25 de dezembro de 2014

Data de publicação: 22/12/2014

Ano B – 25 de dezembro de 2014

 

Cônego Celso Pedro da Silva - celsopedro@uol.com.br
Arte: Sergio Ricciuto Conte - www.sergioricciutoconte.com.br

 

Natal do Senhor

Is 9,1-6 – O povo viu uma grande luz.

Sl 95 (96) – Cantai ao Senhor.

Tt 2,11-14 – Ele se entregou por nós.

Lc 2,1-14 – Nasceu o Salvador!

 

"Quando um profundo silêncio envolvia todas as coisas e a noite chegava ao meio do seu curso, sua Palavra todo-poderosa desceu dos céus e do trono real e, qual um implacável guerreiro, arremessou-se sobre a terra condenada à ruína" (Sb 18,14-15).

A liturgia leu este texto como profecia da encarnação do Verbo, mas ele se refere à morte dos primogênitos no Egito. Seu contexto, porém, expressa a vinda definitiva do Verbo, a Palavra que vai julgar a humanidade. Ele se aplica então perfeitamente a esta noite na qual celebramos a primeira vinda e nos dispomos a estar preparados para a vinda final. A noite estava envolvida por um profundo silêncio e já andava adiantada quando a Palavra de Deus irrompeu sobre a terra condenada à ruína. Foi quando a Palavra se fez carne e veio habitar entre nós. Daí para a frente, passamos a viver em torno da Palavra e celebramos a Palavra encarnada nas letras das Escrituras e no seio de uma mulher.

Maria, a mulher, guardava em seu coração tudo o que dizia respeito à Palavra, e meditava. Desde toda a eternidade, o Pai exterioriza a sua Palavra, na qual tudo foi criado. Nes­ta noite, Maria exterioriza a Palavra que está dentro dela, coloca-a à luz do dia para que todos a ouçam, e a Palavra passa a viver entre nós.

O povo que andava na escuridão viu uma grande luz. Nasce um Meni­no. Como são belos os pés de quem pro­clama a Palavra da justiça e da paz. Os anjos anunciam uma grande alegria para todo o povo. A Palavra continua ressoando. Deus nos fala por meio de seu Filho e renova a nos­sa vida no batismo, pelo Espírito Santo que foi derramado em nós.

Quando alguém se torna uma nova criatura e abandona a impiedade com as paixões mundanas e passa a viver neste mundo com equilíbrio, justiça e piedade, um grande silêncio se faz em seu interior e a Palavra se faz ouvir. A exteriorização de toda a realidade interior de uma vida nova em Cristo se dá nos sinais sacramentais. Os sa­cramentos falam porque são sinais da Palavra. A Palavra é ouvida, é meditada, é vivida, ela exorta, ensina, consola, liberta. É uma realidade tão grande, tão envolvente, tão profunda, que se expressa com sobriedade nos sinais sacramentais.

O sacramento, enquanto sinal sen­sível e eficaz, mostra que a graça de Deus está de fato aqui e agora. O sinal é sempre acompanhado da Palavra, porque nele ouvimos o Pai, que está falando por seu Filho Jesus.

Quando nada disso faz parte da vida e o sacramento é celebrado, os sinais essenciais são ampliados à maneira do mundo, aquele que é vivido. Os sinais expressam então os falsos valores do mundo e nenhum da fé. São Paulo nos adverte, em Romanos capítulo 12, versículo 2, a não nos deixarmos esquematizar por este mundo. A sociedade que criamos tem seus esquemas e seus valores. Assimilá-los significa perder o bom-senso e se tornar incapaz de realizar a vontade de Deus. Talvez o Natal esteja sugerindo mais tempo para a Palavra e menos para os ritos!





Fonte: Familia Crista ed. 947
Postado por: Família Cristã




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