Mamãe, o que é sexo?

Data de publicação: 07/08/2014

Rosangela Barboza



Os pais costumam se surpreender quando as crianças perguntam sobre sexo. O melhor é buscar informações sobre a sexualidade infantil e se preparar para dar as respostas.


Mamãe, quando você comeu a sementinha?” − essa foi a pergunta de Vinícius, de apenas 7 anos, quando viu a barriga da sua mãe, Cíntia Prado Niederauer, começar a crescer na gravidez do pequeno Vítor, hoje com 7 meses. “Foi uma surpresa. Eu nunca havia falado sobre esse assunto com ele” − conta Cíntia. E a curiosidade de Vinícius por questões ligadas à sexualidade aumentou. “O que é uma transa?” ou “O que é sexo?” − são algumas perguntas que estão levando Cíntia e o marido, Aylo Niederauer Júnior, a se informarem mais sobre educação sexual para crianças. “Hoje, sabemos que temos de agir com naturalidade e procurar dar respostas breves, a partir daquilo que ele realmente quer saber” − comenta a mãe. É um caminho certo!

Houve um tempo em que o assunto sexo não tinha espaço dentro de casa, mas hoje a realidade é outra. Antes mesmo de as escolas abordarem este tema, as crianças já estavam recebendo um bombardeio de informações através da televisão, da internet e dos amiguinhos. Mas, em casa, o assunto não pode ficar de fora. “A conversa sobre sexo entre pais e filhos está mais frequente e isso aponta uma evolução comportamental importante. É na família o primeiro local em que as crianças devem receber educação sexual, esclarecer dúvidas e construir valores” − destaca Maria Helena Vilela, educadora sexual e fundadora do Instituto Kaplan – Centro de Estudos da Sexualidade Humana.

Trata-se de um diálogo necessário, que reforça o vínculo de confiança entre pais e filhos. “Quando chegarem à adolescência, os filhos vão reconhecer nos pais uma fonte segura de informação, além de terem mais segurança em relação à própria sexualidade” − lembra a educadora. Assim, as probabilidades de uma vida sexual precoce ou mesmo de uma gravidez diminuem, e junto, os riscos das DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis).

No entanto, conversar sobre sexo com os filhos não significa que os pais devam se tornar especialistas. Mas nem toda resposta convence, afinal, histórias como a da cegonha já não convencem mais. “Caso não saibam o que responder nem como responder, podem dizer ao filho que vão pesquisar o assunto” − orienta Maria Helena. Além disso, também não é preciso responder tudo, e em detalhes, o que a meninada quer saber. “Há pais que não colocam limites, pois acham que vão reprimir seus filhos, mas limites fazem parte do ato de educar” − ressalta a educadora sexual, lembrando que é direito dos pais acharem que o filho ainda não tem idade para saber determinado assunto.

Outro cuidado que os pais devem ter é o de não se anteciparem com respostas que não sejam aquelas que as crianças querem obter. Para evitar esse risco, uma dica valiosa: antes de responder, perguntar à criança o motivo de ela estar fazendo aquela pergunta ou, ainda, para que ela quer saber. “Assim, os pais vão entender exatamente qual é a intenção da criança” − salienta Maria Helena. De acordo com a idade da criança, os pais podem, ou não, acrescentar mais informações. O que costuma ajudar os pais nesses momentos é a leitura de livros sobre o tema, direcionados especialmente à criançada. O importante é que eles busquem se informar sobre o assunto para lidar com essas situações, entendendo que a curiosidade, inclusive sobre sexo, faz parte da natureza infantil.

Sexualidade infantil – É fundamental os pais saberem como se desenvolve a sexualidade infantil para entender, por exemplo, que suas perguntas ou seus atos não têm a ver com desejos sexuais. “Se um adulto vê um menino tocando no pipi de outro, pode pensar que se trata de uma criança com tendências homossexuais, mas, na verdade, as crianças se tocam por curiosidade e não por desejo” − explica Maria Helena. Assim, se os pais têm conhecimento básico sobre a educação sexual infantil, vão agir com mais naturalidade e sem tantos constrangimentos.

A partir dos três ou quatro anos, as crianças começam a tocar nos seus órgãos genitais com a intenção de ter uma sensação de prazer, o que é muito natural. Nessa fase, começam as curiosidades sobre sexo: querem saber, por exemplo, por que os meninos têm pipi e as meninas não. Da mesma forma que fazem perguntas inesperadas, as crianças ainda podem expressar essa curiosidade através de gestos, como o de se tocar em público. “Isso não é crime, mas cabe aos pais explicar que elas não podem se tocar na frente dos outros, já que se trata de algo íntimo. É um bom momento de ensinar a elas o que é público e o que é privado” − orienta a educadora.

Pais, atenção!


• Jamais castigue ou subjulgue a criança por ela ter manifestado um comportamento ou uma curiosidade sexual.
• Não responda nada além do que ela perguntou.
• Seja honesto e não minta. A criança poderá checar a informação com outra pessoa e perder a confiança nos pais.




Fonte: Família Cristã 911 - Nov/2011
Postado por: Família Cristã




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