O Evangelho na Comunidade

Data de publicação: 29/06/2015

Ano B – 26 de julho de 2015

17º Domingo do Tempo Comum

2Rs 4,42-44 – “Dá ao povo para que coma”.
Sl 144 (145) – Sacias o desejo de todo ser vivo.
Ef 4,1-6 – Levem uma vida digna de sua vocação.
Jo 6,1-15 – Tomou os pães, deu graças e distribuiu.

Juntai os pedaços que sobraram, para que nada se perca (Jo 6,12). A partilha começou com o menino que ofereceu o que tinha e se multiplicou com a intervenção do poder de Jesus.

Reflexão Cônego Celso Pedro da Silva
Arte Sergio Ricciuto Conte

Iniciamos a leitura do capítulo sexto do Evangelho de São João. Este capítulo é considerado “eucarístico”. São João não fala da instituição da Eucaristia na última ceia. Ele introduz o relato do lava-pés, significando que é esse o sentido da Eucaristia, o serviço fraterno. Em compensação, ele tem um capítulo inteiro sobre o Pão da Vida, que é em primeiro lugar a pessoa de Jesus e também o Pão sacramental. A multiplicação dos pães abre o tema de Cristo, Pão da Vida e Sacramento da Eucaristia. A multiplicação dos pães mostra a necessidade que todos temos de alimento e como Jesus está comprometido com essa necessidade. É algo que lhe diz respeito e com o qual ele se preocupa.
Nesse ato, ele se revela o profeta por excelência, anunciado por Moisés no livro do Deuteronômio, alguém que surgiria no meio do povo no futuro. O povo reconhece em Jesus o profeta semelhante e superior a Moisés, mas quer fazê-lo rei ou governante para que não falte o pão de cada dia. Esse será um bom governante que não deixará o povo passar fome. O povo está certo, mas Jesus não veio para isso. Ele se retira sozinho para o monte onde estava antes. O seu Reino não é deste mundo. Este mundo tem que encontrar seus próprios caminhos.
Como sempre uma grande multidão está atrás de Jesus porque ele curava os doentes. Jesus se senta na encosta de um monte com os seus discípulos. A festa da Páscoa estava próxima. Páscoa, a grande passagem, Jesus e os seus sentados no chão, o povo doente, e agora com fome. Este é o sentido da festa do Pão sem fermento, a festa da Páscoa: nós, sentados no chão no meio do povo doente e faminto. Como alimentar toda essa gente, senhores apóstolos? Vocês percebem que o povo tem fome? Vocês têm sugestões para solucionar o problema?
Filipe e André entram em cena. Os dois estão sempre juntos no Evangelho de São João. Filipe tem uma solução na qual ele não acredita. Dinheiro e muito dinheiro. Com dinheiro podemos comprar todo o pão do mundo. Mas onde está o dinheiro? André apresenta outra solução, na qual ele também não acredita. Estava lá um menino com cinco pães de cevada e dois peixes. O menino oferecia o que tinha, mas o que significavam esses sete alimentos para uma grande multidão? Dinheiro não tinham, e o que tinham de pão e peixe era muito pouco. Para dizer que esse muito pouco com Deus era muito, São João, que está escrevendo o Evangelho, usa cinco vezes a palavra “pão” e duas a palavra “peixe”. Eram cinco pães e dois peixes. A soma dá sete, número perfeito na numerologia bíblica. Há algo mais além das aparências.
Jesus está diante de duas soluções, uma rica e outra pobre. Ele escolhe a solução pobre, menos fácil porque supõe partilha. A partilha começou com o menino que ofereceu o que tinha e se multiplicou com a intervenção do poder de Jesus. Não sabemos como se deu a multiplicação. Sabemos que todos comeram e ainda sobraram doze cestos cheios de pão. Doze cestos porque doze eram os apóstolos que não podiam andar com cestos vazios, nem eles mesmos se apresentarem vazios diante do povo faminto.
Assim começa o capítulo do Pão da Vida. Eliseu, o profeta, também multiplicou vinte pães para cem pessoas. Tudo dá certo se a gente der suporte uns aos outros com paciência e com amor.

Leituras e Salmos (27 de julho a 1 de agosto)
2af.: Ex 32,15-24.30-34; Sl 105 (106); Mt 13,31-35.
3af.: Ex 33,7-11; 34,5b-9.28; Sl 102 (103); Mt 13,36-43.
4af.: 1Jo 4,7-16; Sl 33 (34); Jo 11,19-27 ou Lc 10,38-42.
5af.: Ex 40,16-21.34-38; Sl 83 (84); Mt 13,47-53.
6af.: Lv 23,1.4-11.15-16.27.34b-37; Sl 80 (81); Mt 13,54-58.
Sáb.: Lv 25,1.8-17; Sl 66 (67); Mt 14,1-128.




Fonte: Família Cristã, edição de junho de 2015
Postado por: Família Cristã




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