Liturgia da Palavra

Data de publicação: 03/03/2016

Ano C – 6 de março de 2016 - 4º Domingo da Quaresma

Js 5,9a.10-12 ─  Comeram dos frutos da terra de Canaã.
Sl 33 (34) ─ É bom o Senhor.
2Cor 5,17-21 ─ Tudo vem de Deus.
Lc 15,1-3.11-32 ─ “Tudo o que é meu é teu.”

"Filho, tu estás sempre comigo, e tudo o que é meu teu" (Lc 15,31)


Reflexão: Cônego Celso Pedro da Silva
Arte: Sergio Riccuto Conte

Iniciamos a Quaresma no deserto da tentação e, logo em seguida, subimos o monte da transfiguração. Seja no deserto, seja no monte, pensamos em nossa vida e nos decidimos por uma sincera conversão tanto pessoal quanto social.
E agora, para verificar a veracidade da nossa conversão, vamos ao encontro do filho pródigo e da mulher adúltera. Onde está o filho pródigo? Está indo ou já está voltando? Era um esbanjador por isso o chamaram de pródigo. Tinha um irmão, bem mais comportado, que permaneceu em casa, fiel a seu pai e a sua família, trabalhador, parecido com você e comigo. É este que a Quaresma quer saber se se converteu ou não. E por que teria de se converter nele tudo era perfeito? Exatamente, converter-se da perfeição. Devia converter-se da sua perfeição que o impedia de ver o mundo como ele é e de perceber neste mundo de idas e vindas a importância do retorno.
Retorna-se ao Pai por causa do irmão e retorna-se ao irmão por causa do Pai. O filho mais novo, ensaiando desculpas e respostas, retornou ao Pai que o esperava. O filho mais velho, ao voltar do trabalho, se recusou a completar o retorno. Não quis entrar onde estava o Pai por causa do irmão. O Pai então sai à procura do mais velho que precisa se converter ao seu irmão. Jesus está contando essa história por ter sido criticado pelos homens certos de Israel, fariseus e escribas, por se encontrar com pecadores e publicanos, conversar e comer com eles. Aparentemente, o caminho correto está no distanciamento de gente não recomendável por seu comportamento e seus maus costumes.
Referindo-se a uma carta perdida, Paulo diz aos coríntios que não lhes escreveu que não tivessem contato com pecadores, e menciona impudicos, avarentos, ladrões e idólatras, porque, nesse caso, deveriam sair deste mundo. O que não deviam era ser como eles, associando-se à sua maneira de agir. É impossível não estar próximo, não se esbarrar, mas é preciso ser transparente. Em Jesus nos seus contatos com os pecadores encontram-se aliadas a proximidade e a transparência. Achegar-se e deixar transparecer o que nos anima. Quem deve se converter são os escribas, os fariseus, o filho mais velho e todos os que não aceitam o outro porque acreditam que são melhores. Entende-se o rancor do filho mais velho. Não é fácil perdoar, não é fácil aceitar, mas é preciso tentar.
Também é preciso tentar cuidar da Casa Comum com vontade e carinho. Isto vale para os governantes, isto vale para toda a população. Em nossa natureza há uma corrupção natural. As coisas se desfazem, nosso corpo se corrompe e é sepultado. E há uma corrupção pensada e orquestrada, que se espalha e se alastra se tornando hábito. Mais do que hábito, que é positivo, torna-se vício, que se origina da repetição de coisas más. A corrupção se generalizou e tomou formas diversificadas. Uma delas é o desrespeito com o bem comum e outra o desleixo em todas as coisas. De onde vem o lixo que se acumula nos rios e riachos de todo o País? Nas cidades, como explicar o desaparecimento de fios de todo tipo e de bueiros de metal? A casa da mãe Joana era mais bem cuidada do que a atual Casa Comum brasileira. O saneamento básico é obrigação de todos, do governo e dos governados. Eis um ponto de conversão quaresmal.

Leituras e Salmos (7 a 12 de março)
2ªf.: Is 65,17-21; Sl 29 (30); Jo 4,43-54.
3ªf.: Ez 47,1-9.12; Sl 45(46); Jo 5,1-16.
4ªf.: Is 49,8-15; Sl 144 (145); Jo 5,17-30.
5ªf.: Ex 32,7-14; Sl 105 (106) Jo 5,31-47.
6ªf.: Sb 2,1a.12-22; Sl 33 (34); Jo 7,1-2.10.25-30.
Sáb.: Jr 11,18-20; Sl 7; Jo 7,40-53.




Fonte: Fc edição 962- FEV- 2016
Postado por: Família Cristã




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