Pega na mentira!

Data de publicação: 03/09/2014

Camila A. T. Silvestre
Voluntária do Movimento Voto Consciente.

A propaganda negativa, praticada de forma mais contundente através da internet, presta-se a desconstruir a imagem de determinado candidato, foge do debate eleitoral e desinforma o eleitor

A propaganda objetiva difundir uma mensagem ao público, com a intenção de criar uma imagem positiva ou negativa sobre algo. É um instrumento que merece a mais ampla atenção, pois através dela se pode estimular a simpatia ou a repulsa a alguém, a partidos políticos ou a ideias. A campanha eleitoral ou a propaganda partidária apenas é legalmente permitida a partir do dia 5 de julho do ano da eleição. Em suma, destina-se a difundir o programa do partido político, em disputa eleitoral, a apresentar os candidatos e a conquistar votos.

Porém, muito tempo antes dessa data, já nos deparamos com campanhas difamatórias, contendo fatos não necessariamente verídicos sobre os supostos candidatos. Essas campanhas fazem uso de todos os recursos da mídia, seja por meio do rádio, da televisão, da imprensa escrita e, mais recentemente, da internet e suas redes sociais.

O crescimento da internet e o extraordinário desenvolvimento das redes sociais proporcionaram à sociedade o instantâneo alcance e um maior acesso às informações, se compararmos com décadas passadas. Isto facilitou sobremaneira a disseminação em massa das tais propagandas políticas negativas. Não se pode enquadrar essas propagandas eleitorais negativas no conceito de propaganda eleitoral antecipada, ou seja, ocorrida antes do dia 5 de julho do ano da eleição. Isto porque os usuários das redes sociais que dão vazão a essa prática maliciosa, em sua grande maioria, não são ligados diretamente a partidos políticos, exigência fundamental para essa caracterização.

Liberdade de expressão – Esse tipo de propaganda negativa, praticada de forma mais contundente por meio da internet, se presta simplesmente a desconstruir a imagem de determinado candidato. Ela foge por completo do debate eleitoral e serve mais para desinformar o eleitor, ao invés de informá-lo sobre as propostas benéficas aos rumos do País. Como as propagandas puramente injuriosas, caluniosas e difamatórias são veiculadas a todo tempo, causam confusão, desorientação e, ao final, acabam por reforçar a descrença dos cidadãos na política do País. A cada propaganda difamatória, o candidato que se sente ofendido pode recorrer ao Poder Judiciário e requerer o seu direito de resposta. Cria-se um ciclo de difamação e réplica em torno dos fatos publicados, afastando-se totalmente da função da campanha eleitoral, que é o debate político com conteúdo político relevante e informativo. Fica prejudicada a eficiência da campanha eleitoral.

É inegável que o direito de criticar o adversário faz parte da liberdade de expressão. Porém, não pode ser confundido com imoralidades, discursos antiéticos ou terrorismo midiático. As campanhas eleitorais não podem servir para desviar a atenção do eleitorado daquilo que realmente interessaria. Ressalte-se que as críticas ao governo e as comparações entre governos e políticos não configuram a propaganda negativa. Se dentro do razoável, fazem parte da campanha eleitoral salutar e compreendem a liberdade de expressão, proporcionando ao eleitor a sua análise individual sobre o que se está propondo. É preciso pensar seriamente sobre os efeitos e a função da propaganda eleitoral negativa e difamatória, sendo imperioso desestimulá-la. Como afirmado, serve mais para confundir e desorientar. O eleitor não possui meios próprios para averiguar a veracidade de cada fato exaustivamente exposto. É evidente o perigo dessa prática!




Fonte: Família Cristã 943 - Jul/2014
Postado por: Família Cristã




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