Evangelho na Comunidade

Data de publicação: 29/05/2015

Ano B – 7 de junho de 2015
10º Domingo do Tempo Comum    


Gn 3,9-15 – Onde estás?
Sl 129 (130) – Clamo a ti, Senhor.
2Cor 4,3-18 – 5,1 – Eu tive fé e, por isso, falei.
Mc 3,20-35 – Ao seu redor estava muita gente.

Reflexão Cônego Celso Pedro da Silva
Arte Sergio Ricciuto Conte
   
Terminamos o Tempo da Quaresma e da Páscoa e reiniciamos o Tempo Comum no domingo passado, com a solenidade da Santíssima Trindade. O Evangelho que lemos neste ano, sobretudo no Tempo Comum, é o Evangelho de Marcos. Ele nos apresenta Jesus como aquele que veio enfrentar o poder demoníaco e restaurar a dignidade humana abatida pelo demônio, pelo pecado, pela morte. O demônio age por meio de pessoas como nós, que tiram a dignidade de homens e mulheres e impedem sua plena realização como seres humanos. O demônio tem seus agentes que corrompem tudo o que tocam. Isso não acontece simplesmente por impulso da natureza ou por circunstâncias. Há uma liberdade que toma decisões.
O relato do paraíso nos diz que uma decisão foi tomada dentro do quadro histórico da humanidade, uma decisão oposta à vontade de Deus, ou simplesmente uma decisão errada com suas consequências. A partir daí a corrupção se generaliza e é alimentada pelas decisões livres de homens e mulheres ao longo das gerações que se sucedem. O demônio entra em ação travestido de serpente. Oferece aos primeiros pais um produto bonito e saboroso, com a falsa promessa da sabedoria. Na busca de uma vida sábia, deixam-se dominar pelas forças da morte. Resta, porém, uma promessa que alimenta a esperança: a descendência da mulher ferirá a cabeça da serpente. O descendente vem de uma mulher que em momento algum estabelece amizade com a serpente. Esta mulher não reforça as decisões dos agentes da serpente.
Jesus se opõe ao poder demoníaco, expulsa os demônios e, no entanto, é acusado de estar possuído pelo príncipe dos demônios e de agir pela força de Belzebu. O texto de Marcos diz simplesmente que Jesus não é agente do demônio, mas age com a força do Espírito Santo e que é compreensível que nem todos entendam o que ele está fazendo, nem mesmo os seus familiares. No entanto, com a ajuda de Mateus e de Lucas este acontecimento adquire uma dimensão mais ampla. O que foi que Jesus fez para ser acusado por seus opositores? Ele curou um possesso que era mudo, diz São Lucas; que era mudo e cego, diz São Mateus. Ora diz Jesus, se eu devolvo a um homem a sua dignidade pela força de Satanás, vamos ficar contentes, porque Satanás está lutando contra si mesmo.
Que vocês não me entendam e falem mal de mim, é compreensível. Vocês não sabem quem eu sou. O que não é compreensível é que vocês não fiquem felizes com a cura deste homem. Isto é pecar contra o Espírito Santo, contra o Amor. Não é fácil saber quem eu sou; mas permanecer indiferente diante de um ser humano igual a você, isso não é aceitável. Isso não tem perdão. Para ver as coisas invisíveis, é preciso ter fé, como ensina São Paulo, mas para ver o outro que, é humano como você, basta ter olhos. Não basta ter olhos. É preciso ser sensível, e o demônio tira de nós a sensibilidade e nos mergulha no mar da indiferença.
Os seguidores de Jesus são sustentados pelo espírito de fé. Creem e por isso falam, de forma intrépida, enfrentando cada dia o poder demoníaco. Podemos alimentar tal poder fomentando decisões erradas, e podemos ser irmão, irmã e mãe de Jesus fazendo a vontade do Pai. No paraíso, a serpente levou os primeiros pais a não fazer a vontade do Criador, e o mundo se desequilibrou.


Leituras e Salmos (8 a 13 de maio)
2af.: 2Cor 1,1-7; Sl 33 (34); Mt 5,1-12.
3af.: 2Cor 1,18-22; Sl 118 (119); Mt 5,13-16.
4af.: 2Cor 3,4-11; Sl 98 (99); Mt 5,17-19.
5af.: At 11,21b-26; 13,1-3; Sl 97 (98); Mt 10,7-13.
6af.: Os 11,1.3-4.8c-9; Cânt.: Is 12,2; Ef 3,8-12.14-19; Jo 19,31-37.
Sáb.: Is 61,9-11; Cânt.: 1Sm 2,1.4-8; Lc 2,41-51.




Fonte: Familia Crista ed. 953/Maio de 2015
Postado por: Família Cristã




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