abandonado na região dos mortos, e sua carne não conheceu a corrupção”. Tomé não queria acreditar enquanto não visse Jesus e tocasse em suas chagas. Ele viu, tocou e exclamou: “Meu Senhor e meu Deus”. Depois, os discípulos voltavam para casa desanimados e entristecidos porque tudo tinha terminado em nada.

O Mestre, de quem esperavam tanto, morreu e foi sepultado. Caminham de volta para casa, que ficava na aldeia de Emaús, perto de Jerusalém. Não estão parados. Caminham. Estão nas estradas da vida, e, na estrada, encontram-se com outros caminheiros.

Conversam sobre os últimos acontecimentos que eles pensavam conhecer. São pessoas normais que falam das coisas da vida. Quando nos encontramos, contamos casos, relatamos fatos e damos interpretações. Eles davam sua interpretação sobre o que tinha acontecido naqueles dias em Jerusalém.

Eles achavam que sabiam o que tinha acontecido, e estavam tristes. Um caminhante se juntou a eles e foram conversando.

Na conversa, o caminhante iluminou a mente de Cléofas e seu companheiro com as Sagradas Escrituras. Os fatos receberam a verdadeira interpretação. Jesus estava lá, embora eles não o soubessem. Estava vivo, ressuscitado, saiu vitorioso do sepulcro, venceu a morte, e o rosto dos dois discípulos estava triste. Quando partiram juntos o pão, eles se deram conta de que o caminhante era Jesus, que a interpretação que deram aos acontecimentos não era correta, que não deviam estar em Emaús e, sim, em Jerusalém.

Era hora de desfazer o feito, de refazer o caminho e partilhar com os irmãos de Jerusalém a alegria da ressurreição. Pessoas se encontram, falam dos acontecimentos, iluminam o que falam com a Palavra de Deus, partem juntos o Pão da Eucaristia e voltam ao mundo onde serão presença de ressurreição e vida. “Deus ressuscitou a Jesus, libertando-o das angústias da morte, porque não era possível que ela o dominasse. Eis por que o nosso coração está em festa e a nossa alma rejubila de alegria. Fomos resgatados da vida fútil. Não valemos ouro ou prata, mas o sangue de Jesus Cristo. Já não há razão para ter o rosto triste. Fica conosco, Senhor, pois é tarde e a noite já vem. Nosso coração arde por uma alegria diferente, só compreendida por quem o ouve nas Escrituras e o vê ao partir do pão.

“Esperávamos que ele fosse libertar Israel, mas já faz três dias que essas coisas aconteceram.” Esperavam, e a realização da esperança parecia lenta. No entanto, eles é que eram lentos para crer em tudo o que os profetas falaram. De repente, porém, a tristeza tornou-se alegria, e a desconfiança, fé. Refizeram os passos, refizeram o caminho. É necessário “desandar o andado, desfazer o feito e desviver o vivido”. Foi o que fizeram e rapidamente, na mesma hora. Se nos sentirmos desencaminhados, não tenhamos medo de refazer os passos e voltar para Jerusalém e lá ver com novos olhos o que de fato aconteceu. Não tenhamos medo de mudar, não tenhamos medo de andar. No caminho está Jesus.

*Sacerdote e professor de Sagrada Escritura




Fonte: Família Cristã 940 - Abr/2014
Postado por: Família Cristã




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