Liturgia da Palavra

Data de publicação: 26/11/2015

Ano C – 29 de novembro de 2015 - 1º Domingo do Advento
Jr 33,14-16 – Senhor-nossa-justiça
Sl 24 (25) - O Senhor indica o caminho certo
1Ts 3,12–4,2 -  O Senhor vos faça crescer no amor
Lc 21,25-28.34-36 – Vossa libertação está próxima

"Guia os humildes na sua justiça"(Sl 25,9)


Reflexão:
Cônego Celso Pedro da Silva
Arte: Sergio Ricciuto Conte

Na segunda semana do Advento, exatamente no dia 8 de dezembro, solenidade da Imaculada Conceição de Nossa Senhora, tem início o Jubileu Extraordinário da Misericórdia. Extraordinário é o jubileu, não, porém, a misericórdia de Deus revelada por Jesus de Nazaré. Jesus Cristo é o rosto da misericórdia do Pai.
Estamos iniciando o Tempo do Advento, no qual esperamos a realização dos bens prometidos por Deus à Casa de Israel e à Casa de Judá. Deus prometeu fazer valer a Lei e a Justiça na terra, para que o povo viva tranquilo e possa dizer confiante: “O Senhor é a nossa justiça”. Ele é o Deus da nossa salvação, ele é piedade e retidão. Mostra-nos o seu caminho, sua verdade nos orienta, dirige os humildes na justiça e reconduz os pecadores ao bom caminho. Seus caminhos são verdade e amor. Ele se torna íntimo daqueles que o temem. Jeremias e o salmista mostram-nos o rosto misericordioso do nosso Deus, e queremos ver esse rosto que é Jesus Cristo. Vamos celebrar o Natal recordando sua vinda na humildade enquanto esperamos sua vinda na glória. O Senhor que veio é aquele que virá e que está vindo cada dia. Que Deus nos dê a graça de esperá-lo e acolher sua chegada de pé, atentos e vigilantes em oração, não prostrados insensíveis por causa da gula, da embriaguez e das preocupações da vida.
Neste ano santo da misericórdia esperamos ver o rosto misericordioso do Pai em seu Filho que vem, e gostaríamos que o mundo visse em nós, discípulos de Jesus, o rosto misericordioso do Pai. Na Liturgia de hoje, São Paulo indica caminhos aos tessalonicenses, válidos sobretudo na celebração do jubileu da misericórdia. Paulo afirma que ama os tessalonicenses e que ensinou a eles como viver para agradar a Deus. Pede então a Deus que aumente e transborde o amor entre eles e para com todos. Nisso consistirá uma santidade sem defeitos aos olhos de Deus. É preciso, no entanto, progredir. Aí está a palavra- chave: amor. Não, porém, estático, mas amor que aumenta e transborda dentro e fora da comunidade. Escreve o papa Francisco na Bula de Proclamação do Jubileu que “a misericórdia de Deus não é uma ideia abstrata, mas uma realidade concreta, pela qual ele revela o seu amor como o de um pai e de uma mãe que se comovem pelo próprio filho até ao mais íntimo das suas vísceras. É verdadeiramente caso para dizer que se trata de um amor visceral. Provém do íntimo como um sentimento profundo, natural, feito de ternura e compaixão, de indulgência e perdão”. É o que o papa espera de todos nós, na prática, como Paulo desejou que vivessem os de Tessalônica para agradar a Deus.
Queremos estar de pé quando o Senhor chegar para vermos sua face misericordiosa. Para isso nossos corações não podem estar insensíveis, isto é, pesados como se fossem de pedra que não sente nada, insensíveis. A gula, a embriaguez e as preocupações da vida podem endurecer o nosso coração, que deixará de ser misericordioso. Misericordioso é o coração que se compadece. Podemos fazer um exame de consciência no início deste Advento sobre a bebida, a comida e a preocupação com as coisas que temos ou não temos? Quanta tristeza por causa da bebida sem medida! Quanta injustiça na comida farta e na comida que falta! Quanto sofrimento na multiplicação de desejos de coisas que abafam as pessoas!

Leituras e Salmos (30 de novembro a 5 de dezembro)
2ªf.: Rm 10,9-18; Sl 18 (19); Mt 4,18-22.
3ªf.: Is 11,1-10; Sl 71 (72); Lc 10,21-24.
4ªf.: Is 25,6-10a; Sl 22 (23); Mt 15,29-37.
5ªf.: Is 26,1-6; Sl 117 (118); Mt 7,21.24-27.
6ªf.: Is 29,17-24; Sl 26 (27); Mt 9,27-31.
Sáb.: Is 30,19-21.23-26; Sl 146 (147A); Mt 9,35–10,1.6-8.




Fonte: Edição 958,outubro de 2015
Postado por: Família Cristã




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