Evangelho

Data de publicação: 17/04/2015

Reflexão: Cônego Celso Pedro da Silva - celsopedro@uol.com.br
Arte: Sergio Ricciuto Conte - www.sergioricciutoconte.com.br
Ano B – 19 de abril de 2015
3º Domingo da Páscoa
At 3,13-15.17-19 – Deus o ressuscitou.
Sl 4 (5) – Levanta, Senhor, a luz da tua face.
1Jo 2,1-5a – Observar os mandamentos.
Lc 24,35-48 – Vós sois as testemunhas.

Jesus ressuscitado foi visto por Simão Pedro, e os discípulos de Emaús o reconheceram quando partiam o pão. Falavam disso em Jerusalém quando Jesus se apresentou no meio deles. Ficaram muito alegres e surpresos, mas não podiam acreditar que era ele mesmo. Pensavam até que estavam vendo um fantasma. Não era fácil acreditar que estava vivo aquele que eles tinham visto morrer na cruz. Para provar que era ele mesmo, Jesus lhes mostra as chagas, deixa que toquem nele e pede alguma coisa para comer. Assim mesmo eles ainda duvidavam. Eles não inventaram a ressurreição. Eles viram e acreditaram. Jesus lhes explicou as Escrituras e os fez testemunhas da sua ressurreição. Eles transmitiram aos que vieram depois a sua experiência pessoal com o Cristo vivo, por isso nós também acreditamos sem termos visto.
Depois de ter curado um aleijado de nascença, Pedro fala ao povo que estava no Templo e afirma com clareza que ele e seus companheiros são testemunhas de que Deus ressuscitou Jesus dos mortos e que tudo o que aconteceu foi para que se cumprissem as Escrituras. Pedro está falando para os seus conterrâneos e não tem medo de dizer que eles rejeitaram Jesus e o entregaram a Pilatos, provocando assim a morte do autor da vida, trocando-o por Barrabás, um assassino. No entanto, diz Pedro “sei que vocês e seus chefes agiram assim por ignorância. Permaneçam, pois, abertos para todos os caminhos do perdão e da salvação”.
A fé no Ressuscitado vai à frente dos apóstolos e se deixa ver em atos concretos de solidariedade humana. Um homem sem locomoção desde o seu nascimento foi curado por Pedro em nome de Jesus ressuscitado. Pedro toca no aleijado de nascença, como Tomé tocou nas chagas de Jesus. Fé e obras caminham juntas. Tudo foi acontecendo, da rejeição à profissão de fé, da dúvida à serenidade. Pensavam que fosse um fantasma, mas era Jesus mesmo, ressuscitado.
Fantasmas só existem em nossas mentes, mas fazem parte da cultura dos povos que têm linguagem própria para expressar fenômenos muitas vezes em consequência de doenças. Fantasmas podem ser criados até em laboratórios. No imaginário popular, o fantasma é fluídico, não tem ossos nem carne. Mais uma vez Jesus lhes dirá: “Olhem e toquem”, e decide comer na frente deles. É importante que os apóstolos saibam que Jesus ressuscitado é o Jesus de sempre, que está com eles e os instrui e os torna testemunhas da sua ressurreição.
Em seu discurso, Pedro aborda um tema que causou muito sofrimento aos irmãos da primeira hora, os judeus. Ao afirmar que eles rejeitaram o Santo, pediram a libertação de um assassino e mataram o autor da vida, Pedro procura a motivação de acontecimentos que ele considera reais. Os judeus queriam rejeitar o Santo e o Justo? Queriam matar o autor da vida? Queriam destruir o Messias de Deus? É evidente que não. A ignorância fez com que eles não vissem em Jesus de Nazaré o Santo autor da vida. Nem o povo nem os seus chefes, afirma Pedro. O fato é histórico. Jesus foi condenado à morte de cruz. Alguém o entregou e alguém o condenou, e alguém o executou. A maldade de tal atitude não pode ser imputada a indivíduos da época, e sim ao pecado do mundo, que continua a agir e a matar Cristo, a vítima de expiação de nossos pecados e do mundo inteiro.


Leituras e Salmos (20 a 25 de abril)
2ªf.: At 6,8-15; Sl 118 (119); Jo 6,22-29.
3ªf.: At 7,51 – 8,1a; Sl 30 (31); Jo 6,30-35.
4ªf.: At 8,1b-8; Sl 65 (66); Jo 6,35-40.
5ªf.: At 8,26-40; Sl 65 (66); Jo 6,44-51.
6ªf.: At 9,1-20; Sl 116 (117); Jo 6,52-59.
Sáb.: 1Pd 5,5b-14; Sl 88 (89); Mc 16,15-20.




Fonte: FC ediçao 951-MAR 2015
Postado por: Família Cristã




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