Liturgia da Palavra

Data de publicação: 05/02/2016

Ano C – 7 de fevereiro de 2016 - 5º Domingo do Tempo Comum
Is 6,1-2a.3-8 ─ Tua culpa estará sendo tirada.
Sl 137 (138) ─ Vou cantar para ti diante dos anjos.
1Cor 15,1-11 ─ A graça que ele reservou não foi estéril.
Lc 5,1-11 ─ “Não tenhas medo!
"Não tenhais medo! De agora em diante serás pescador de homens" ( Lucas 5,10 )

Reflexão: Cônego Celso Pedro da Silva
Arte: Sergio Riccuto Conte

Vamos encerrar a primeira parte do Tempo Comum da liturgia da Igreja. Na Quarta-feira próxima, Quarta-Feira de Cinzas, iniciaremos o sagrado Tempo da Quaresma com a Campanha da Fraternidade. O evangelista São Lucas levou-nos à sinagoga de Nazaré onde ouvimos Jesus explicar para que veio a este mundo. Ele anunciou a todos o seu projeto. Jesus fez suas as palavras do profeta Isaías afirmando que a palavra do profeta estava começando a acontecer naquele momento: o anúncio da Boa-Nova aos pobres, a proclamação da libertação aos cativos e a recuperação da vista aos cegos, a libertação dos oprimidos e a proclamação do Ano Santo do Senhor. Para estar com ele e com ele trabalhar, Jesus chama Pedro, que será pescador de gente, e também Tiago e João e todos os que virão depois. Eles deixam tudo e seguem Jesus.
Um dia Jesus voltaria para o Pai e alguém deveria levar adiante a obra começada. Séculos antes, no Templo de Jerusalém, o profeta Isaías ouviu a voz do Senhor, que perguntava: “Quem enviarei? Quem irá por nós?”. E o profeta respondeu: “Aqui estou! Envia-me!”. Pedro, Tiago e João deram a mesma resposta e, como eles Paulo, e tantos outros depois.
Escrevendo aos coríntios, o apóstolo São Paulo fala do Evangelho que ele pregou, de como transmitiu o que recebeu dos outros, como era o menor dos apóstolos, mas que nele a graça de Deus não foi estéril, e que a graça de Deus nele o ajuda a trabalhar até mais do que os outros apóstolos. Paulo deixou tudo e seguiu Jesus, respondeu com firmeza: “Aqui estou. Envia-me”.
Hoje, cabe a nós dar resposta à pergunta: “Quem enviarei?” Fomos chamados e dissemos “sim” no dia do nosso batismo. Mais tarde, ungidos na crisma, confirmamos o nosso “sim”. Hoje, certamente mais conscientes, nos perguntamos se somos pescadores de gente para o Senhor. Não se trata de fazer proselitismo. Trata-se de ser discípulo missionário ativo. Há muita gente vivendo na pobreza material e espiritual, necessitando da Boa Notícia. Quem lhes dará a Boa Notícia do Evangelho de Jesus? Para isso, a gente tem que se dispor a participar das atividades da comunidade. É fundamental participar dos encontros de formação, conhecer bem a Bíblia e o Catecismo da Igreja, estudar a realidade do lugar onde vivemos, programar atividades religiosas para se ter bons católicos e atividades sociais em favor dos necessitados; colaborar nos serviços internos da comunidade, como a catequese, a liturgia. É preciso saber e estar bem informado, conhecer os ensinamentos da Igreja para trabalhar com segurança. Você participa da missa dominical, e isto é importante. Precisa, porém, dar mais um passo, que é um trabalho concreto na comunidade dentro e fora.
Peçamos com o salmista que o Senhor complete em nós a obra começada no nosso batismo, que ele não deixe inacabada a obra que suas mãos fizeram, porque todas as nossas ações começam com a graça de Deus.
A pesca milagrosa é relatada por Marcos e Mateus no início do ministério de Jesus. Lucas a coloca no início, mas quando Jesus começava a ser conhecido. João, por sua vez, relata o milagre da pesca como a terceira manifestação de Jesus depois da ressurreição, quando o Ressuscitado faz uma refeição na praia com sete de seus discípulos.

Leituras e Salmos (8 a 13 de fevereiro)
2ªf.: 1Rs 8,1-7.9-13; Sl 131 (132); Mc 6,53-56.
3ªf.: 1Rs 8,22-23.27-30; Sl 83 (84); Mc 7,1-13.
4ªf.: Jl 2,12-18; Sl 50 (51); 2Cor 5,20 – 6,2; Mt 6,1-6.16-18.
5ªf.: Dt 30,15-20; Sl l; Lc 9,22-25.
6ªf.: Is 58,1-9a; Sl 50 (51); Mt 9,14-15.
Sáb.: Is 58,9b-14; Sl 85 (86); Lc 5,27-32.




Fonte: Edição 961,janeiro de 2016
Postado por: Família Cristã




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