O Evangelho na Comunidade

Data de publicação: 29/06/2015

Ano B – 5 de julho de 2015, 14º Domingo do Tempo Comum 
Primeira leitura: Ez 2,2-5 Houve um profeta entre eles.
Salmo: Sl 122 (123) Piedade de nós, Senhor.
Segunda leitura: 2Cor 12,7-10   Basta-te a minha graça.
Evangelho: Mc 6,1-6 Ele se admirava da incredulidade deles.

Basta-te a minha graça; pois é na fraqueza que a força se realiza plenamente (2Cor 12,10)

Deus nos prova para que a soberba não tome conta de nós. Que ninguém atribua a si mesmo aquilo que pertence a Deus. “Basta-te a minha graça, pois é na fraqueza que a força se manifesta”

Reflexão
 Cônego Celso Pedro da Silva
Arte Sergio Ricciuto Conte

Jesus está na sinagoga de Nazaré e nos arredores da cidade. Sente que não é bem-aceito, mas continua percorrendo as aldeias da redondeza. Participa do culto sabático como qualquer um, prega, não é bem acolhido por ser qualquer um. A falta de fé impede os milagres. Jesus, porém, persevera e continua ensinando nas aldeias vizinhas.
Jesus está em Nazaré, cidade em que se criou, onde viveu sua infância e sua juventude. Agora ele é adulto, já fez a sua aparição pública e tem seguidores. Seus discípulos o acompanham. Na sexta-feira à noite, quando o sol se põe, os judeus dão início ao descanso sabático. Reúnem-se e acolhem o Shabbat que chega como se fosse uma pessoa e não simplesmente um dia. No sábado pela manhã, reúnem-se de novo e leem as Escrituras, em primeiro lugar uma passagem do Pentateuco, que chamam de Torá, e depois fazem a leitura de um profeta. Como bom judeu, Jesus foi à sinagoga de Nazaré e depois das leituras tomou a palavra e começou a transmitir os seus ensinamentos. Falava bem, falava com sabedoria e, sobretudo, ensinava transmitindo palavras de vida. O que para nós é bonito, para os ouvintes de então pareceu estranho e começaram as murmurações. Gostaram do que ela falava, mas não aceitaram a verdade transmitida porque não aceitaram a pessoa de Jesus.
 Afinal, quem era Jesus? Não era um deles, um como eles? Era um carpinteiro conhecido de todos, assim como sua família. E aí aconteceu o que acontece sempre: eu não aceito o que ele está dizendo porque é ele que está dizendo. Barreiras de preconceito impedem a visão da verdade. Nem milagres aconteceram, não porque Jesus não quisesse, mas porque eles não tinham fé. Jesus curou alguns doentes e ficou admirado com a falta de fé dos nazarenos. O próprio Jesus se defronta com algo inesperado. O que está acontecendo? Por que essa reação negativa? Jesus, porém, não desistiu. Continuou ensinando nos povoados vizinhos.
O discípulo missionário não pode se iludir. É essa a realidade. Vivemos entre rebeldes, gente de cabeça dura e coração de pedra, o que não deve nos impedir de perseverar corajosamente e continuar saindo e ensinando. Podem não escutar, mas o profeta não se ausentou. Não ouviram, mas um profeta esteve aqui. Se o profeta desanima e desiste, então, sim, cria-se o vácuo. O Senhor está entre nós, e nós o vemos no profeta que permanece.
Estamos convencidos da grandeza das revelações que nos foram transmitidas. Estudamos, lemos e meditamos, vemos o testemunho daqueles que creem e nos admiramos de que nem todos percebam a beleza da revelação de Deus, mesmo os batizados. Deus nos prova para que a soberba não tome conta de nós. Que ninguém atribua a si mesmo aquilo que pertence a Deus. “Basta-te a minha graça, pois é na fraqueza que a força se manifesta”, ressoa em nossos ouvidos. Quando nos sentimos fracos, é então que somos verdadeiramente fortes. Trabalhamos muito com poucos resultados, ficam conosco os mais fracos e os menos influentes, sentimos o desprezo dos prepotentes e percebemos a zombaria dos que têm dinheiro e poder, e então rezamos e continuamos. Levantamos nossos olhos para aquele que habita nos altos céus. Que ele tenha piedade de nós e nos anime para continuarmos andando pelos povoados da redondeza.

Leituras e Salmos (6 a 11 de julho)
2af.: Gn 28,10-22a; Sl 90 (91); Mt 9,18-26.
3af.: Gn 32,23-33; Sl 16 (17); Mt 9,32-38.
4af.: Gn 41,55-57; 42,5-7a.17-24a; Sl 32 (33); Mt 10,1-7.
5af.: Gn 44,18-21.23b-29; 45,1-5; Sl 104 (105); Mt 10,7-15.
6af.: Gn 46,1-7.28-30; Sl 36 (37);Mt 10,16-23.
Sáb.:Gn 49,29-32;50,15-26a; Sl 104 (105); Mt 10,24-33.




Fonte: Família Cristã, edição de junho de 2015
Postado por: Família Cristã




Comentários


Comente





Compartilhe este conteúdo:


Veja Também

Evangelização, sim!
Para Francisco, a evangelização não pode confundir-se com o clericalismo nem com o proselitismo.
O Anjo Bom do Brasil
Irmã Dulce,a religiosa que conquistou o coração do povo brasileiro será canonizada.
Mesa da Palavra
13º. Domingo do Tempo Comum - Ano C • 30 de junho de 2019 - Solenidade de São Pedro e São Paulo
Mesa da Palavra
A fé cristã professada pela Igreja Católica é de tal forma complicada, que só pode ser verdadeira.
Mesa da Palavra
Solenidade de Pentecostes.Quando ele vier, conduzirá os discípulos à plena verdade.
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Próximo Final

Termos mais pesquisados

Busca avançada
Copyright © Pia Sociedade Filhas de São Paulo - Brasil - Direitos Reservados