Evangelho

Data de publicação: 22/05/2015

Reflexão Cônego Celso Pedro da Silva - celsopedro@uol.com.br
Arte Sergio Ricciuto Conte - www.sergioricciutoconte.com.br

Ano B – 24 de maio de 2015
Pentecostes
At 2,1-11 – Ficaram cheios do Espírito Santo.
Sl 103 (104) – Mandas teu Espírito e renovas a face da terra.
1Cor 12,3b -7.12-13 (Gl 5,16-25) – Formamos um só corpo, no Espírito.
Jo 20,19-23 (Jo 15,26-27; 16,12-15) – Recebei o Espírito Santo.

No quinquagésimo dia depois da Páscoa, quando os judeus celebravam a festa das semanas, o Espírito Santo se manifestou sobre a comunidade de Jesus reunida no Cenáculo em Jerusalém. Manifestou-se como se manifesta o Espírito, impulsionando, dando coragem, abrindo espaço, aproximando. Cheios de coragem, os apóstolos, até então trancados na sala onde tinham celebrado a última ceia com Jesus, saem para fora ao encontro do povo que enchia a cidade de Jerusalém para a festa, e anunciam que Jesus está vivo. Havia em Jerusalém gente de todo canto, com uma variedade de línguas, e todos entendiam o que os apóstolos anunciavam, porque anunciavam as maravilhas de Deus. Não estavam ébrios. Falavam com clareza, como falamos quando queremos transmitir alguma mensagem.
A primeira pregação apostólica no dia de Pentecostes não segue as orientações de Jesus. Jesus sempre disse que deviam anunciar o Reino, que o Reino de Deus estava próximo, e mostrar com sinais tal proximidade. Jesus nunca disse para anunciar a ele mesmo. No entanto, Pedro começa falando da pessoa de Jesus, morto e ressuscitado. Convoca todos à conversão e ao batismo em nome de Jesus para a remissão dos pecados com a promessa do dom do Espírito Santo. A aparente contradição entre Jesus que anuncia o Reino e Pedro que anuncia Jesus se desfaz se identificarmos Jesus com o Reino. Se aceito Jesus, trabalho para que o Reino aconteça. Se trabalho para que o Reino aconteça, estou fazendo o que Jesus quer. Aqui entra a presença do Espírito Santo que se manifestou no dia de Pentecostes. Ele nos leva a uma união íntima e profunda com a pessoa de Jesus e nos coloca silenciosa e respeitosamente no meio do povo para que o Reino aconteça.
Os sinais do Reino são o cego que enxerga, o paralítico que anda, o abandonado acolhido. Quem mostra amor para com os mais esquecidos faz o que Jesus quer e revela que o Espírito Santo está ativo nele, porque “o amor de Deus foi derramado em nosso coração pelo Espírito Santo que nos foi dado”. Quem dá de comer a quem tem fome e de beber a quem tem sede faz o que Jesus quer e será acolhido por ele no céu, mesmo sem tê-lo conhecido nesta terra. Quem faz o que Jesus quer e o conhece persevera no bem que faz e não desanima, porque conhece o amor. Quem conhece Jesus e não faz o que ele quer contradiz a si mesmo, e a verdade não está nele.
O Espírito Santo manifestou-se empurrando os apóstolos para fora do Cenáculo, colocando-os em contato direto com o povo que tinha vindo para a festa. Deu-lhes coragem e a linguagem do amor para que fossem entendidos por todos. Os que aceitaram o Cristo anunciado pelos apóstolos começaram a viver de tal modo que não havia necessitados entre eles. Não se tornaram cooperativa. Tornaram-se comunidade de irmãos, eles mesmos sendo agora o sinal por excelência da chegada do Reino. A comunidade por eles formada no Espírito Santo torna-se amostra do que Deus quer para todos nesta terra e amostra do que nos espera no céu. Nada disso acontece sem o impulso do Espírito que leva o cristão a uma vida profunda de amor a Deus e de presença gratuita e amorosa junto a todas as pessoas. Nada disso acontece sem uma conversão contínua no Espírito, cujas obras do Espírito superam as obras da carne.


Leituras e Salmos (25 a 30 de maio)

2ªf.: Eclo 17,20-28; Sl 31 (32); Mc 10,17-27.
3ªf.: Eclo 35,1-15; Sl 49 (50); Mc 10,28-31.
4ªf.: Eclo 36,1-2a.5-6.13-19; Sl 78 (79); Mc 10,32-45.
5ªf.: Eclo 42,15-26; Sl 32 (33); Mc 10,46-52.
6ªf.: Eclo 44,1.9-13; Sl 149; Mc 11,11-26.
Sáb.: Eclo 51,17-27; Sl 18 (19); Mc 11, 27-33.




Fonte: FC ediçao 952-ABRIL- 2015
Postado por: Família Cristã




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