Evangelho na Comunidade

Data de publicação: 04/09/2015

Ano B – 6 de setembro de 2015 - 23º Domingo do Tempo Comum

Is 35,4-7a – Coragem! Nada de medo!
Sl 145 (146)  – O Senhor reina para sempre.
Tg 2,1-5 – A fé em Cristo não admite acepção de pessoas.
Mc 7,31-37 – Tudo ele tem feito bem.

"O Senhor ampara todos os que caem" ( Sl 145,14)

Diz o profeta Isaías que não devemos ter medo porque Deus vem para vingar, para recompensar e para salvar. Aqui andam juntas em Deus a vingança, a recompensa e a salvação. Vingar pode significar tirar desforra, pagar na mesma moeda, ficar satisfeito, compensar, mas também alcançar o fim desejado, alcançar o que se quer, vencer. A salvação acaba sendo a compensação dada de graça a quem passou por tanta trabalheira nesta vida. O cego começa a enxergar, e o surdo começa a ouvir. O coxo salta e o mudo fala, brota água no deserto. Vinga-se a terra seca como vingam as flores pouco a pouco em frutos. A isso tudo chamamos de sinal messiânico. Alguma coisa diz que o Salvador está chegando. Foi assim que andando de Tiro à Decápole, passando pelo mar da Galiléia, Jesus se encontra com um surdo gago. Seus amigos intercedem por ele.
Jesus se afasta com aquele homem diminuído em suas capacidades e discretamente o cura. Sem expô-lo à curiosidade da multidão, sem cenas nem teatro, quedas ou gritos. Jesus coloca os dedos nos ouvidos do surdo e com a própria saliva toca na língua deste homem que fala com dificuldade, e o milagre acontece. Está dado o sinal. Ele faz bem todas as coisas, faz o surdo ouvir e o mudo falar. O evangelista registrou a palavra dita por Jesus em aramaico: Efatá (’ippatah), que quer dizer “abre-te”.
Hoje tudo isso acontece quando somos batizados. No ritual antigo, o padre dizia a palavra efatá e tocava nos ouvidos e na boca das crianças que iam ser batizadas. Como o rito apenas mostra a realidade, a realidade continua. Quando somos batizados, abrem-se os nossos ouvidos e solta-se a nossa língua para a profecia. Podemos proclamar que Deus é nosso Pai e louvá-lo. Podemos ouvir pelos que não escutam e dizer pelos que não falam, seja porque não querem, seja porque não podem. A vingança de Deus nos impele a fazer com que ouçam os que fazem ouvidos moucos assim como nos impele a falar pelos que não têm voz nem vez.
Ao dizer o que se ouviu e repetir o que se viu, é preciso fazê-lo com exatidão. Isso dignifica que o que dizemos corresponde não só ao que ouvimos, mas também à imagem que se formou em nossa mente. O contrário seria mentira. A imagem projetada por Jesus é a de alguém que, com a imposição das mãos, pode curar um surdo gago. Ele é visto perambulando. Vai de um lado para outro fazendo bem todas as coisas. Nesse vai e vem depara-se com a realidade da vida, dela se aproxima e sobre ela se debruça. Jesus usa ritos, e o faz para curar a surdez e a gagueira, usa ritos para exercer a vingança, a compensação, a salvação. Não são ritos teatrais.
Aí está de novo São Tiago a pedir a verdade dos gestos. A boa ordem da assembleia importa na medida em que leva em consideração as pessoas que nela se encontram. A composição da assembleia é sinal messiânico e sinal da visão que temos dos outros a partir das ideias que povoam a nossa mente. Para este, um bom assento; para aquele, a terra fria. A fé que temos em Nosso Senhor Jesus Cristo glorificado não admite acepção de pessoas. Por trás da roupa surrada ou do belo vestido está o ser humano, filho do Deus altíssimo. Como atualizar os sinais que indicam quem é Jesus e que formamos a comunidade dos seus seguidores?

Leituras e Salmos (7 a 12 de setembro)
2ªf.: Cl 1,24 –2,3; Sl 61 (62); Lc 6,6-11.
3ªf.: Mq 5,1-4a ou Rm 8,28-30; Sl 70 (71); Mt 1,1-16.18-23.
4ªf.: Cl 3,1-11; Sl 144 (145); Lc 6,20-26.
5ªf.: Cl 3,12-17; Sl 150; Lc 6,27-38.
6ªf.: 1Tm 1,1-2.12-14; Sl 15 (16); Lc 6,39-42.
Sáb.: 1Tm 1,15-17; Sl 112 (113); Lc 6,43-49.




Fonte: Edição 956, agosto de 2015
Postado por: Família Cristã




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